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Violência Doméstica

CONFUSÃO E AGRESSÃO NO PARQUE CUIABÁ: Mulher com marcas de socos acusa ex, que é levado para a cadeia. Ele jura que só apartou briga entre mãe e filha

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Vítima de 32 anos relata ter sido alvo de socos após uma discussão sobre a filha de 11 anos; suspeito, de 41, nega o crime e alega que apenas defendia a criança de supostas agressões da mãe.

Uma discussão familiar sobre o bem-estar de uma criança transformou-se em um caso de violência física na noite de segunda-feira, 27 de outubro, em uma via pública do bairro Parque Cuiabá, na capital mato-grossense. C.J.S., uma atendente de 32 anos, acusa seu ex-companheiro, R.C.J., um conferente de 41 anos, de desferir múltiplos socos contra ela. Preso em flagrante pela Polícia Militar, o homem nega a agressão e apresenta uma versão conflitante: afirma que apenas interveio para proteger a filha de supostos maus-tratos que estariam sendo cometidos pela mãe.

O estopim em via pública

O conflito teve início dentro da casa da vítima, quando C.J.S. repreendeu verbalmente seus filhos por conta de discussões constantes. Em meio à repreensão, a filha de 11 anos que tem com R.C.J. correu para a rua em direção à casa do pai. Preocupada, a mãe ligou para o ex-companheiro, pedindo que ele localizasse a menina, e saiu ao seu encalço.

O reencontro entre os três, na Avenida Damien Biancardini, foi o ponto de ignição da violência. Segundo o boletim de ocorrência, foi nesse momento que R.C.J. teria passado a agredir fisicamente a ex-companheira com socos, causando vermelhidão em seus braços e costas. A situação só foi interrompida quando populares ameaçaram intervir, levando o suspeito a fugir do local.

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A versão da vítima: “Decidi pela separação”

Em seu depoimento à Polícia Civil, C.J.S. confirmou que, ao se encontrar com R.C.J., que já havia localizado a filha, ele passou a agredi-la com diversos socos. Para se defender, ela o mordeu no ombro direito. A vítima revelou ainda que este não foi um episódio isolado. Ela relatou que o relacionamento de dez anos com o agressor foi marcado por violência, e que decidiu pela separação, há cinco anos, após um episódio de agressão com “socos, puxões de cabelo e tapas”, ocorrido apenas 15 dias após o nascimento do segundo filho do casal. Na época, ela não registrou queixa. Desta vez, no entanto, ela solicitou formalmente medidas protetivas de urgência.

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A palavra do suspeito: “Apenas empurrei”

Interrogado pelo delegado Richard Damasceno Ferreira Lage, R.C.J. negou veementemente as acusações. Ele declarou que, ao encontrar a filha, a menina estava amedrontada, dizendo que “a mãe iria bater nela”. Segundo ele, quando C.J.S. chegou, teria puxado a criança pelos cabelos e desferido um soco em sua cabeça.

O suspeito afirma que sua ação foi para proteger a menina. “Apenas empurrei-a para interromper as agressões contra a filha”, disse ele em seu depoimento, sustentando que apenas tentou impedir que a criança fosse agredida. Ele também contradiz a vítima sobre a mordida, afirmando que foi mordido por sua filha, Evellyn.

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O que diz a lei

O caso foi registrado como lesão corporal qualificada, no âmbito da violência doméstica. A legislação brasileira, por meio da Lei Maria da Penha e de alterações no Código Penal, endureceu o tratamento para crimes cometidos contra mulheres em contexto familiar. A lei não serve apenas para punir, mas principalmente para proteger a vítima, oferecendo ferramentas como as medidas protetivas de urgência, que podem afastar o agressor e impedir o contato, quebrando o ciclo de violência antes que ele escale para uma tragédia.


Para entender melhor:

  • Auto de Prisão em Flagrante (APF): Peça jurídica elaborada pelo delegado de polícia quando alguém é detido cometendo um crime ou logo após. O documento reúne depoimentos e provas iniciais para que o juiz decida, em audiência de custódia, sobre a manutenção da prisão.
  • Medidas Protetivas de Urgência: Ordens judiciais para proteger vítimas de violência doméstica. Podem incluir o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e a definição de uma distância mínima. O descumprimento é crime.
  • Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO): Registro de infrações de menor potencial ofensivo. Os antecedentes criminais de R.C.J. mostram três TCOs anteriores, todos já baixados, indicando seu envolvimento prévio com o sistema de justiça criminal, ainda que por crimes considerados de menor gravidade.

CUIABÁ

Dra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá

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Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara 
A vereadora Dra. Mara (Podemos) participou, na última sexta-feira (24), de uma reunião técnica na Câmara Municipal de Cuiabá e reforçou a cobrança por transparência e equilíbrio na revisão do contrato de saneamento da capital. 
O encontro contou com a presença da presidente da Casa, a vereadora Paula Calil (PL), além de representantes de órgãos e instituições ligadas ao setor.
Participaram da reunião a concessionária Águas Cuiabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a agência reguladora e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Niesa UFMT.
O foco do encontro foi a revisão ordinária do contrato com a Águas Cuiabá, com ênfase nas tarifas de água e esgoto um tema sensível que, segundo a parlamentar, exige respostas claras e medidas concretas.
Durante a reunião, Dra. Mara questionou critérios de cobrança, custos operacionais e a qualidade dos serviços prestados. Para ela, o debate não pode ficar restrito ao campo técnico e precisa refletir a realidade de quem paga a conta todos os meses.
“Não dá para tratar um serviço essencial com superficialidade. As tarifas pesam no bolso da população e precisam ser justificadas com transparência e responsabilidade. Quem paga a conta merece respeito,” afirmou.
A vereadora reforçou o papel do Legislativo no processo. 
“Fiscalizar não é opção, é obrigação. Nosso dever é acompanhar de perto, cobrar e garantir que o interesse da população esteja acima de qualquer contrato,” disse.
Para Dra. Mara, o momento exige mais do que discussões. 
“Não basta reunião, não basta discurso. A população quer resultado: serviço de qualidade e tarifas justas. Quem está na ponta não pode continuar pagando por falhas do sistema, “pontuou.
A presidente da Câmara, Paula Calil, também destacou a importância do debate institucional.
“A Câmara está cumprindo seu papel ao promover esse diálogo. É fundamental garantir transparência e equilíbrio em um tema que impacta diretamente a vida das pessoas,” afirmou.
Ao final, Dra. Mara reforçou que seguirá acompanhando o tema.
“Vamos continuar cobrando. Saneamento não é favor, é direito  e direito precisa ser respeitado,” concluiu.
As discussões devem subsidiar as próximas etapas da revisão contratual, que segue em análise com acompanhamento do Legislativo.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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