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Várzea Grande 159 anos

Várzea Grande retoma ExpoVG após 21 anos com foco em logística e agronegócio

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Várzea Grande retoma ExpoVG após 21 anos com foco em logística e agronegócio

Evento celebra os 159 anos do município a partir de 14 de maio no bairro Chapéu do Sol; shows nacionais terão entrada gratuita para a pista.

Várzea Grande celebra seu aniversário de 159 anos com o retorno da ExpoVG, exposição que volta ao calendário oficial após 21 anos. O evento, lançado nesta quinta-feira (9) pela prefeita Flávia Moretti, acontece entre 14 e 17 de maio no bairro Chapéu do Sol. A programação une shows nacionais gratuitos, rodeio e feiras de negócios com o objetivo de consolidar a cidade como polo logístico de Mato Grosso.

A iniciativa busca atrair investimentos industriais e fortalecer a agricultura familiar local. Segundo a gestão municipal, o evento não contará com repasse direto de recursos do tesouro municipal para os shows, que serão custeados por emendas parlamentares. A prefeitura atua como parceira institucional por meio de um termo de cooperação voltado à organização e gestão do trânsito.

“Queremos mostrar que somos um polo logístico e que podemos ser o centro de desenvolvimento de Mato Grosso”, afirmou Flávia Moretti durante o lançamento oficial. Segundo a prefeita, a exposição representa uma “nova fase” para a economia várzea-grandense.

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Fomento à agricultura e economia local

Um dos pilares da ExpoVG 2026 é a Feira da Família, dedicada a pequenos e médios produtores. O setor já possui participação ativa na economia pública: atualmente, 25% dos itens da merenda escolar em Várzea Grande são adquiridos diretamente da agricultura familiar.

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A feira pretende ampliar esse alcance, apresentando maquinários e painéis técnicos que auxiliem os produtores a cumprirem exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), facilitando a abertura de novos mercados consumidores.

Programação artística e infraestrutura

O evento será estruturado sob o modelo de Procedimento de Manifestação de Interesse Social (PMIS). Embora a entrada para o setor de pista seja gratuita todos os dias, haverá comercialização de ingressos para áreas de camarote e arquibancada.

A grade de atrações nacionais inclui nomes como Natanzinho Lima (14 de maio), Lauana Prado (15 de maio, dia do aniversário da cidade) e a dupla Maiara & Maraisa (16 de maio). O encerramento, no dia 17, prioriza o ritmo regional com bandas de lambadão, como Os Federais, e apresentações de música católica.

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Como será o evento

  • Local: Bairro Chapéu do Sol, Várzea Grande.

  • Datas: 14 a 17 de maio de 2026.

  • Atrativos: Rodeio, fóruns de agricultura, gastronomia e exposição de máquinas.

  • Custo: Shows pagos via emendas parlamentares; prefeitura atua na logística e trânsito.

 

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Competição nacional testa complexo aquático de R$ 13 milhões em Cuiabá

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Complexo Aquático Arena Pantanal

Etapa do Meeting em Mato Grosso reúne 154 competidores de natação e atletismo e serve como seletiva para rankings do país

A etapa estadual do Meeting Paralímpico reuniu 154 atletas com deficiência neste fim de semana e serviu como evento teste oficial para as novas instalações do Complexo Aquático Arena Pantanal, em Cuiabá. O evento tem organização do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Secel-MT).

A avaliação da estrutura, recém-inaugurada no bairro Verdão, aponta para uma redução no déficit histórico de espaços físicos adequados para treinamentos de alto rendimento no estado. Os tempos e marcas registrados nas provas compõem os rankings brasileiros da categoria e operam como seletiva direta para o calendário nacional do esporte adaptado.

No terceiro parágrafo, as percepções das lideranças esportivas confirmam o peso da entrega. “O Complexo Aquático Arena Pantanal é uma estrutura nova de extrema excelência para os atletas, uma estrutura adequada com uma equipe qualificada para uma competição de alto nível”, afirma o vice-presidente do CPB, Yohansson Ferreira.

A responsável pela realização do evento na capital mato-grossense, a árbitra paulista Adilma Arruda Rodrigues, defende a replicação do formato. “É esse modelo que a gente gostaria de ver em outros lugares do país. Está perfeito, achei a estrutura maravilhosa”, relata.

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Dimensões e recomposição estrutural

O Complexo Aquático Arena Pantanal recebeu aportes de R$ 13 milhões do Governo de Mato Grosso para sua consolidação estrutural. A obra, entregue em março, abrange uma área total construída de 2.504 metros quadrados.

