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Violência doméstica

Por não aceitar o fim do relacionamento, homem incendeia casa para tentar matar a ex-companheira e o filho de 3 anos, veja vídeo

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Suspeito usou identidade falsa de "policial traída" para ameaçar vítima antes de atear fogo em residência. Depoimentos e mensagens de WhatsApp revelam a premeditação e o terror impostos à família.

Suspeito usou identidade falsa de “policial traída” para ameaçar vítima antes de atear fogo em residência. Depoimentos e mensagens de WhatsApp revelam a premeditação e o terror impostos à família.

Assista ao vídeo no final da matéria, recomendamos cautela.

A tranquilidade de uma sexta-feira, 19 de setembro, foi brutalmente interrompida por chamas e fumaça no bairro Cohab São Gonçalo. Por volta das 12h20, um incêndio criminoso destruiu completamente uma residência na Avenida C, um ato que a polícia trata como o ápice de uma perseguição obsessiva e uma tentativa de feminicídio. M.V.S., um supervisor de prevenção de perdas de 27 anos, foi preso em flagrante, acusado de atear fogo na casa de sua ex-sogra, R.T.P., onde sua ex-companheira, R.P.A., de 26 anos, estava com o filho do casal, D.T.P.S., de apenas três anos.

O início do terror: a identidade falsa e o primeiro ataque

O Boletim de Ocorrência descreve o chamado para um incêndio, mas os depoimentos revelam um contexto sombrio.

Separados há oito meses, M.V.S. não aceitava o fim do relacionamento. A perseguição tornou-se metódica e psicológica. Em seu depoimento, R.P.A. detalhou como recebeu ameaças de um número desconhecido, onde o interlocutor se passava por uma delegada da delegacia da mulher. O agressor, sob essa identidade falsa, a acusava de ter um caso com seu marido e exigia provas (prints das conversas), usando o pretexto da traição para justificar as ameaças de violência extrema.

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A vítima desconfiou que se tratava do seu ex-companheiro, mas, em um ato de sadismo, ele negou e enviou mensagem contendo dados de si mesmo, onde confirma ter respondido por vários processos “abertos na Lei Maria da Penha”. Na mensagem, o criminoso se refere ao próprio filho como “um tal de D. T.”.

Após a dissimulação, o bandido disse claramente que ateria fogo na vítima e na sua casa, não interessnado quem estaria dentro.

“Caso contrário eu irei tacar fogo em você e na sua casa”, “não tô nem ai com quem tiver dentro”.

O medo se tornou concreto na noite da terça-feira anterior, 16 de setembro. Por volta das 20h30, um coquetel molotov foi arremessado contra a sacada da quitinete onde R.P.A. morava, no bairro Novo Horizonte. O ataque a forçou a buscar refúgio na casa da mãe, R.T.P., uma trabalhadora de serviços gerais de 53 anos.

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O incêndio: “Percebi que a casa já estava em chamas”

Na sexta-feira, o terror se materializou. R.P.A. relatou os momentos de pânico:

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enquanto lavava louça em sua residência escutou barulho como se fosse de água e avistou, pela janela, uma pessoa em movimento de arremesso… e percebeu que a casa já estava em chamas.

Ela correu para o quarto onde o filho dormia e conseguiu escapar antes que o fogo consumisse o imóvel. Um vizinho arrombou a porta para ajudá-los a sair.

A crueldade do agressor não cessou com as chamas. De um segundo número, logo após o incêndio, o autor enviou uma foto da casa em chamas com uma confissão debochada:

 

Gostou do que eu fiz R..

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Em seguida, para confirmar que esteve no local e zombar do pavor da família, o autor escreveu:

Fiquei bem ao seu lado hoje na casa da sua mãe. Está em choque ainda?.

A mensagem seguinte revelava a dimensão da ameaça:

Para você eu sou a MORTE DE TUDO QUE VOCÊ TEVE, TEM, OU IRÁ TER SE NÃO FIZER O QUE ESTOU FALANDO.

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O Depoimento da Vítima: “Temo que ele consiga dar cabo a minha vida”

Na delegacia, o terror vivido pela vítima foi formalizado. Ao relatar os fatos e o histórico de perseguição, ela expressou seu medo profundo, afirmando que “está apavorada, pois o autor não demonstra [limites] em evolução e teme que da próxima vez ele consiga efetivamente dar cabo a sua vida. Ela e o filho perderam tudo no incêndio, restando apenas a roupa que vestiam.

