AGRONEGÓCIO
Brasil registra um crescimento de 10,41% na área plantada de amendoim
O Brasil registra um crescimento de 10,41% na área plantada de amendoim, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A leguminosa, antes secundária na rotação com a cana-de-açúcar, agora se destaca como opção lucrativa para produtores, impulsionada pela demanda internacional.
Atualmente, cerca de 60% da produção nacional é exportada, solidificando o país como um dos grandes exportadores de amendoim e seu óleo.
A expansão do plantio vai além do estado de São Paulo, tradicional centro produtor, alcançando Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná.
Contudo, o início da safra foi marcado por desafios devido a chuvas escassas, afetando o cronograma de plantio de muitos agricultores. O cultivo do amendoim requer investimento e manejo especializados.
A exportação de amendoim cresceu 4 vezes nos últimos dez anos. Apenas de 2019 a 2022, o crescimento das exportações foi de 40%, e o aumento da produção foi de 60%: alcançou quase 900 mil toneladas.
Em 2022, o Brasil exportou 285 mil toneladas de amendoim, o que fez o país ocupar o sexto lugar entre os exportadores do produto. As exportações geraram receita superior a US$ 330 milhões.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral
O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).
Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.
Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho
O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.
No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.
A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.
Nutrição animal segue como principal fator de custo
De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.
O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.
Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno
Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.
Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.
Leite em pó registra alta mesmo com restrições
O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.
Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade
Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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