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Violência Doméstica

Homem que ignorou medida protetiva e invadiu casa da ex-companheira é preso em Cuiabá

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Suspeito foi detido em flagrante pela Delegacia da Mulher após desobedecer ordem judicial que o proibia de se aproximar da vítima.

 

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (1º), em Cuiabá, por um ato de flagrante desafio à Justiça: descumprir uma medida protetiva de urgência que deveria amparar sua ex-companheira. A ação, conduzida pela equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), ocorreu depois que o suspeito invadiu a residência da vítima, demonstrando não aceitar o fim do relacionamento e ignorando uma ordem judicial clara.

A mulher, que já vivia sob a proteção da lei, teve sua segurança ameaçada mais uma vez. A decisão judicial não apenas proibia o investigado de se aproximar dela, mas também determinava a remoção de materiais de uma oficina que ele mantinha dentro do imóvel da vítima.

O confronto com a lei

Na manhã de ontem, o homem simplesmente desconsiderou as restrições. Ele foi até o local, quebrando o perímetro de segurança estabelecido e, com isso, a confiança da vítima no sistema que deveria protegê-la. Sua presença na casa não foi apenas uma violação técnica da ordem, mas um claro sinal de que a perseguição e o controle, infelizmente, continuavam.

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Diante do novo episódio de intimidação, a vítima não hesitou. Ela procurou imediatamente a Delegacia da Mulher para relatar o descumprimento, um passo corajoso e essencial. A resposta da polícia foi rápida e enérgica. Os agentes iniciaram as diligências no mesmo instante e localizaram o suspeito, efetuando a prisão em flagrante antes que a situação pudesse escalar para algo ainda mais grave.

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Para entender melhor:

  • Medidas Protetivas de Urgência: São ordens judiciais concedidas rapidamente para proteger vítimas de violência doméstica. Elas podem incluir o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato ou de aproximação da vítima e de seus familiares, entre outras determinações. Descumprir uma medida protetiva é crime.
  • Prisão em Flagrante: Ocorre quando alguém é detido no exato momento em que está cometendo um crime ou logo após. No caso de descumprimento de medida protetiva, a presença do agressor no local proibido já configura o flagrante.

A prisão serve como um duro recado de que a lei não é opcional. O ciclo de violência, muitas vezes alimentado pela sensação de impunidade do agressor, precisa ser quebrado com ações firmes. Cada medida protetiva ignorada é um risco direto à vida de uma mulher, e a resposta do sistema de segurança pública nestes casos precisa ser, como foi desta vez, imediata e implacável.

 

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Governo federal aciona Google após identificar 97 perfis de falsos médicos criados por IA no YouTube

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Fachada do edifício da AGU em Brasília vista de baixo; o órgão notificou o Google sobre falsos médicos de IA
Contas artificiais promovem curas sem eficácia e vendem produtos, mirando principalmente o público idoso. Plataforma tem 72 horas para remover vídeos ou rotular conteúdo sintético.
Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizam Inteligência Artificial (IA) para simular médicos e especialistas de saúde. O objetivo das contas é disseminar desinformação, incluindo a promessa de tratamentos e curas sem qualquer comprovação científica. Diante da fraude, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o Google, controlador da plataforma, nesta terça-feira (9), exigindo a exclusão das contas falsas e a emissão de alertas aos usuários sobre os riscos de seguir tais recomendações.
Aparência humana e golpes financeiros
O Ministério da Saúde (MS), por meio do programa Saúde com Ciência, responsável por analisar desinformação online, efetuou o mapeamento dos perfis. O impacto cotidiano desse tipo de conteúdo é direto: pacientes idosos em busca de alívio para condições médicas reais, por exemplo, podem ser convencidos pela falsa autoridade do vídeo a gastar dinheiro com curas milagrosas em vez de buscar tratamento clínico adequado.
“Os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações”, diz a nota do Ministério da Saúde.
A estratégia foca de forma agressiva nos mais vulneráveis. Segundo a pasta, “parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos”.
Prazo de 72 horas e exigências da AGU
A notificação enviada pela AGU estabelece um prazo máximo de 72 horas para que o YouTube remova os conteúdos identificados. Caso a exclusão não ocorra, a plataforma de vídeos deverá obrigatoriamente aplicar medidas de rotulagem e contextualização que deixem explícita aos espectadores a natureza artificial dos personagens.
A ação governamental também exige uma postura preventiva.
“A plataforma também deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material”, explicou a nota.
Procurada, a assessoria do Google informou que não vai comentar o caso.
Força-tarefa interministerial
A iniciativa de combate aos avatares criminosos resulta de um esforço conjunto. Além do Ministério da Saúde e da AGU, o monitoramento e as ações envolvem a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI).

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