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por reestruturação de carreira

Servidores do IBAMA ameaçam greve

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ibama ameaça greve

Mais de 1,7 mil servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assinaram uma carta destinada à presidência do órgão informando que irão suspender todas as atividades de fiscalização ambiental, se concentrando apenas em atividades internas e burocráticas. A carta informa que a decisão seria colocada em prática a partir dessa segunda-feira (1º).

A medida é uma resposta ao andamento das negociações entre servidores e governo a respeito do reajuste salarial e da proposta de reestruturação da carreira. Segundo os servidores que assinaram o documento, esta “é uma resposta direta à falta de ação e suporte efetivo aos servidores e às missões críticas que desempenhamos”. Os funcionários reclamam da falta de resposta do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) em relação à proposta de restruturação da carreira de especialista em meio ambiente.

O documento afirma que as atividades finalísticas do órgão podem ser prejudicadas até que as negociações sejam retomadas, “o que inclui operações de fiscalização ambiental na Amazônia e em terras indígenas, como a Yanomami, vistorias de processos de licenciamento ambiental, processos autorizativos, prevenção e combate a incêndios florestais, atendimento às emergências ambientais, entre outras”.

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O texto ressalta que a suspensão das atividades deve causar “impactos significativos na preservação do meio ambiente e atribuímos isso aos dez anos de total abandono da carreira do servidor público que mais sofreu assédio e perseguição ao longo do governo anterior”. O documento pede, ao final, a retomada das negociações com a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional).

Em nota, o Ibama informou que, apesar da carta, ainda não foi registrada qualquer paralisação nas atividades de fiscalização. “Até às 14h30 desta terça-feira foram contabilizadas 1.729 assinaturas. Cabe ressaltar que não houve paralisação até o momento. Os servidores continuam atuando em atividades da instituição”, diz a nota.

Servidores do Ibama e suas entidades representativas têm cobrado o governo pedindo melhorias nas condições de trabalho e remuneração.

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Reajuste e diálogo

No último dia 16 de agosto, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) instituiu uma mesa de negociação com órgãos ambientais e governo para facilitar o diálogo com os funcionários da área.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que está aberto ao diálogo com servidores do Ibama e outros órgãos, e lembrou a reinstalação, ainda no começo do ano passado, da Mesa Permanente de Negociação com os servidores públicos, que havia sido descontinuada no governo de Jair Bolsonaro. A pasta também destacou que houve reajuste linear de 9% para todos os servidores públicos federais do Poder Executivo, além do aumento de 43,6% no auxílio-alimentação.

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“No segundo semestre de 2023, teve início o debate sobre reajuste para o ano de 2024. Como parte desse processo, foram abertas 21 mesas específicas para tratar de algumas carreiras. Somente no âmbito das mesas específicas, sete acordos para reestruturação de carreiras já foram fechados. A recomposição da força de trabalho na Administração Pública Federal, para recuperar a capacidade de atuação do governo para a execução de políticas públicas, é pauta prioritária do Ministério da Gestão, que vem atuando dentro do possível e dos limites orçamentários para atender às demandas dos órgãos e entidades do Executivo Federal”, informou a pasta.

 

Com EBC

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Pivetta vence no 1º turno; Mauro Mendes e Zé Medeiros ficam com as vagas ao Senado em MT

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Com 98,19% das seções apuradas, governador teve 60,78% dos votos válidos; PL tem 3 dos 8 deputados federais e Podemos lidera a Assembleia, com 6 das 24 cadeiras

Otaviano Pivetta (Republicanos) venceu a eleição para o governo de Mato Grosso já no primeiro turno. Com 98,19% das seções apuradas, ele tem 1.107.503 votos, ou 60,78% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados são de 20h21 deste domingo (4), horário de Brasília.

O segundo colocado, Wellington Fagundes (PL), tem 423.017 votos (23,22%). Natasha Slhessarenko, a Doutora Natasha (PSD), soma 275.555 (15,12%). A diferença entre Pivetta e Wellington é de 684.486 votos, e faltam 150 seções, número que não permite reverter o resultado. O TSE ainda não registrou a proclamação do eleito.

Também disputaram Rafaell Milas (Missão), com 10.135 votos (0,56%), Sargento Laudicério (Agir), com 3.178 (0,17%), e Maurício Coelho (Mobiliza), com 2.663 (0,15%).

Senado: Mauro Mendes e Zé Medeiros

Para as duas vagas ao Senado, os mais votados são Mauro Mendes (União), com 1.165.863 votos (33,23% dos votos válidos), e Zé Medeiros (PL), com 962.193 (27,42%). Cada eleitor pôde votar em dois candidatos.

