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EDUCAÇÃO

Do clássico à literatura contemporânea: MEC Livros reúne autores negros de diferentes gerações

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A literatura brasileira é formada por diferentes vozes, experiências e perspectivas. Entre elas estão as de autores negros que, ao longo de diferentes períodos, contribuíram para a construção e transformação da produção literária do país.

Essa produção também está relacionada à história do racismo no Brasil. Em uma sociedade marcada por séculos de escravização da população negra e por desigualdades que permanecem no presente, o acesso à leitura e a presença de autores negros nos espaços de formação cultural também fazem parte desse debate. A literatura pode registrar experiências que foram silenciadas por muito tempo, além de apresentar outras perspectivas sobre a história do país e permitir que diferentes leitores reconheçam suas próprias vivências ou conheçam realidades distintas das suas.

O MEC Livros, biblioteca digital do Ministério da Educação, reúne obras literárias em formato digital, com acesso público e gratuito. O catálogo inclui livros em domínio público e títulos contemporâneos licenciados para estudantes, professores, pesquisadores e leitores em geral. Entre as obras disponíveis, estão títulos de autores negros de diferentes gerações, do clássico à produção contemporânea.

A seleção do MEC Livros considera critérios relacionados à diversidade literária, cultural e linguística e conta com a participação de instituições parceiras dos campos do livro, da leitura e da literatura.

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Dos clássicos à produção contemporânea – Entre os autores negros presentes no catálogo estão nomes fundamentais da literatura brasileira, como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus. Obras como Úrsula, Dom Casmurro, Clara dos Anjos e O Escravo compõe esse percurso a partir de diferentes momentos da literatura nacional.

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A seleção também reúne escritores contemporâneos, como Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior, Ana Maria Gonçalves, Eliana Alves Cruz, Lilia Guerra, Eliane Marques e Tom Farias, com títulos como Ponciá Vicêncio, Torto Arado, Um Defeito de Cor, Nada Digo de Ti, Que em Ti não Veja, Perifobia, Louças de Família e Toda Fúria.

A presença de autores de diferentes gerações mostra a continuidade e a diversidade da produção literária negra. No MEC Livros, o leitor pode percorrer por obras de diferentes períodos, estilos e experiências, bem como conhecer escritores que fazem parte da história da literatura brasileira e aqueles que seguem construindo essa história no presente. 

O catálogo também reúne autores negros de outros países, ampliando o percurso para diferentes tradições literárias. Entre eles estão as nigerianas Oyinkan Braithwaite, autora de O Bebê é Meu, Akwaeke Emezi, de Água Doce, e Buchi Emecheta, de Cidadã de Segunda classe; a moçambicana Paulina Chiziane, autora de O Alegre Canto da Perdiz; e o norte-americano Randall Kenan, de Uma Visita dos Espíritos. A seleção inclui ainda obras voltadas às infâncias e juventudes e títulos de poesia.

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Como acessar – Além do acesso pelo site, o público pode consultar o acervo do MEC Livros por meio do aplicativo. Para utilizar a plataforma, é necessário fazer login com uma conta Gov.br.

Quem ainda não possui uma conta pode realizar o cadastro pelo aplicativo ou pelo site Gov.br, informando o CPF e seguindo as orientações apresentadas.

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Após o login, a página inicial do MEC Livros apresenta uma seleção de títulos organizados em diferentes categorias. Para escolher uma obra, basta clicar na capa do livro. Na opção “Mais informações”, é possível consultar detalhes sobre o título. Em seguida, o usuário deve selecionar “Emprestar e Ler” para acessar a obra e iniciar a leitura.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Fonte: Ministério da Educação

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O que você precisa saber para fazer a PND

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A Prova Nacional Docente (PND) 2026 será realizada em 806 cidades de todo o país neste domingo (20), a partir das 13h30 (horário de Brasília). O exame é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

O objetivo da PND, que integra o programa Mais Professores, é subsidiar os processos seletivos e concursos públicos realizados por estados e municípios para ingresso na carreira docente da educação básica pública. Na edição de 2026, foram contabilizados 625.954 inscritos.

Voltada a licenciados formados com interesse em atuar nas redes públicas de ensino e concluintes de cursos de licenciaturas, a PND é uma das etapas obrigatórias do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas

Prova – As provas terão a duração de 5h30 e são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida. 

Cartão de Confirmação da Inscrição – O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND utilizando o cadastro Gov.br. Por meio desse documento, o candidato tem acesso ao local de aplicação do exame. 

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Horários – Todo o cronograma da PND segue o horário de Brasília, logo, é necessário se atentar aos horários respectivos de cada cidade, a fim de planejar com antecedência o tempo de deslocamento até o local de prova. 

  • 12h: abertura dos portões. 
  • 13h: fechamento dos portões. 
  • 13h30: início das provas.  
  • 19h: término das provas. 
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Identificação – É obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. 

Material permitido – Para a participação no exame, é permito o uso de caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos. 

Questionário – Os estudantes concluintes que farão a PND devem preencher o Questionário do Estudante, e os demais participantes responder ao Questionário Contextual. Ambos estão disponíveis no Sistema PND até o dia 19 de setembro. O preenchimento é condição necessária para a visualização do local de prova. 

Adesão – Em todo o país, a PND já recebeu a adesão de 2.031 entes federativos. Entre eles estão 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, o número de redes que manifestaram interesse em usar os resultados da prova em seus processos de seleção registrou crescimento superior a 30%. Além disso, os entes têm autonomia para aderirem, a divulgação da lista de adesão é realizada pela Portaria nº 527, de 18 de junho de 2026. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva

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Fonte: Ministério da Educação

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