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Crise no lixo

Garis param Várzea Grande e denunciam abandono em meio a troca de empresa de lixo;veja vídeo

Garis de Várzea Grande entram em greve total neste sábado (20) por atraso no 13º salário. A prefeitura acumula dívida de R$ 12,4 milhões com a Locar Saneamento enquanto busca nova empresa paulista.

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coleta de lixo em Várzea Grande
Funcionários da coleta de lixo em Várzea Grande paralisam atividades por falta de pagamento do 13º salário.

Atraso no 13º salário e dívida de R$ 12,4 milhões da prefeitura provocam greve total neste sábado; nova empresa já realiza exames admissionais para assumir o serviço.

O que você precisa saber: A coleta de lixo em Várzea Grande está totalmente paralisada neste sábado (20). Os funcionários da Locar Saneamento cruzaram os braços após o não pagamento do 13º salário. Enquanto a prefeitura acumula cinco meses de dívidas, os trabalhadores denunciam o abandono e a incerteza sobre o futuro profissional.

Assista ao vídeo no final da matéria.

Os caminhões de lixo não saíram das garagens de Várzea Grande neste sábado. Após uma tentativa frustrada de normalização na sexta-feira, os garis decidiram pela greve total em uma assembleia realizada nesta manhã. A cidade enfrenta agora o agravamento de uma crise sanitária que se arrasta desde quinta-feira (18), quando a Locar Saneamento suspendeu as atividades por falta de repasses municipais.

A decisão no pátio da empresa

A insatisfação dos trabalhadores atingiu o limite com a ausência do abono natalino nas contas. Um dos representantes da categoria registrou o momento da paralisação em vídeo. Ele afirmou: “Bom dia. Bom dia. Aqui é o Gari falando aí por vai parar. Tá filmando. Vai”. O líder explicou que a decisão foi coletiva. Segundo ele, “a coleta de Várzea Grande decidiu suspender o serviço até que seja feito o pagamento do 13º de todo funcionário aqui”.

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A empresa justifica que o repasse da prefeitura ocorreu com atraso na tarde de ontem. Por esse motivo, o processamento bancário só deve ser concluído na próxima segunda-feira. Consequentemente, a categoria optou por manter os braços cruzados. De acordo com o representante, “a categoria decidiu a votação a votação paralisar o serviço até que seja feito o pagamento 13º e retornar atividades apenas na segunda-feira”.

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O contraste com a capital e o sentimento de abandono

A disparidade no tratamento entre as unidades da mesma empresa gerou revolta entre os garis várzea-grandenses. Um dos trabalhadores questionou a prioridade dada à capital vizinha durante o protesto. Em tom de desabafo, ele indagou: “Por que que pagaram o décimo de Cuiabá lá e o nosso aqui não? Quer dizer que Cuiabá é melhor que nós? É na mesma empresa, não é lugar”.

Além da questão financeira, os funcionários denunciam a falta de transparência sobre a transição para uma nova prestadora de serviço paulista. “O que tá acontecendo aqui? Tá em outra empresa batendo na porta aí, ó. É, tem batendo na porta aí já pedindo para fazer exame. Isso que aquilo”, revelou outro gari. O clima de incerteza é constante, pois os trabalhadores não sabem se serão reaproveitados pelo novo contrato emergencial.

Insegurança e caos na coleta

O impasse entre a prefeitura e a concessionária criou um cenário de instabilidade psicológica para quem atua na ponta. “Infelizmente, por causa do esse bo tá sendo locar, sair ou ficar esse rompe rompe no contrato, tá tá gerando um carro dentro da coleta, onde os trabalhadores são trabalhando todo dia apreensivo sem saber se fica ou permanece”, explicou a liderança. Esse sentimento de insegurança alimentou o tumulto ocorrido no pátio da empresa hoje.

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Por fim, os garis deixaram claro que a coleta só será normalizada com o dinheiro na conta. A categoria está resoluta em não ceder a promessas. “Só nós só vai sair para trabalhar quando o 10º na segunda-feira. Não importa. Vai cair de tarde, vai cair de manhã. Só vai sair para trabalhar quando o 10o cair na conta”, finalizou um dos grevistas sob gritos de apoio dos colegas.

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Para entender melhor: A crise é alimentada por uma dívida de R$ 12,4 milhões da Prefeitura de Várzea Grande com a Locar, acumulada por cinco meses. Como solução, o município tenta acelerar um contrato emergencial com uma empresa de São Paulo para assumir o serviço.

Assista ao vídeo:

 

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Homem é preso em flagrante após agredir mulher em plantação de milho em MT

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Vítima de 39 anos sofreu socos, chutes e enforcamentos. Suspeito mantinha arma de fogo escondida em caminhonete e alegou à polícia também ter sido agredido.

Policiais militares do 13º Comando Regional prenderam em flagrante, na madrugada desta sexta-feira (24.7), um homem de 41 anos em Canarana, suspeito de violência doméstica e ameaça contra uma mulher. O fato foi gerado a partir de um texto base distribuído institucionalmente.

A ocorrência, que teve início após uma discussão motivada por ciúmes, escalou para violência física e ameaças de morte. A situação resultou na autuação do denunciado também por porte ilegal de arma de fogo.

Dinâmica das agressões e isolamento

Segundo os dados da apuração original, a mulher relatou que mantém um relacionamento com o suspeito desde fevereiro e que ambos residiam juntos há cerca de dois meses. A escalada da violência ocorreu após um desentendimento. O material pontua, ipsis litteris: “Após uma discussão motivada por ciúmes, o homem passou a agredi-la com socos e chutes.”

Para agravar a situação, o suspeito isolou a vítima. O texto da denúncia detalha de forma exata que “a vítima informou ainda que o suspeito a colocou em uma caminhonete e a levou até uma região plantação de milho”, local onde o quadro de agressão se intensificou.

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Nesta zona rural, o homem “continuou com as agressões físicas, enforcamentos e ameaças de morte com uma arma de fogo”, conforme o relato colhido pelas autoridades policiais.

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Localização da arma e versão do suspeito

Além da violência física, o uso do armamento foi um fator central da ocorrência. A vítima indicou o paradeiro do armamento utilizado nas ameaças. O documento oficializa que “a mulher relatou que o suspeito possuía uma arma de fogo escondida na caminhonete, que estava estacionada na oficina onde ele trabalhava.”

Com base nestas informações, os militares do 13º Comando Regional realizaram buscas, identificaram e localizaram o suspeito. No momento da abordagem e confronto dos fatos, o homem apresentou sua versão sobre os ferimentos. O registro aponta que, ipsis litteris: “À PM, ele relatou que também havia sido agredido durante a discussão.”

Durante a vistoria, os policiais de fato encontraram a arma de fogo escondida no veículo do denunciado, confirmando o relato inicial da vítima. Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado à delegacia do município para o registro oficial do boletim de ocorrência e providências legais cabíveis.

Canais de denúncia

A sociedade mato-grossense possui meios oficiais para comunicar crimes deste tipo de forma anônima. A contribuição com as ações da Polícia Militar pode ser feita de qualquer cidade do Estado por meio dos números 190 ou pelo Disque-denúncia no 0800.065.3939.

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Glossário — Entenda os termos

  • Flagrante: Prisão efetuada no exato momento em que o crime está sendo cometido ou logo em seguida, antes que a situação se desfaça.
  • Autuado: Indivíduo contra quem a autoridade policial lavrou o auto de infração ou de prisão devido à comprovação preliminar do crime.
  • Porte ilegal: Transportar ou manter consigo arma de fogo fora de sua residência ou local de trabalho sem a devida autorização (porte) do Estado.
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