O projeto arquitetônico executado incorporou vestiários climatizados e uma arquibancada coberta, estruturada com cadeiras que oferecem mais de 800 assentos. A capacidade total de público do complexo atinge 1,2 mil pessoas simultaneamente.

A piscina de competições foi submetida a uma recomposição estrutural completa. O equipamento segue o padrão de 50 metros de comprimento por 25 metros de largura, com profundidade unificada de 2,20 metros. A adequação visa garantir as condições técnicas exigidas para a homologação de resultados em esportes aquáticos oficiais.

Resultados clínicos e impacto na base

As provas de natação contaram com a participação de 22 atletas com deficiência. O evento evidenciou histórias de transição entre o esporte com foco em reabilitação médica e o esporte de alto rendimento.

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Welsley Almeida Nunes da Silva, de 16 anos, natural de Sorriso, conquistou duas medalhas de ouro na competição, vencendo as provas de 100 metros livre e 100 metros costas. O adolescente ingressou na natação após o diagnóstico de uma doença rara progressiva que causa o atrofiamento dos nervos.

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O atleta compete sob a orientação de dois treinadores distintos, que aplicam metodologias e espaçamentos de treino específicos. Um dos técnicos é seu próprio irmão, integrante da equipe Brasil Dourado, do município do norte do estado. Ao analisar o espaço das provas, Welsley validou as intervenções estaduais. “Ficou excelente. Também gostei dos vestiários e da arquibancada coberta com cadeiras”, afirma.

A percepção de melhoria é compartilhada pela rede de apoio dos esportistas. Amiga da família de Welsley, Alana Peixoto aponta o fim de uma lacuna estrutural. “Precisávamos há anos de uma estrutura física adequada para crianças. O lugar está maravilhoso”, avalia.

Na categoria sub-14, o nadador Bryan Assunção, de 12 anos, faturou a medalha de prata na prova dos 50 metros peito. “A sensação de vitória é muito boa. Meu sonho é ser um atleta de primeira, ser muito bom nisso”, diz o competidor.

Bryan é morador de Várzea Grande e desenvolve sua preparação no Centro de Referência Paralímpico do município. O espaço, inaugurado em 2023, resulta de uma parceria entre o CPB, a Secel-MT e a Prefeitura, responsável pela doação do terreno.

A entrada do jovem na modalidade ocorreu por prescrição médica focada na sua deficiência nas pernas. Sua mãe, a fotógrafa e profissional de mídias sociais Crislaine Evelyn de Arruda Marques, relata o processo. “Primeiramente, coloquei para o Bryan na natação por indicação médica para fortalecer o músculo e o organismo porque ele tem deficiência na perna”, pontua.

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A transição para os treinos no Centro de Referência alterou o foco familiar, revelando melhoras físicas, mentais e emocionais. “O esporte desperta uma sensação de confiança, uma busca por ser melhor”, diz Crislaine. Ao avaliar as novas instalações do Verdão, ela elogia o conforto das cadeiras e classifica a estrutura como “coisa de cidade grande”.

Transição de modalidade no atletismo

Enquanto a natação ocorria na Arena Pantanal, o Meeting promoveu simultaneamente provas de atletismo no Centro Olímpico de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Calvin Vinicius, atleta baiano de 20 anos residente em Várzea Grande desde 2015, conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso. O competidor, que integra a classe F36 (paralisados cerebrais), atingiu a marca de 8,43 metros.

A trajetória de Calvin ilustra a retenção de talentos através da migração entre modalidades. Seu início no esporte adaptado ocorreu no badminton, disputando a classe SL4 (comprometimento nos membros inferiores). Em 2023, ele representou Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares, mas encerrou a participação sem alcançar o pódio.

O revés motivou a mudança drástica de equipamento e rotina. “Decidi então ir para o atletismo. Já gostava da modalidade e acredito que tenho mais chances de ir à Seleção Brasileira”, relata Calvin, cuja verdadeira especialidade é o lançamento de dardo — prova que não foi ofertada para sua classe específica nesta etapa do Meeting.

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A readequação biomecânica gerou resultados rápidos. “No início, foi um desafio. Mas agora é uma paixão. Descobri meu verdadeiro potencial e que posso ir mais longe do que eu imaginava”, avalia o arremessador. “Tenho orgulho de representar o esporte paralímpico. Sigo buscando evoluir, quebrar meus próprios limites e conquistar resultados ainda melhores”.

O Meeting Paralímpico opera como principal ferramenta do CPB para a descentralização do esporte adaptado no território nacional. As etapas deste fim de semana ocorreram de forma simultânea em Cuiabá, Manaus e Natal. O circuito percorre todas as Unidades da Federação e tem encerramento programado para o período de 6 a 8 de agosto, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

 

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