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Ruralistas fazem lobby no Senado para alterar parte da reforma tributária

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A bancada ruralista do Congresso Nacional está fazendo pressão para barrar um artigo da Reforma Tributária, em análise no Senado, que permite a manutenção de tributos como o Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso.

O artigo, acrescentando na reforma durante votação na Câmara Federal, garante a contribuição sobre produtos primários e semielaborados para financiar fundos estaduais destinados a obras de infraestrutura e habitação.

O presidente da bancada ruralista, deputado Pedro Lupion (PP-PR), disse ao jornal Folha de S. Paulo que os fundos são prejudiciais aos produtores rurais e só foi aprovado “aos 49 do segundo tempo” a pedido de governadores.

“Existem pontos que a gente quer ainda avançar no Senado. Queremos suprimir totalmente o artigo que trata dos fundos estaduais, porque isso é prejudicial aos produtores rurais. Isso passou [foi aprovado na Câmara] nos 49 [minutos] do segundo tempo, num pedido dos governadores e ficou uma porteira aberta que pode taxar os produtores”, disse Lupion.

O governador Mauro Mendes (União) foi um dos que levou sua comitiva até Brasília com intuito de conversar com relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

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A estimativa do Governo é que até em 2024 a arrecadação do Fethab chegue aos R$ 3 bilhões. Em entrevista ao canal Agromais, Mendes defendeu a permanência do novo tributo e chegou a dizer que o fundo é “imprescindível” para Mato Grosso.

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“Esse recurso é fundamental para que nós possamos fazer grandes investimentos para melhorar a infraestrutura e permitir mais competitividade para o agronegócio mato-grossense, que é o mais importante player do agro brasileiro”, disse.

A Reforma Tributária é discutida no Senado Federal e a expectativa é de que o debate entre os parlamentares dure pelo menos dois meses.

 

Com VITÓRIA GOMES /MN

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Parte do pescado brasileiro está fora da taxação dos EUA

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Determinados tipos de peixes e crustáceos ficaram de fora da lista dos setores atingidos pela decisão do Governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% contra produtos brasileiros, como resultado da investigação da Seção 301 sobre o Brasil. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho.

 

Lista de produtos isentos da tarifa de 25%: 

 

• Albacora-laje (Thunnus albacares) fresca ou refrigerada;

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• Albacora-bandolim (Thunnus obesus) fresca ou refrigerada;

• Cavalinhas frescas ou refrigeradas;

• Espadarte fresco ou refrigerado;

• Tilápia fresca ou refrigerada;

• Tilápia inteira congelada;

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• Filé de tilápia fresco ou refrigerado;

• Lagosta congelada;

• Outros peixes congelados enquadrados na posição NCM 0303.89 (como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas, cherne-poveiro, entre outros).

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Lista de produtos taxados (não contemplados pela isenção):

 

• Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana (NCM 2301.20.10);

• Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae etc. (NCM 0302.59.00);

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• Filé de tilápia congelado (NCM 0304.61.00);

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• Outros filés congelados de peixes (NCM 0304.89.90);

• Outras carnes de peixes, frescas, refrigeradas ou congeladas (NCM 0304.99.00);

• Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas (NCM 0306.31.00);

• Algas próprias para alimentação humana (NCM 1212.21.00);

• Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas (NCM 1212.29.00).

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Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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