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usada em despesas do gabinete

Marido da vereadora Edna Sampaio (PT) confirma recebimento de verba indenizatória

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Em depoimento à Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, William Sampaio, dirigente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) e marido da vereadora Edna Sampaio (PT), afirmou que as verbas indenizatórias recebidas pelas chefes de Gabinete da esposa e pela própria esposa são utilizadas apenas com gastos do mandato. O depoimento foi realizado nesta sexta-feira (23).

Edna responde a um processo por quebra de decoro parlamentar em razão do suposto desvio de finalidade da VI. Publicações da imprensa local mostraram que a ex-chefe de Gabinete Laura Natasha Oliveira Abreu transferia os R$ 5 mil de verba indenizatória para uma conta em nome da vereadora e que o marido de Edna era o responsável por cobrar a transferência todo mês.

Segundo William e também de acordo com a atual chefe de Gabinete, Neusa Baptista, essa é uma conta-conjunta entre a vereadora e a servidora que coordena os trabalhos de Edna, em um sistema mantido desde o início do mandato, em 2021. No caso de Laura Natasha, como ela ficou pouco mais de quatro meses no cargo, não houve tempo hábil para sua inclusão na conta.

“Não houve nenhuma deliberação no sentido de não colocar a Laura, quando chefe de Gabinete, na conta bancária. Essa providência iria ser tomada, mas como a permanência dela não demorou, então não foi feito isso. Mas isso não tem problema nenhum. O fato de ela não estar na conta não quer dizer que o recurso que ela transferiu para a vereadora Edna não foi executado na finalidade dessa verba indenizatória”, defendeu William.

Segundo ele, os relatórios de prestação de contas do mandato têm a escrição de “item por item, compra por compra, fechando o valor de R$ 5 mil que é da verba indenizatória da chefe de Gabinete, fechando o valor de R$ 14 mil que é da vereadora e fechando o valor de R$ 5 mil do auxílio transporte”.

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“Todos esses recursos, todas essas despesas, estão listadas, o dia que foi comprado, onde foi comprado, o que foi comprado e pago, com o cartão do mandato”, afirmou.

Edna trabalha em um sistema de “mandato coletivo”, atualmente com cerca de 50 co-vereadores e co-vereadoras que não são servidores da Câmara. Esse é o caso de William Sampaio, que é secretário de Formação do Diretório Municipal do PT em Cuiabá.

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Além do mandato coletivo, o marido explicou que a vereadora montou um “Conselho Político” do mandato, coordenado por ele e pela ex-deputada Vera Araújo, a Verinha (PT). Nesse modelo, Edna teria designado William para coordenar a gestão financeira na parte do mandato coletivo.

“A minha participação na execução das despesas é zero. O raciocínio é assim: você tem a sua conta e os seus recursos, e você contrata um contador para ele fazer para você relatórios de como esse recurso está executado. Essa é a minha participação, que a gente chama do ponto de vista técnico de ‘ex-post’. Uma vez feito o gasto, eu faço os relatórios para demonstrar onde foram feitos. O que não se confunde com a prestação de contas feita para a Câmara, uma prestação de contas institucional que é solicitada através dos relatórios, nos quais eu não tenho nenhum tipo de participação, porque a minha participaçã não se dá dentro da institucionalidade da Câmara, se dá dentro da nossa organização política”, argumentou.

O dirigente petista ainda destacou que a VI destinada à chefe de Gabinete “não se trata de salário”.

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“Não é uma verba para que o chefe de Gabinete execute como se fosse um complemento do seu salário. O texto da lei deixa claro que essa verba é para as despesas do mandato, da equipe do mandato. E a segunda dedução da leitura da lei é que não é uma lei cujos gastos não são exclusivos do chefe de Gabinete, porque para as despesas que essa verba foi criada, ela não atenderia sua finalidade se fosse de uso exclusivo do chefe de Gabinete. São para ser usadas para toda a equipe do mandato, assim como a verba da vereadora, que é usada para isso também”, declarou.

Segundo ele, os relatórios de prestação de contas do mandato têm a escrição de “item por item, compra por compra, fechando o valor de R$ 5 mil que é da verba indenizatória da chefe de Gabinete, fechando o valor de R$ 14 mil que é da vereadora e fechando o valor de R$ 5 mil do auxílio transporte”.

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“Todos esses recursos, todas essas despesas, estão listadas, o dia que foi comprado, onde foi comprado, o que foi comprado e pago, com o cartão do mandato”, afirmou.

Edna trabalha em um sistema de “mandato coletivo”, atualmente com cerca de 50 co-vereadores e co-vereadoras que não são servidores da Câmara. Esse é o caso de William Sampaio, que é secretário de Formação do Diretório Municipal do PT em Cuiabá.

Além do mandato coletivo, o marido explicou que a vereadora montou um “Conselho Político” do mandato, coordenado por ele e pela ex-deputada Vera Araújo, a Verinha (PT). Nesse modelo, Edna teria designado William para coordenar a gestão financeira na parte do mandato coletivo.

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“A minha participação na execução das despesas é zero. O raciocínio é assim: você tem a sua conta e os seus recursos, e você contrata um contador para ele fazer para você relatórios de como esse recurso está executado. Essa é a minha participação, que a gente chama do ponto de vista técnico de ‘ex-post’. Uma vez feito o gasto, eu faço os relatórios para demonstrar onde foram feitos. O que não se confunde com a prestação de contas feita para a Câmara, uma prestação de contas institucional que é solicitada através dos relatórios, nos quais eu não tenho nenhum tipo de participação, porque a minha participaçã não se dá dentro da institucionalidade da Câmara, se dá dentro da nossa organização política”, argumentou.

O dirigente petista ainda destacou que a VI destinada à chefe de Gabinete “não se trata de salário”.

“Não é uma verba para que o chefe de Gabinete execute como se fosse um complemento do seu salário. O texto da lei deixa claro que essa verba é para as despesas do mandato, da equipe do mandato. E a segunda dedução da leitura da lei é que não é uma lei cujos gastos não são exclusivos do chefe de Gabinete, porque para as despesas que essa verba foi criada, ela não atenderia sua finalidade se fosse de uso exclusivo do chefe de Gabinete. São para ser usadas para toda a equipe do mandato, assim como a verba da vereadora, que é usada para isso também”, declarou.

 

Com MIKHAIL FAVALESSA/MJ

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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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