A Negação do Autor: “Eu não fui no local, eu não estive lá”

A captura de M.V.S. ocorreu de forma inusitada. Após o crime, ele próprio acionou a polícia, alegando que uma pessoa com um galão de combustível estaria rondando sua casa, numa clara tentativa de forjar um álibi. Localizado e preso, a confirmação final veio quando os policiais pediram que R.P.A. enviasse uma mensagem para o número que a ameaçava, e o celular de M.V.S. tocou, confirmando sua autoria.

Na delegacia, acompanhado de seu advogado, Augusto Cesar Carvalho Frutuoso, o suspeito negou tudo. Ao ser interrogado pelo delegado Joao Henrique de Brito Santos sobre as acusações, M.V.S. respondeu friamente: “eu não fui no local, eu não estive lá, eu não sei disso.

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A delegada Divina Aparecida Vieira Martins da Silva, em seu despacho, ratificou a voz de prisão e destacou a gravidade dos fatos, determinando a lavratura do auto de prisão em flagrante “SEM A CONCESSÃO DE FIANÇA. A Polícia Judiciária Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, argumentando que “o conduzido demonstrou extrema periculosidade ao planejar e executar incêndio em residência habitada, expondo à morte sua ex-companheira e seu filho de apenas 3 anos de idade.


 

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Para entender melhor: A Lei como escudo

 

  • Auto de Prisão em Flagrante (A.P.F.D.): Documento que formaliza a prisão de alguém surpreendido cometendo um crime. Ele reúne os primeiros elementos do caso, como depoimentos, o interrogatório do suspeito e as provas iniciais, como os prints das conversas.
  • Feminicídio: É o homicídio praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. A lei o qualifica como crime hediondo para punir com mais rigor agressores que matam por misoginia ou no contexto de violência doméstica. No caso, foi registrada a tentativa.
  • Medidas Protetivas de Urgência: Previstas na Lei Maria da Penha, são ordens judiciais para proteger mulheres em situação de violência. Podem incluir o afastamento do agressor do lar e a proibição de qualquer tipo de contato, seja ele físico ou digital. Sua importância é vital para quebrar o ciclo de violência e prevenir crimes mais graves.
  • Prisão Preventiva: É uma prisão decretada pelo juiz antes de uma condenação, quando há indícios de que o suspeito, em liberdade, representa um risco à ordem pública, à investigação ou a uma futura aplicação da lei. É um instrumento crucial para garantir a segurança da vítima quando as ameaças são graves e contínuas.

Assista ao vídeo, recomendamos cautela! Clique na imagem e você será encaminhado ao YouTube

 

 

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CUIABÁ

Dra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá

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Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara 
A vereadora Dra. Mara (Podemos) participou, na última sexta-feira (24), de uma reunião técnica na Câmara Municipal de Cuiabá e reforçou a cobrança por transparência e equilíbrio na revisão do contrato de saneamento da capital. 
O encontro contou com a presença da presidente da Casa, a vereadora Paula Calil (PL), além de representantes de órgãos e instituições ligadas ao setor.
Participaram da reunião a concessionária Águas Cuiabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a agência reguladora e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Niesa UFMT.
O foco do encontro foi a revisão ordinária do contrato com a Águas Cuiabá, com ênfase nas tarifas de água e esgoto um tema sensível que, segundo a parlamentar, exige respostas claras e medidas concretas.
Durante a reunião, Dra. Mara questionou critérios de cobrança, custos operacionais e a qualidade dos serviços prestados. Para ela, o debate não pode ficar restrito ao campo técnico e precisa refletir a realidade de quem paga a conta todos os meses.
“Não dá para tratar um serviço essencial com superficialidade. As tarifas pesam no bolso da população e precisam ser justificadas com transparência e responsabilidade. Quem paga a conta merece respeito,” afirmou.
A vereadora reforçou o papel do Legislativo no processo. 
“Fiscalizar não é opção, é obrigação. Nosso dever é acompanhar de perto, cobrar e garantir que o interesse da população esteja acima de qualquer contrato,” disse.
Para Dra. Mara, o momento exige mais do que discussões. 
“Não basta reunião, não basta discurso. A população quer resultado: serviço de qualidade e tarifas justas. Quem está na ponta não pode continuar pagando por falhas do sistema, “pontuou.
A presidente da Câmara, Paula Calil, também destacou a importância do debate institucional.
“A Câmara está cumprindo seu papel ao promover esse diálogo. É fundamental garantir transparência e equilíbrio em um tema que impacta diretamente a vida das pessoas,” afirmou.
Ao final, Dra. Mara reforçou que seguirá acompanhando o tema.
“Vamos continuar cobrando. Saneamento não é favor, é direito  e direito precisa ser respeitado,” concluiu.
As discussões devem subsidiar as próximas etapas da revisão contratual, que segue em análise com acompanhamento do Legislativo.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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