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SAÚDE

Ministério da Saúde lança edital para impulsionar soluções inovadoras em saúde digital no SUS

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O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (7), o Edital nº 1/2026, que abre chamamento público para identificar parceiros e soluções tecnológicas inovadoras voltadas ao fortalecimento da transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa fortalece as ações dos Programas SUS Digital e Agora Tem Especialistas, uma das principais estratégias do governo federal para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde especializada.

O edital tem como objetivo mapear propostas do ecossistema de inovação em saúde capazes de contribuir com pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, apoiando desafios prioritários do SUS. As soluções selecionadas poderão integrar o Laboratório Inova SUS Digital, ambiente interinstitucional criado para fomentar a cooperação, o desenvolvimento tecnológico e a incorporação de soluções digitais no sistema público de saúde.

“O foco é promover o desenvolvimento de soluções inovadores que fortaleçam os avanços em curso na transformação digital do SUS,” reforçou a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Fortalecimento da inovação no SUS

O chamamento é voltado a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos, universidades, institutos de ciência e tecnologia, laboratórios públicos oficiais, empresas e startups de saúde digital. A participação não implica contratação imediata, mas possibilita a formação de um banco de propostas aptas, que poderá subsidiar futuras alianças estratégicas de inovação ou compras públicas de inovação, conforme avaliação técnica, jurídica e de conveniência da Administração Pública.

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As propostas deverão demonstrar capacidade técnica, experiência comprovada em saúde digital, regularidade jurídica e fiscal, além de compromisso com princípios éticos, de governança, segurança da informação e proteção de dados pessoais, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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Eixos temáticos prioritários

As soluções apresentadas devem estar alinhadas a pelo menos um dos seguintes eixos estratégicos:

  • Interoperabilidade e padrões
  • Atenção ao paciente, serviços digitais e telessaúde, incluindo point of care
  • Dispositivos médicos e Internet das Coisas (IoT)
  • Engajamento e empoderamento do paciente
  • Medicina de precisão e análise de dados
  • Gestão da informação, incluindo gestão em saúde e vigilância em saúde
  • Inteligência Artificial aplicada aos demais eixos.

As iniciativas serão avaliadas com base em critérios como relevância institucional, urgência do problema, escalabilidade, viabilidade técnica e grau de inovação, com pontuação mínima de 60 pontos para integração ao banco de propostas.

Como participar

A submissão das propostas deve ser feita exclusivamente por meio eletrônico, incluindo o envio do Formulário de Submissão e do Termo de Compromisso disponíveis no edital. Toda a documentação exigida deve ser preenchida e assinada, em formato PDF, e encaminhada para [email protected]com o assunto: EDITAL DO LABORATÓRIO INOVA SUS DIGITAL – NOME DO PROPONENTE.

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Cronograma

  • Envio das propostas: 8 de janeiro a 20 de fevereiro de 2026
  • Resultado preliminar: 27 de fevereiro de 2026
  • Período para interposição de recursos: 28 de fevereiro a 6 de março de 2026
  • Resultado final: 16 de março de 2026
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Acesse mais informações sobre o edital, os critérios de participação, os documentos necessários e o acompanhamento do cronograma

Terciane Alves
Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Indígenas Yanomami terão acesso a consultas e exames especializados durante expedição do SUS em Roraima

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Entre os dias 23 e 30 de setembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza uma nova expedição de atenção especializada à saúde indígena no território Yanomami, em Roraima. A ação será concentrada no Polo Base Surucucu, com expectativa de realizar 750 procedimentos entre consultas nas áreas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.

Os serviços serão ofertados no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami (CRSI) e nas comunidades da área de abrangência. A iniciativa busca aproximar o atendimento especializado das populações que vivem em áreas de difícil acesso. Assim, avaliações, diagnósticos e acompanhamento poderão ser realizados no próprio território. A estratégia também pretende reduzir remoções evitáveis e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena.

Entre os públicos prioritários estão crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição; gestantes e mulheres em idade reprodutiva; pessoas com doenças crônicas; pacientes com agravos respiratórios; e indígenas com malária, especialmente nos casos de complicação, recorrência ou necessidade de avaliação complementar.

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A expedição também atenderá pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção, além daqueles com condições clínicas que possam ser avaliadas ou tratadas no próprio território. A proposta é dar maior resolutividade à assistência local e favorecer a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).

Assistência para 2,5 mil indígenas

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Localizado no município de Alto Alegre (RR), o Polo Base Surucucu integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana e tem uma população de aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos em 33 comunidades, predominantemente do povo Yanomami.

Áreas serranas, comunidades espalhadas pelo território e forte isolamento geográfico impõem desafios específicos à assistência de saúde na região. O deslocamento ocorre por via aérea, especialmente por helicóptero, condição que interfere na mobilidade das equipes, no transporte de insumos, nas remoções sanitárias e na continuidade da assistência.

A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e é realizada em articulação entre o DSEI Yanomami e Ye’kwana, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a AgSUS. A ação também busca apoiar a investigação de casos de maior complexidade, reduzir agravos decorrentes de diagnósticos tardios e melhorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, desde o encaminhamento de pacientes para serviços especializados até o retorno de informações às equipes locais, garantindo maior continuidade do cuidado.

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Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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