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EXCLUSIVO – Chico 2000 para investigada: “…considerei todos os nomes ali, eu não cortei ninguém…”

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VEREADOR CHICO 2000 FOTO ROGÉRIO FLORENTINO

Conforme relatório da polícia, é possível verificar conversas de Chico 2000 e a investigada Elaine, pessoa que agia em nome do vereador “aliciando pessoas para vender seus votos”, onde ele diz que entende o problema que Elaine estava tendo com sua mãe, e que por isso, considerou todos os nomes “lá das casinhas”, para “evitar problemas”.

CONVERSA DE CHICO2000 COM ELAINE

Conversa entre Chico 2000 e Elaine, fonte: laudo PF

Segundo a PF, Elaine trabalhava para o vereado Chico2000 no intuito de convencer as pessoas a vender seus votos, conclui ainda que há indícios que Chico sabia e concordava com tudo, o que se extrai pelo encaminhamento de áudios e contatos para que Elaine intermediasse “o cadastro”.

No caso, segundo a PF, os aliciadores agem construindo um cadastro com nome e número dos títulos dos eleitores, que são conferidos antes do pagamento.

Nos diálogos é possível verificar que Elaine combinou o valor de R$ 50,00 por voto com uma pessoa de nome K.

K. pergunta se já poderia realizar o “cadastro”, e se o valor pago seria de R$ 50,00, Elaine responde que “sim” e que iria no outro dia se encontrar com K.

CONFIRMAÇAO PAGAMENTO 50 POR PESSOA

Fonte: laudo PF

A Polícia Federal prossegue com as investigações.

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O outro lado

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A assessoria de imprensa do vereador não se manifestou sobre o pedido de resposta sobre o caso, até o fechamento dessa matéria. As notas enviadas serão incluídas aqui.

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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