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AGRONEGÓCIO

Mercado suíno enfrenta excesso de oferta, mas exportações e consumo interno podem impulsionar recuperação no segundo semestre

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O mercado brasileiro de suínos atravessa um período de excesso de oferta e pressão sobre os preços, mas a expectativa do setor é de recuperação gradual ao longo do segundo semestre de 2026. A avaliação foi feita pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, durante entrevista concedida à Agência Safras News na AgroBrasília, realizada no PAD-DF.

Segundo o dirigente, o setor trabalha atualmente com animais acima do peso ideal para abate, reflexo de uma oferta elevada frente ao ritmo da demanda interna.

Excesso de oferta pressiona preços da suinocultura

De acordo com Marcelo Lopes, o cenário atual ainda é desafiador para os produtores, principalmente devido ao volume elevado de animais disponíveis no mercado.

“O setor vive um momento de sobreoferta, com animais pesados, mas há expectativa de melhora no segundo semestre, especialmente se houver aumento da demanda”, afirmou.

A pressão sobre os preços da suinocultura vem sendo observada em diversas regiões produtoras do país, afetando principalmente produtores independentes e operações com margens mais apertadas.

Exportações de carne suína podem aliviar mercado interno

A expectativa da entidade é que o avanço das exportações ajude a equilibrar a oferta doméstica e sustentar uma recuperação mais consistente dos preços pagos ao produtor.

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Segundo a ABCS, o desempenho das vendas externas brasileiras de carne suína continua positivo e pode ganhar novos mercados nos próximos meses.

Entre os fatores considerados estratégicos estão:

  • possível ampliação das exportações para a União Europeia;
  • fortalecimento das relações comerciais com o México;
  • expectativa de abertura e ampliação de negócios com o Japão;
  • chegada de novas missões internacionais ao Brasil.

Marcelo Lopes destacou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode representar oportunidades importantes para o setor suinícola brasileiro.

Mercado interno também deve ganhar força no segundo semestre

Além das exportações, a entidade aposta em maior consumo doméstico ao longo do segundo semestre como fator de sustentação para o mercado.

A ABCS lançou nesta semana, em São Paulo, mais uma edição da Semana Nacional da Carne Suína, campanha voltada ao estímulo do consumo da proteína no varejo brasileiro.

A iniciativa busca ampliar a presença da carne suína nas redes supermercadistas, fortalecer ações promocionais e estimular o consumo entre os brasileiros.

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AgroBrasília reforça debates sobre desafios da proteína animal

A AgroBrasília vem consolidando espaço como um dos principais eventos do agronegócio nacional, reunindo discussões estratégicas sobre produção animal, exportações, tecnologia e sustentabilidade.

No segmento de proteína animal, o debate sobre equilíbrio entre oferta, demanda e competitividade internacional segue no centro das atenções do mercado.

O setor suinícola brasileiro continua sendo um dos mais relevantes do mundo, tanto em produção quanto em exportação, mas ainda enfrenta desafios relacionados à custos de produção, oscilação do consumo interno e volatilidade dos mercados globais.

Perspectiva é de melhora gradual para a suinocultura

Apesar do momento de pressão sobre as cotações, a expectativa do setor é de recuperação gradual ao longo dos próximos meses, sustentada pela combinação entre exportações aquecidas e possível reação da demanda doméstica.

Caso o cenário internacional permaneça favorável e o consumo interno apresente melhora, a tendência é de redução da sobreoferta e maior equilíbrio no mercado brasileiro de suínos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio superam US$ 16 bilhões e consolidam Brasil como potência global do agro

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O agronegócio brasileiro voltou a registrar desempenho histórico nas exportações e reforçou sua posição estratégica no comércio global. Em abril de 2026, as vendas externas do setor ultrapassaram US$ 16 bilhões, estabelecendo um novo recorde para o período e ampliando a participação do agro na balança comercial brasileira.

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por produtos brasileiros, com destaque para mercados como China, União Europeia e Estados Unidos. Entre os produtos mais exportados estão soja, carnes, café, açúcar e celulose, segmentos que seguem liderando a pauta comercial do agronegócio nacional.

O resultado confirma a relevância do setor como um dos principais motores da economia brasileira, responsável por geração de empregos, entrada de divisas e fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Demanda global fortalece presença do Brasil no comércio internacional

Além do crescimento nas vendas externas, o desempenho recorde evidencia a ampliação da presença do Brasil em mercados considerados estratégicos para o abastecimento global de alimentos e commodities agrícolas.

O cenário internacional segue marcado por instabilidades econômicas, disputas comerciais e desafios climáticos, fatores que aumentam a importância de fornecedores capazes de garantir escala, regularidade e competitividade na produção.

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Na avaliação de Leandro Marmo, o crescimento das exportações reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no cenário mundial.

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Segundo o especialista, o desempenho recorde demonstra a capacidade do setor de atender às exigências globais com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Tecnologia, produtividade e logística impulsionam competitividade

De acordo com Leandro Marmo, o avanço das exportações também está diretamente ligado aos investimentos realizados pelo setor nos últimos anos em tecnologia, inovação, rastreabilidade e modernização logística.

Produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio intensificaram processos voltados ao aumento da produtividade e ao fortalecimento da competitividade internacional das cadeias produtivas brasileiras.

Outro fator considerado estratégico é a ampliação das exigências ambientais por parte dos países importadores. Mercados internacionais têm adotado critérios cada vez mais rigorosos relacionados à sustentabilidade, governança e rastreabilidade dos produtos agropecuários.

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Esse movimento vem exigindo adaptações constantes do setor brasileiro para garantir acesso aos principais compradores globais.

Segurança jurídica e infraestrutura seguem como desafios

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a manutenção do crescimento sustentável das exportações depende de avanços em áreas consideradas fundamentais para o agronegócio brasileiro.

Entre os principais pontos destacados estão investimentos em infraestrutura logística, estabilidade regulatória, segurança jurídica e fortalecimento de políticas voltadas à sustentabilidade no campo.

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Na avaliação do CEO da João Domingos Advogados, o Brasil possui potencial para ampliar ainda mais sua participação no comércio internacional, desde que consiga consolidar um ambiente favorável aos investimentos e à expansão da produção.

Agro segue como principal pilar da economia brasileira

O agronegócio permanece como um dos setores mais relevantes da economia nacional e segue exercendo papel decisivo no desempenho das exportações brasileiras.

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A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo de crescimento ao longo dos próximos meses, sustentado pela demanda internacional aquecida, pela expansão da produção agrícola e pela consolidação do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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