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POLÍCIA

Governo de MT suspende notícias institucionais do Portal em cumprimento às normas eleitorais

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Em cumprimento à legislação eleitoral, o Governo de Mato Grosso suspende, a partir deste sábado (4.7), a exibição das notícias institucionais publicadas no Portal do Governo, bem como todo o conteúdo de fotografias e produções audiovisuais.

A medida atende às restrições previstas no artigo 73 da Lei Federal nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que disciplina a publicidade institucional nos três meses que antecedem o pleito. E, se aplica também às redes sociais do Estado.

Durante esse período, serão veiculados exclusivamente conteúdos de relevância ou de utilidade pública.

A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) seguirá com seu papel institucional de atender à imprensa e fornecer informações nesse período.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil deflagra Operação Janus contra facção que usava cestas básicas para lavar dinheiro

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Empresas de alimentos serviam para dar aparência legal a recursos do tráfico e de golpes virtuais; uma delas, em Várzea Grande, movimentou R$ 13,2 milhões em quatro anos sem estrutura física

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23), a Operação Janus contra integrantes de uma facção criminosa suspeitos de usar a compra e a distribuição de cestas básicas para lavar dinheiro obtido com o crime. Os investigados respondem por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, são cumpridas 14 ordens judiciais, entre elas 11 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens móveis e imóveis ligados aos fatos investigados. As equipes atuam em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Goiânia.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, a pedido da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). A operação tem apoio da Delegacia Regional de Rondonópolis, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Polícia Civil de Goiás.

A polícia não divulgou os nomes dos investigados nem o da facção.

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Como o esquema funcionava

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A investigação começou com a análise de material apreendido em operações anteriores da GCCO/Draco. Segundo a Polícia Civil, parte dos integrantes do grupo seguia articulando as atividades ilícitas mesmo estando presa.

De acordo com os investigadores, empresas abertas formalmente para o comércio de alimentos e cestas básicas eram usadas para movimentar o dinheiro e dar a ele aparência de legalidade. Os recursos teriam origem, direta ou indireta, no tráfico de drogas e em golpes virtuais, e depois eram inseridos em operações comerciais simuladas para esconder a procedência.

A divisão de tarefas também foi mapeada. Alguns integrantes cuidavam de obter e movimentar o dinheiro; outros compravam os produtos e organizavam a entrega. Um dos investigados é apontado como responsável pela logística da distribuição e pela tentativa de ampliar a presença territorial da facção por meio dessa ajuda.

As cestas, segundo a polícia, eram destinadas a integrantes e simpatizantes do grupo, numa espécie de assistencialismo usado para fortalecer a organização.

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Milhões sem lastro

Uma das empresas usadas no esquema, com sede em Várzea Grande, movimentou R$ 13,2 milhões em quatro anos, conforme os elementos reunidos no processo, embora não tenha estrutura física compatível com a atividade que declara.

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A análise patrimonial também encontrou movimentações incompatíveis com a renda declarada de alguns alvos. As contas de uma das investigadas somam mais de R$ 36 milhões movimentados; as de outro investigado, mais de R$ 4,7 milhões.

Entre as ordens de sequestro estão um veículo e um imóvel em Goiânia, que, segundo a investigação, podem ter sido adquiridos com o produto do crime. O objetivo, informou a Polícia Civil, é localizar e bloquear o patrimônio do grupo e cortar o fluxo de dinheiro que sustenta suas atividades.

O inquérito segue em andamento.

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Por que Janus

O nome da operação remete a Jano, deus romano representado com duas faces. A escolha faz referência ao duplo papel atribuído ao grupo: de um lado, a imagem de assistência às famílias com a entrega de cestas; de outro, o uso dessa estrutura para lavar dinheiro e expandir a influência territorial da facção.

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