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Startup brasileira transforma resíduo do babaçu em proteína vegetal e cria nova fonte de renda na Amazônia

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Uma startup brasileira de biotecnologia industrial está abrindo uma nova fronteira para o aproveitamento sustentável do babaçu na Amazônia e no Matopiba. A paulista BIOINFOOD desenvolveu uma tecnologia inédita capaz de transformar a farinha do mesocarpo de babaçu — até então considerada um subproduto de baixo valor comercial — em um ingrediente proteico voltado à indústria de alimentos plant-based.

A inovação multiplica em mais de quatro vezes o teor de proteína da farinha, elevando o índice de 1,5% para cerca de 7%, além de gerar textura fibrosa e sabor equilibrado para aplicação em hambúrgueres vegetais e outros produtos alternativos.

O projeto foi apresentado durante a edição 2026 da New Meat Brazil e recebeu aporte de R$ 2,7 milhões do Fundo JBS pela Amazônia, por meio do Programa Biomas InovAmazônia do GFI Brasil.

Tecnologia valoriza resíduo antes descartado na cadeia do babaçu

O babaçu é uma das principais atividades extrativistas do Norte e Nordeste brasileiro, especialmente nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. A cadeia produtiva envolve cerca de 62 mil pessoas, com forte presença das tradicionais quebradeiras de coco babaçu.

Historicamente, o principal produto explorado comercialmente é o óleo extraído da amêndoa. Já a farinha do mesocarpo — parte intermediária do fruto — era pouco aproveitada industrialmente e, em muitos casos, descartada.

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Foi justamente esse coproduto que passou a ser transformado pela BIOINFOOD em ingrediente funcional de maior valor agregado.

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O projeto contou com parceria do Instituto de Tecnologia de Alimentos e apoio da Rede Terra do Meio do Alto Xingu, no Pará, organização que reúne povos indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares em uma área de aproximadamente 9 milhões de hectares protegidos.

Processo usa fermentação e biotecnologia sem ampliar desmatamento

A tecnologia desenvolvida pela startup combina hidrólise enzimática, seleção de cepas de leveduras e fermentação em biorreatores automatizados.

Durante o processo, os açúcares presentes na farinha do babaçu são convertidos em biomassa proteica, sem necessidade de novas áreas agrícolas ou desmatamento adicional.

Segundo a empresa, a solução já foi validada em escala laboratorial e permitiu o desenvolvimento de um protótipo de hambúrguer plant-based à base de proteína de babaçu.

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O modelo também reforça a estratégia de aproveitamento integral de espécies nativas brasileiras, ampliando o potencial econômico da bioeconomia amazônica.

Mercado de proteínas alternativas impulsiona inovação brasileira

O crescimento do mercado global de proteínas alternativas fortalece o potencial comercial da tecnologia brasileira. Estimativas do setor apontam que o segmento deve atingir US$ 88,8 bilhões até 2034, com crescimento médio anual de 14,3%.

No Brasil, o mercado movimentou R$ 1,13 bilhão em 2024, registrando alta de 14% em relação ao ano anterior.

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A demanda internacional por ingredientes sustentáveis, rastreáveis e com impacto socioambiental positivo amplia as oportunidades de internacionalização para soluções baseadas na biodiversidade brasileira.

Projeto amplia oportunidades para comunidades extrativistas

Além do potencial industrial, a iniciativa pode gerar impactos econômicos diretos para comunidades tradicionais que vivem da coleta do babaçu.

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Ao agregar valor a um material antes subutilizado, a tecnologia cria novas possibilidades de renda para quebradeiras de coco, agricultores familiares e povos tradicionais, fortalecendo a permanência dessas populações em seus territórios e incentivando modelos sustentáveis de uso da floresta.

Segundo a BIOINFOOD, a próxima etapa do projeto será a busca por parceiros industriais para avançar à fase piloto e ampliar a produção em escala comercial.

Plataforma poderá ser aplicada a outros resíduos agroindustriais

A empresa também avalia expandir o uso da tecnologia para outros coprodutos agroindustriais brasileiros, como farelo de trigo, milho e arroz, além de resíduos de espécies nativas como castanha-do-Brasil, macaúba e cupuaçu.

A expectativa é consolidar uma plataforma de biotecnologia voltada à transformação de resíduos agrícolas em ingredientes funcionais de alto valor agregado, fortalecendo a bioeconomia nacional e ampliando alternativas sustentáveis para a indústria de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

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Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

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Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

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A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

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Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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