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Ministro Wellington Lima defende integração nacional no combate ao crime organizado durante evento no RJ

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Rio de Janeiro, 26/5/26 – Nesta terça-feira (26), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, na capital carioca, do III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras – A Fronteira Marítima do Brasil. Durante o evento, defendeu o fortalecimento das ações integradas de segurança pública e inteligência no enfrentamento ao crime organizado nas fronteiras terrestres e marítimas brasileiras.

Em sua participação, o ministro afirmou que o Brasil vive um momento decisivo no combate às organizações criminosas e destacou que as fronteiras nacionais representam não apenas espaços de circulação econômica e integração entre povos, mas também áreas estratégicas para a atuação do crime transnacional.

“O Brasil possui mais de 27 mil quilômetros de fronteira, entre áreas terrestres e oceânicas, o que nos coloca no centro de fluxos logísticos globais — legais e ilegais. A proteção dessas regiões exige atuação permanente, coordenada e baseada em inteligência”, afirmou.

Monitoramento e atuação integrada

O Brasil monitora uma ampla estrutura composta por mais de 30 portos públicos organizados, cerca de 60 aeroportos internacionais, diversos postos de fronteira terrestre e áreas remotas que demandam vigilância contínua das forças de segurança.

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Segundo Wellington Lima, o enfrentamento ao crime organizado depende da integração entre órgãos federais e estaduais, incluindo a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional, a Receita Federal (RF), o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB), além das polícias civis e militares.

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Proteção das fronteiras marítimas

Durante o encontro, foi assinado um Protocolo de Intenções voltado ao fortalecimento de projetos de proteção integrada da fronteira marítima brasileira pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O ministro-chefe do GSI, Marcos Amaro, ressaltou que segurança e desenvolvimento são dimensões indissociáveis do projeto nacional ao defender maior integração entre políticas públicas de proteção de fronteiras, desenvolvimento econômico e preservação de infraestruturas críticas. “A proteção da fronteira marítima transcende a segurança pública e deve ser compreendida como uma agenda estratégica de desenvolvimento e segurança nacionais”, disse.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco pretende ampliar o apoio financeiro a iniciativas relacionadas à segurança, logística, monitoramento e desenvolvimento sustentável no ambiente marítimo brasileiro. “Podemos usar os portos, tecnologias e parcerias para combater o tráfico, o contrabando, oferecer mais segurança, atrair investimentos e melhorar os fluxos econômicos”, destacou.

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O Protocolo de Intenções firmado entre o GSI e o BNDES também busca incentivar a implantação dos Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras (GGIFs) nos estados litorâneos e apoiar ações alinhadas à Política Nacional de Fronteiras e à futura Estratégia Nacional de Fronteiras (ENaFron).

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O III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras – A Fronteira Marítima do Brasil reuniu autoridades públicas, especialistas e representantes das forças de segurança para discutir os desafios da proteção marítima, da logística portuária e do combate ao crime organizado transnacional.

Com informações do Gabinete de Segurança Institucional

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

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Assunção, 28/5/2026
– O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se, nesta quinta-feira (28), com Jalil Rachid, ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), para fortalecer a cooperação bilateral no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira. O encontro integra a agenda da comitiva brasileira em Assunção, no Paraguai, que inclui assinatura de acordos e participação na 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul e Estados Associados (RMIS) e na 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul (RMJ).

A parceria entre Brasil e Paraguai é uma das bases do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, especialmente em dois eixos estratégicos: a asfixia financeira das organizações criminosas e o enfrentamento ao tráfico ilegal de armas e munições. A fronteira entre os dois países tem sido, cada vez mais, alvo de ações coordenadas que vêm proporcionando resultados concretos.

Resultados da Operação Nova Aliança

O principal símbolo dessa atuação conjunta é a Operação Nova Aliança, a mais longeva iniciativa de erradicação de cultivo de maconha no planeta, em andamento desde 2012. Conduzida em parceria pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Senad paraguaia, a operação já acumula resultados expressivos:

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• 11,2 milhões de kg de maconha eliminados antes de entrar no comércio ilegal
• 1.218 acampamentos de cultivo destruídos
• R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas

“A melhor parceria que nós temos é com a Polícia Federal brasileira. Insisto na cooperação entre os países — não é só manter, mas fortalecer”, afirmou o ministro Jalil Rachid. Ele destacou ainda o impacto ambiental das ações: “Uma lavoura de maconha é uma reserva ambiental a menos.”

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A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, ressaltou a conexão entre as iniciativas de cooperação e a estratégia nacional. “Ações como essas mostram a relevância das fronteiras no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. A asfixia financeira dialoga diretamente com a Operação Nova Aliança.”

O embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes de Carvalho, destacou que a parceria também inclui cursos de capacitação das forças de segurança paraguaias para o combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e ao tráfico de armas.

O ministro Wellington Lima resumiu o espírito das cooperações. “Queremos fazer a coisa certa, do jeito certo e com os parceiros certos”, disse.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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