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Integração Lavoura-Pecuária ganha força na safrinha e impulsiona estratégia do “boi safrinha” após a soja

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A utilização de pastagens após a colheita da soja deve ganhar ainda mais espaço nas propriedades rurais brasileiras em 2026. O cenário de atrasos na colheita em algumas regiões produtoras, aliado à menor rentabilidade de culturas de segunda safra e ao bom momento da pecuária, tem estimulado produtores a investir em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

A estratégia permite aproveitar a janela da safrinha para produção de forragem destinada ao pastejo de bovinos, aumentando a eficiência do uso da terra e gerando benefícios agronômicos para a próxima safra agrícola.

Segundo especialistas, a tendência fortalece o modelo conhecido como “boi safrinha”, que combina produção pecuária e conservação do solo, ampliando as oportunidades de renda dentro da propriedade.

Pastagens se tornam alternativa rentável na safrinha

Com a redução da atratividade econômica de algumas culturas de segunda safra, muitos produtores têm direcionado investimentos para sistemas que associam produção animal e agrícola.

Entre as opções mais utilizadas estão o consórcio de milho ou sorgo com capins forrageiros e o cultivo exclusivo de pastagens logo após a colheita da soja.

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Além de fornecer alimento para o rebanho durante o período seco, essas áreas contribuem para a produção de palhada, elemento fundamental para o sistema de plantio direto e para a conservação da umidade do solo.

A prática também favorece a ciclagem de nutrientes, melhora a estrutura física do solo e auxilia no controle de plantas daninhas, fortalecendo a sustentabilidade do sistema produtivo.

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Manejo adequado é decisivo para o sucesso do sistema

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o sucesso da Integração Lavoura-Pecuária depende diretamente do manejo adotado pelo produtor.

O primeiro passo é tratar a forrageira como uma cultura agrícola, realizando o controle eficiente de plantas invasoras e de tigueras remanescentes da cultura anterior. A competição por água, luz e nutrientes pode comprometer significativamente o desenvolvimento do capim e reduzir a capacidade produtiva da área.

Outro aspecto essencial é o planejamento da lotação animal. Antes da entrada do rebanho, recomenda-se realizar avaliações da disponibilidade de forragem para calcular corretamente a capacidade de suporte da área e evitar tanto o subpastejo quanto o superpastejo.

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Altura correta do capim influencia produtividade e qualidade da forragem

O momento ideal para iniciar o primeiro pastejo varia conforme a espécie forrageira utilizada, mas seguir a recomendação técnica é fundamental para preservar a qualidade nutricional da pastagem.

Pastos excessivamente altos tendem a apresentar maior quantidade de colmos e fibras, reduzindo o valor nutritivo consumido pelos animais.

No caso da Brachiaria ruziziensis, amplamente utilizada em sistemas integrados, a recomendação é iniciar o pastejo quando as plantas atingirem cerca de 50 centímetros de altura.

Esse manejo favorece o consumo de folhas mais jovens e nutritivas, contribuindo para melhores índices de desempenho animal.

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Formação de palhada garante benefícios para a próxima safra

Além da produção pecuária, a preservação de um volume adequado de massa vegetal após a saída dos animais é um dos principais objetivos do sistema.

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Especialistas recomendam evitar o pastejo excessivo para assegurar a formação de palhada suficiente para a safra seguinte.

O ideal é manter entre três e cinco toneladas de matéria seca por hectare após a retirada do gado. Essa cobertura vegetal protege o solo contra erosão, reduz perdas de umidade, favorece a atividade biológica e aumenta a supressão de plantas daninhas.

Integração fortalece produtividade e sustentabilidade no campo

O avanço da Integração Lavoura-Pecuária reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: produzir mais utilizando os mesmos recursos de forma eficiente e sustentável.

Ao combinar agricultura e pecuária em uma mesma área, o produtor diversifica fontes de receita, reduz riscos de mercado e melhora os indicadores produtivos da propriedade.

Diante do atual cenário econômico e climático, o uso estratégico de pastagens na safrinha surge como uma alternativa cada vez mais relevante para elevar a rentabilidade, fortalecer a pecuária e preparar o solo para altas produtividades nas próximas safras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Torneio em Fortaleza promove pesca esportiva e sustentabilidade

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou do I Torneio 12 Horas de Pesca de Praia, realizado na Beira-Mar de Fortaleza (CE). O evento reuniu pescadores esportivos, representantes de entidades do setor e entusiastas da pesca recreativa em uma iniciativa voltada à promoção da prática responsável e sustentável da atividade. 

 Durante o torneio, além do suporte técnico, a equipe do MPA realizou ações de divulgação dos principais instrumentos e políticas públicas voltados à pesca amadora e esportiva. Assim, foram apresentados o Plano Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora e Esportiva (PNPAE), o Panorama da Pesca Amadora e Esportiva no Brasil, o Painel do Pescador Amador e Esportivo e materiais educativos sobre boas práticas na atividade.  

De acordo com a chefe de serviço do Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Giovana Curcio, “essas iniciativas integram os esforços do Ministério para ampliar o conhecimento sobre o setor, apoiar a formulação de políticas públicas e incentivar o desenvolvimento sustentável da pesca esportiva em todo o país. 

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 Ela acrescenta que a participação do Ministério no evento reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da pesca amadora e esportiva, reconhecendo a atividade como importante ferramenta de lazer, turismo, geração de renda e conservação dos recursos pesqueiros. O MPA segue trabalhando para ampliar o acesso à informação, fortalecer a governança do setor e incentivar práticas que conciliem o esporte, a educação ambiental e a sustentabilidade”, concluiu.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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