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Preço dos ovos, feijão e leite dispara nos supermercados do Sudeste e pressiona inflação dos alimentos

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O consumidor brasileiro voltou a sentir no bolso o avanço dos preços dos alimentos em março, especialmente nos supermercados da região Sudeste. Ovos, feijão e leite lideraram as altas do período e reforçaram a pressão sobre a inflação alimentar, segundo levantamento da empresa de tecnologia e inteligência de dados Neogrid.

De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, os itens básicos da alimentação continuam sendo os principais responsáveis pelo aumento das despesas das famílias, mesmo diante da queda registrada em produtos como açúcar e café.

No cenário nacional, leite e feijão apresentaram as maiores elevações do mês, ambos com alta de 11,1%. O preço médio do leite passou de R$ 4,27 em fevereiro para R$ 4,75 em março, enquanto o feijão avançou de R$ 6,76 para R$ 7,51.

Os legumes também tiveram forte valorização, com aumento de 10,7%, seguidos pelos ovos, que subiram 7,1%, e pelo papel higiênico, com alta de 3,6%.

Ovos lideram alta no Sudeste

Na região Sudeste, a pressão inflacionária foi ainda mais intensa em alguns produtos da cesta básica.

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Os ovos registraram a maior alta regional em março, com avanço de 14,6%. Em seguida aparecem feijão (14,2%), leite UHT (12,9%), legumes (9,5%) e papel higiênico (3,4%).

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O movimento reforça a preocupação do consumidor com os custos da alimentação básica e amplia a busca por alternativas mais econômicas no varejo.

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de dados da Neogrid, o cenário revela uma inflação mais concentrada e regionalizada, alterando o comportamento de compra das famílias brasileiras.

“O consumidor está mais atento aos preços, comparando marcas, reduzindo volumes e ajustando a cesta de compras para equilibrar o orçamento”, destaca.

Açúcar e café aliviam parcialmente orçamento das famílias

Apesar das altas nos alimentos essenciais, alguns produtos apresentaram queda de preços em março e ajudaram a reduzir parcialmente a pressão sobre o orçamento doméstico.

As maiores retrações ocorreram no açúcar, que caiu 6,1%, passando de R$ 3,98 para R$ 3,73. O café em pó e em grãos também recuou 4,7%, seguido pela cerveja (-4,6%), farinha de trigo (-3,9%) e detergente líquido (-3,2%).

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No Sudeste, os principais recuos foram observados no café (-5,5%), cerveja (-4,7%), açúcar (-4,4%), detergente líquido (-3%) e creme dental (-2,8%).

A redução nos preços do açúcar e do café ocorre após meses de forte valorização dessas commodities no mercado interno, refletindo ajustes de oferta, acomodação do consumo e oscilações do mercado internacional.

Legumes acumulam maior alta em 2026

No acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e março deste ano, os legumes lideram a inflação dos supermercados, com alta expressiva de 22,9%.

Na sequência aparecem feijão (18,1%), ovos (12,9%), carne bovina (6,9%) e queijos (3,9%).

Os produtos hortifrutigranjeiros continuam sendo os mais sensíveis aos efeitos climáticos, à sazonalidade e aos custos logísticos, fatores que seguem pressionando os preços no varejo brasileiro.

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Consumidor deve seguir cauteloso nos próximos meses

A expectativa da Neogrid é de manutenção do atual cenário nos próximos meses, principalmente para alimentos in natura e categorias mais dependentes das condições climáticas.

A tendência é que hortifrutis continuem pressionados, enquanto produtos industrializados devem apresentar comportamento mais estável.

Para o agronegócio, o cenário reforça a importância do monitoramento dos custos de produção, logística e oferta agrícola, especialmente em cadeias ligadas à proteína animal, leite e hortaliças, que seguem entre os principais motores da inflação alimentar no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde de grãos impulsiona empregos no agronegócio e amplia demanda por profissionais qualificados

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Produção histórica aquece mercado de trabalho no agro

O agronegócio brasileiro vive um momento de forte expansão, impulsionado pela safra recorde de grãos 2025/26. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção deve alcançar 356,3 milhões de toneladas, consolidando o maior volume já registrado no país.

A soja lidera o crescimento, com estimativa de 177,6 milhões de toneladas, seguida pelo milho, que deve atingir cerca de 118 milhões de toneladas. Esse avanço produtivo, aliado à modernização tecnológica no campo, tem reflexo direto no mercado de trabalho, ampliando a demanda por profissionais em diversas áreas.

Digitalização e expansão elevam procura por mão de obra qualificada

Com o agro cada vez mais conectado e eficiente, empresas do setor intensificam a busca por talentos, especialmente em tecnologia da informação, logística, operações industriais e atendimento ao cliente.

A transformação digital no campo abre espaço não apenas para funções tradicionais, mas também para novas carreiras ligadas à inovação, análise de dados e desenvolvimento de soluções digitais. O cenário é considerado estratégico para profissionais em busca de recolocação ou crescimento na carreira.

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Empresas ampliam contratações em diferentes regiões

Entre as companhias com vagas abertas, destaca-se a Yanmar, multinacional japonesa do setor de máquinas compactas para agricultura e construção. A empresa disponibiliza oportunidades em Indaiatuba (SP), incluindo posições como assistente financeiro júnior, estagiário(a) financeiro, analista de vendas e analista de qualidade, além de banco de talentos para pessoas com deficiência (PCD).

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Outra empresa em expansão é a Orbia, que atua como uma plataforma digital integrada no agro, conectando mais de 284 mil usuários no Brasil e no México. As vagas estão concentradas em São Paulo (SP), com modelo de trabalho híbrido, e incluem cargos como engenheiro(a) de confiabilidade de site (SRE) sênior, coordenador(a) de dados, product designer e especialista fiscal.

Oportunidades refletem novo perfil do agro brasileiro

O atual ciclo de crescimento do agronegócio evidencia uma mudança estrutural no setor, que passa a demandar profissionais com perfil multidisciplinar e habilidades digitais.

Além da força produtiva no campo, o agro brasileiro se consolida como um ambiente cada vez mais tecnológico e dinâmico, oferecendo oportunidades tanto para especialistas técnicos quanto para profissionais ligados à inovação.

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Resumo do cenário
  • Safra recorde: 356,3 milhões de toneladas previstas
  • Destaques: soja (177,6 mi t) e milho (118 mi t)
  • Empregos: crescimento da demanda em tecnologia, logística e indústria
  • Empresas: vagas abertas em multinacionais e plataformas digitais
  • Tendência: agro mais digital, conectado e gerador de oportunidades

YANMAROrbia

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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