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IBP critica controle de margens e alerta para riscos no mercado de combustíveis

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O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) manifestou preocupação com as recentes medidas do governo federal voltadas ao monitoramento das margens de lucro no setor de distribuição de combustíveis. Entre os pontos destacados pela entidade está o Decreto nº 12.930, que regulamenta a subvenção à importação de diesel e GLP.

Segundo o IBP, as ações implementadas no âmbito do chamado “Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis” ampliam a intervenção estatal em um segmento que depende de previsibilidade regulatória, segurança jurídica, neutralidade tributária e equilíbrio concorrencial para manter seu funcionamento.

Volatilidade internacional pressiona preços no setor de energia

A entidade ressalta que as recentes oscilações nos preços do barril de petróleo, além das variações no diesel e na gasolina, são reflexo da instabilidade geopolítica internacional. Para o instituto, esse cenário exige medidas que promovam estabilidade para os agentes econômicos, permitindo a manutenção da capacidade operacional e da competitividade do setor.

Controle de margens pode provocar distorções no mercado

Embora reconheça a importância de políticas que garantam o abastecimento interno, o IBP alerta que iniciativas de monitoramento empresarial e controle de preços podem produzir efeitos negativos sobre a cadeia de combustíveis.

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Na avaliação da entidade, experiências anteriores demonstram que esse tipo de intervenção tende a gerar distorções de mercado, assimetrias competitivas e aumento da incerteza regulatória, fatores que podem desestimular a atuação empresarial e comprometer a oferta de combustíveis no país.

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Formação dos preços envolve diversos componentes

O instituto reforça que o mercado brasileiro de combustíveis opera em ambiente livre e competitivo em todos os seus elos. O valor final ao consumidor, segundo o IBP, é influenciado por uma série de fatores além da cotação internacional dos produtos.

Entre os principais componentes da formação de preços estão:

  • custos logísticos;
  • armazenagem;
  • mistura obrigatória de biocombustíveis;
  • carga tributária;
  • proteção contra variações cambiais;
  • estratégias comerciais de produtores, importadores, distribuidores e revendedores.
Subvenção já prevê fiscalização das operações

O IBP também destaca que a subvenção econômica prevista nas Medidas Provisórias nº 1.340/26 e nº 1.349/26 já estabelece mecanismos de fiscalização das operações.

De acordo com a entidade, a legislação já autoriza o acesso às notas fiscais dos agentes que solicitarem o benefício, com garantia de sigilo das informações, para verificar o cumprimento dos requisitos legais. Para o instituto, isso torna desnecessária a divulgação pública de dados adicionais das empresas.

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Divulgação de dados pode afetar concorrência

Outro ponto levantado pelo IBP é a possibilidade de divulgação individual e semanal das margens brutas dos agentes econômicos do setor.

Na avaliação da entidade, essa medida pode ferir princípios constitucionais como a livre iniciativa e a livre concorrência, além de contrariar normas relacionadas à liberdade econômica e ao mercado de capitais, ao expor informações consideradas estratégicas para as empresas.

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Setor teme impacto sobre investimentos futuros

O instituto alerta que o aumento da percepção de intervenção governamental pode influenciar negativamente decisões de investimento, importação, comercialização e expansão da infraestrutura no setor.

Segundo o IBP, a combinação entre insegurança regulatória e exposição de informações sensíveis pode trazer prejuízos duradouros para o mercado e afetar o abastecimento nacional de combustíveis no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

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Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

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Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial
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Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

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A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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