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AGRONEGÓCIO

Farsul propõe securitização de R$ 171 bilhões da dívida rural com juros limitados e prazo de 15 anos

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Farsul, apresentou um conjunto de propostas consideradas essenciais para a securitização das dívidas rurais em debate no Congresso Nacional. A entidade afirma que o passivo do setor agropecuário gaúcho já alcança R$ 171 bilhões e pode dobrar nos próximos 12 meses caso não haja uma solução estrutural para o endividamento dos produtores.

As medidas defendidas pela Federação integram as discussões do Projeto de Lei 5.122 e foram consolidadas em uma carta pública divulgada nesta quinta-feira (21). Segundo a entidade, os pilares apresentados são resultado de décadas de acompanhamento técnico de crises no agronegócio brasileiro.

Farsul defende juros limitados e prazo longo para pagamento

Entre os principais pontos defendidos pela Federação está a criação de uma linha de securitização com juros limitados à chamada taxa neutra do Banco Central, atualmente estimada em 8,5% ao ano.

Na avaliação da entidade, taxas em dois dígitos inviabilizam qualquer tentativa sustentável de reorganização financeira no campo. Além disso, a Farsul propõe prazo mínimo de 15 anos para pagamento das operações, acompanhado de período de carência antes do início da amortização das parcelas.

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Segundo a Federação, prazos curtos acabam comprometendo o fluxo de caixa dos produtores e dificultam a recuperação econômica das propriedades rurais atingidas por sucessivas perdas climáticas.

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Proposta inclui dívidas fora do sistema bancário

Outro ponto considerado prioritário pela entidade é a inclusão de dívidas contraídas fora do sistema financeiro tradicional.

A proposta prevê que possam ser securitizados débitos com cooperativas agrícolas, cerealistas, revendas de insumos e empresas do setor privado ligadas ao agronegócio.

A Farsul também pede que sejam contempladas as chamadas operações “mata-mata”, realizadas quando produtores contratam novos financiamentos para quitar dívidas anteriores.

A Federação defende ainda que a data de corte para enquadramento das operações seja fixada, no mínimo, até 30 de abril de 2026. O objetivo é permitir a inclusão das renegociações vinculadas à Medida Provisória 1.314, que movimentaram mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Fundo Social do Pré-Sal aparece como alternativa de funding

No debate sobre as fontes de financiamento da securitização, a entidade afirma não possuir preferência por um modelo específico, mas reforça que a solução precisa ter caráter estrutural e previsível.

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Entre as alternativas mencionadas está o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal como mecanismo de funding para a operação.

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Na carta, a Federação faz críticas indiretas a anúncios considerados sem efetividade prática e afirma que medidas sem recursos concretos apenas ampliam a insegurança do setor.

Crises climáticas ampliaram endividamento no campo gaúcho

A Farsul atribui o agravamento da crise financeira rural aos impactos climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul nos últimos anos.

O estado registrou sucessivos episódios de estiagem severa e enchentes, afetando produtividade, renda agrícola e capacidade de pagamento dos produtores.

Segundo a entidade, os 12 pilares apresentados foram construídos com base em experiências acumuladas em crises anteriores e têm como objetivo garantir uma solução definitiva para o endividamento rural.

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Ao final da carta, a Federação reforça que permanece aberta ao diálogo com parlamentares e representantes do governo, defendendo que o setor agropecuário não busca privilégios, mas condições financeiras compatíveis com a realidade enfrentada no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisas com drones agrícolas na Ufes buscam aumentar eficiência em lavouras estratégicas do Espírito Santo

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O avanço da agricultura de precisão no Espírito Santo ganha novo impulso com pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com a Fotus Agro. Os estudos investigam o uso de drones agrícolas em culturas estratégicas para a economia capixaba, como café conilon e pimenta-do-reino, com foco no aumento da eficiência operacional e na melhoria da aplicação de insumos no campo.

As pesquisas estão sendo conduzidas no campus da Ufes em São Mateus, uma das principais regiões produtoras do estado, e buscam gerar conhecimento técnico aplicável à realidade do produtor rural.

O projeto ganha relevância em um momento de forte valorização do agronegócio capixaba. Segundo dados da Seag, o valor da produção de café no Espírito Santo cresceu quase 77% em 2024, alcançando R$ 16,7 bilhões. Já a pimenta-do-reino, segmento no qual o estado lidera a produção nacional, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

Drones agrícolas ampliam eficiência e precisão no manejo

De acordo com Edney Leandro da Vitória, professor responsável pelos estudos na Ufes, o objetivo central é transformar a tecnologia em soluções práticas para o agronegócio.

“Os estudos têm como foco gerar conhecimento aplicado, que possa futuramente orientar o uso mais eficiente dessas tecnologias no campo”, destaca.

As pesquisas analisam diferentes frentes da aplicação de drones agrícolas, incluindo eficiência da deposição de gotas, uniformidade da pulverização e tecnologia de aplicação em taxa variável.

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Esse modelo permite direcionar defensivos e insumos conforme a necessidade específica de cada área da lavoura, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.

Estudos avaliam custos, logística e viabilidade econômica

Além da pulverização de precisão, os pesquisadores também investigam aspectos operacionais do uso de drones no dia a dia das propriedades rurais.

Entre os fatores analisados estão tempo de operação, logística de campo, consumo de baterias e custo por hectare aplicado.

Segundo os especialistas, essas informações são fundamentais para que os produtores consigam avaliar a viabilidade econômica da tecnologia em diferentes cenários produtivos.

Outro foco importante da pesquisa é a utilização dos drones para dispersão de materiais sólidos, como fertilizantes e sementes, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia além da pulverização convencional.

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Topografia do Espírito Santo favorece uso da tecnologia

Os estudos desenvolvidos pela Ufes consideram diferentes culturas agrícolas e áreas de relevo acidentado, característica comum no Espírito Santo e que frequentemente limita o uso de maquinário tradicional.

Nesse contexto, os drones agrícolas surgem como alternativa para operações em terrenos de difícil acesso, oferecendo maior flexibilidade operacional e redução de impactos sobre a lavoura.

A iniciativa foi viabilizada após a doação de um drone modelo EAVision pela Fotus Agro à universidade. O equipamento possui sensores de alta precisão e capacidade de operação em áreas complexas.

Para Rodolfo Stanke, Head da empresa, a aproximação entre universidade e setor produtivo fortalece a evolução tecnológica no agronegócio.

“O objetivo é estar cada vez mais conectado com a pesquisa e com a realidade do campo. Essa troca com a universidade permite evoluir o produto com base em evidências técnicas, ao mesmo tempo em que apoia a formação de novos profissionais”, afirma.

Agricultura de precisão ganha espaço no agronegócio brasileiro

O avanço das pesquisas reforça a tendência de expansão da agricultura de precisão no Brasil, especialmente em culturas de alto valor agregado e regiões com desafios operacionais mais complexos.

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A expectativa é que os resultados obtidos pela Ufes sejam transformados em recomendações práticas para produtores rurais, contribuindo para maior eficiência, redução de custos e uso mais sustentável de insumos agrícolas nas principais cadeias produtivas do Espírito Santo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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