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Operação Combustíveis: balanço, divulgado por MJSP e MME, mostra 3,1 mil postos fiscalizados e 236 distribuidoras em ação nacional coordenada

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Brasília, 26/03/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério de Minas e Energia (MME) apresentaram, nesta quinta-feira (26), durante coletiva de imprensa, no Palácio da Justiça, balanço detalhado das operações de combate a abusos nos preços de combustíveis. Participaram da coletiva o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, e o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra.    

Desde o início do mês de março, uma força-tarefa nacional envolve diversos órgãos do Governo Federal. Ministério da Justiça e Segurança Pública, Senacon, Procons, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Polícia Federal (PF), MME e, mais recentemente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão trabalhando de forma coordenada.    

O secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, destacou que o Governo do Brasil monitora constantemente os níveis de oferta e demanda do óleo diesel. “É importante ressaltar que não há risco de desabastecimento de diesel no Brasil. O país conta com oferta suficiente de diesel para atender os meses de março e abril e não há falta de produto dentro do país, como mostra a Sala de Monitoramento do Abastecimento, que se reúne a cada 48h para avaliar continuamente a situação”, destacou. 

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Dados apresentados pela Senacon revelam que já foram fiscalizados 3.181 postos de gasolina e 236 distribuidoras desde o dia 9 de março, em todo o território nacional. No mesmo período, o levantamento feito pelo MME revela que foram fiscalizados 342 agentes regulados pela ANP, sendo 78 distribuidoras.    

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Durante fiscalização nas 78 distribuidoras, a ANP lavrou 16 autos de infração por indícios de prática de preço abusivo. Em um dos casos, foram encontrados sinais de aumento de 277% na margem bruta do diesel. Em três casos, unidades da mesma distribuidora foram autuadas em dois estados. As empresas autuadas – e que agora são objeto de processo administrativo pela agência – são: AlesatCiapetroFlagler, Ipiranga, MasutNextaPhaenarete, Raízen, Royal Fic, SIM Distribuidora, Stang, TDC e Vibra Energia. 

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O objetivo da força-tarefa é implementar uma rede de fiscalização no combate a aumentos injustificados de preços ao consumidor em postos e distribuidoras. Sem comprovação de elevação dos custos, os aumentos de preço podem configurar prática abusiva.     

  

Plantão técnico e alinhamento nacional  

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Nas últimas semanas, a Senacon mobilizou centenas de Procons em todo o País.  Agora, consolida uma frente permanente de coordenação técnica, com fluxo contínuo de informações e harmonização de critérios para a aplicação de multas, de modo a assegurar respostas rápidas e consistentes a variações anômalas de preços.  

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“Realizamos ontem o primeiro plantão com 60 Procons, sendo nove estaduais e 51 municipais. Também iniciamos, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), fiscalização em postos localizados em rodovias nos estados da Paraíba, Maranhão, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal”, afirmou Ricardo Morishita.    

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As reuniões de monitoramento da Senacon continuarão semanalmente. O plantão técnico permanece ativo para orientar as fiscalizações locais, garantindo que elevações abusivas de preços sejam detectadas e punidas com rigor e base técnica.  

  

Próximos Passos do Governo Federal 

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As ações de fiscalização da força-tarefa liderada pela ANP já alcançaram 50 cidades e 12 estados em todas as regiões do Brasil. Segundo o secretário das Ministério das Minas e Energia, é a prova do acerto do Governo Federal ao se articular e ir às ruas para garantir que o consumidor não pague o preço da guerra.    

“Temos convicção de que os relatos de desabastecimento precisam ser investigados, porque o fluxo de abastecimento de óleo diesel até o final de abril está regularizado. A atuação da Sala de Abastecimento é permanente e balanços seguirão sendo feitos, a cada 48h, enquanto durar a conjuntura que causa essa instabilidade”, afirmou. 

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MJSP debate responsabilidade de plataformas e segurança digital na infância

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Brasília, 26/3/2026 – A VII Conferência Ibero-Americana dos Direitos da Criança, realizada nos dias 24 e 25 de março, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), discutiu a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com painéis sobre responsabilidade de empresas de tecnologia, riscos emergentes nas plataformas e construção de um ecossistema on-line mais seguro para a infância no Brasil. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou por meio de representantes da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi). 

A conferência foi promovida pelo Centro Ibero-Americano para os Direitos da Infância (Cideni), em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), do Instituto Alana, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e de outras instituições. 

No primeiro dia, o foco foi o contexto que consolidou o Brasil como referência internacional em legislação protetiva, com a entrada em vigor do ECA Digital. No segundo, as discussões trataram da implementação prática dessas medidas. 

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O diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital, Ricardo Lins Horta, participou de um painel ao lado da ministra do STJ Daniela Teixeira e de representantes do Google, da Wikimedia Chile e do NIC.br. A mesa tratou das responsabilidades das plataformas diante do novo marco regulatório e dos desafios para aplicar o ECA Digital no cotidiano das companhias que operam no País. 

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“O ECA Digital exige que as empresas projetem, desde a concepção, produtos e serviços seguros, de acordo com normas técnicas. Hoje temos mais mecanismos para reduzir riscos e proteger contra danos. Com o pretexto de liberdade de expressão, acabamos criando uma impunidade digital”, afirmou Horta. 

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 O painel, moderado pela coordenadora jurídica do Instituto Alana, Ana Claudia Cifalli, reuniu representantes dos setores público, privado e acadêmico para discutir o papel das empresas na garantia dos direitos digitais de crianças e adolescentes. 

O evento também apresentou dois relatórios sobre riscos emergentes em plataformas digitais: um sobre trabalho infantil on-line, apresentado pelo juiz Eduardo Rezende Melo; e outro sobre recrutamento criminal de crianças e adolescentes via TikTok, elaborado pelo professor do Tecnológico de Monterrey (México), Rodrigo Peña. Os estudos integram um esforço ibero-americano de mapeamento de ameaças que desafiam legisladores e gestores públicos da região. 

  

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Conferência magna e encerramento 

A conferência magna apresentou o ECA Digital sob uma perspectiva prática: mais que um avanço legislativo, trata-se de um compromisso do Estado brasileiro com a construção de ambientes digitais que respeitem o desenvolvimento pleno da infância. 

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No encerramento, o tema Construindo Ambientes Digitais para Crianças e Adolescentes no Brasil foi debatido pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes, e pela secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda. A mesa foi moderada pelo presidente da Fundação Cideni, Miguel Cillero. 

“O decreto que regulamenta o ECA Digital, assinado pelo presidente Lula na semana passada, traz inovações importantes. Entre as quatro ferramentas de operacionalização, destaco a classificação de conteúdos, o combate ao design manipulativo, a retirada e o reporte de cibercrimes às autoridades nacionais e a proibição de publicidade dirigida a crianças e adolescentes”, afirmou Victor Fernandes. 

O encontro reuniu especialistas do Brasil e de países ibero-americanos ao longo de dois dias. Também participaram a professora da UFRGS Ana Paula Motta Costa e o ministro do STJ Benedito Gonçalves.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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