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Na sequência aparecem Janaina Riva (MDB), com 508.252 votos (14,48%), Fávaro (PSD), com 400.994 (11,43%), Pedro Taques (PSB), com 219.831 (6,26%), e Galvan (Avante), com 166.932 (4,76%). A distância entre Zé Medeiros e o terceiro colocado é de 453.941 votos.

Câmara dos Deputados: PL elege três

Mato Grosso elege oito deputados federais. A conta partiu do quociente eleitoral de 233.204 votos, valor informado pelo TSE, e a distribuição das cadeiras coincide com a que o tribunal já exibe por partido e federação. O PL fica com três vagas, a Federação União Progressista (União e PP) com duas, e Republicanos, Podemos e a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) com uma cada.

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Os eleitos, por ordem de votos, são:

  • Coronel Fernanda (PL), 202.492
  • Professora Rosa Neide (PT), 137.076
  • Fábio Garcia (União), 135.579
  • Coronel Assis (PL), 126.781
  • Virginia Mendes (União), 101.040
  • Juarez Costa (Republicanos), 81.819
  • Thiago Boava Hey Roy (PL), 70.939
  • Coronel Roveri (Podemos), 46.082

Como a eleição é proporcional, o voto individual não basta. Nilson Leitão (PP), com 61.053 votos, Irajá Lacerda (PSD), com 53.471, e Emanuelzinho (PSD), com 49.940, tiveram mais votos que Coronel Roveri, mas ficaram de fora porque seus partidos e federações não alcançaram cadeira para eles.

Assembleia Legislativa: Podemos tem a maior bancada

Para as 24 vagas na Assembleia, o quociente eleitoral é de 78.733 votos. O Podemos elege seis deputados, o PL e o Republicanos quatro cada, o MDB três, e as federações Brasil da Esperança, União Progressista e PSDB-Cidadania duas cada. O PSD fica com uma vaga.

Os eleitos, por partido, são:

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  • Podemos (6): Max Russi (85.442), Ulysses Moraes (55.621), Beto Dois a Um (54.877), Alessandra Ferreira (50.563), Fabinho Tardin (35.582) e Adelcino Lopo (21.124)
  • PL (4): Gilberto Cattani (68.909), Samantha do Abílio (57.503), Faissal (40.357) e Alcino Barcelos (22.211)
  • Republicanos (4): Diego Guimarães (39.641), Dr. Eugênio (36.529), Valmir Moretto (34.644) e Nininho (32.786)
  • MDB (3): Dr. João (55.426), Leo Bortolin (50.143) e Thiago Silva (40.011)
  • Federação Brasil da Esperança (2): Lúdio Cabral, do PT (85.219), e Valdir Barranco, do PT (30.941)
  • Federação União Progressista (2): Dilmar Dal Bosco, do União (54.575), e Engenheiro Sebastião Machado Rezende, do União (31.358)
  • Federação PSDB-Cidadania (2): Carlos Avallone (30.129) e Chico Guarnieri (17.946), ambos do PSDB
  • PSD (1): Wilson Santos (19.720)
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Max Russi (Podemos) foi o deputado estadual mais votado, com 85.442 votos, seguido por Lúdio Cabral (PT), com 85.219, uma diferença de 223 votos.

O sistema proporcional deixou de fora candidatos com votação superior à de eleitos. Botelho (MDB), com 36.616 votos, e Paulo Araújo (Republicanos), com 29.804, não conseguiram vaga, enquanto Alcino Barcelos (PL) foi eleito com 22.211 e Chico Guarnieri (PSDB), com 17.946.

Com 98,74% das seções apuradas, às 20h44 (horário de Brasília), a 24ª vaga da Assembleia Legislativa continua com o PL, que teria Alcino Barcelos, com 22.310 votos. O partido tem média de 66.963 votos para essa cadeira, contra 66.217 do Podemos para uma sétima vaga, diferença que se manteve estável nas últimas leituras do TSE. Se o Podemos a assumisse, entraria Meraldo Sá, com 20.126 votos. O tribunal ainda não proclamou os eleitos.

Participação

O comparecimento foi de 77,84% dos 2.634.992 eleitores aptos, e a abstenção, de 22,16%. Na disputa pelo governo, 4,04% dos eleitores votaram em branco e 5,38% anularam o voto.

Os números podem mudar até a totalização final, e o resultado só é oficial com a proclamação e a diplomação pela Justiça Eleitoral. Até o fechamento desta matéria, o TSE não havia marcado nenhum candidato como eleito para os quatro cargos.

 

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