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Açúcar reage no mercado internacional, mas pressão persiste no Brasil com queda nas cotações

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Mercado internacional de açúcar volta a subir

O mercado global de açúcar registrou recuperação na última quarta-feira (22), após apresentar comportamento misto no início da semana. As bolsas internacionais voltaram a operar em alta, refletindo ajustes técnicos e movimentações pontuais dos investidores.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia com valorização. O contrato com vencimento em maio/26 subiu 0,14 centavo, fechando a 13,57 cents de dólar por libra-peso. Já o julho/26 avançou 0,09 cent, para 13,81 cents/lbp, enquanto o outubro/26 teve alta de 0,08 cent, encerrando a 14,23 cents/lbp. Os contratos de vencimentos mais longos também registraram ganhos, ainda que de forma mais moderada.

Açúcar branco acompanha alta em Londres

Na bolsa de Londres, o movimento positivo também foi observado no açúcar branco. O contrato agosto/26 subiu US$ 1,70, sendo negociado a US$ 423,70 por tonelada.

O vencimento outubro/26 avançou US$ 2,50, alcançando US$ 422,00 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou alta de US$ 3,10, fechando a US$ 423,60 por tonelada. Os demais contratos também acompanharam a tendência de valorização ao longo do pregão.

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Mercado interno segue pressionado em São Paulo

Apesar da recuperação externa, o mercado brasileiro continua enfrentando pressão. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo Cepea/Esalq, voltou a ser divulgado após o feriado e apresentou queda de 0,35% na quarta-feira (22).

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Com isso, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 99,04. No acumulado de abril, o indicador já registra recuo de 6,09%, evidenciando um cenário de enfraquecimento nas cotações ao longo do mês.

Excedente global e demanda fraca pesam sobre preços

De acordo com análises de mercado, o açúcar segue sob pressão estrutural, mesmo com oscilações pontuais. Nos últimos dias, os contratos apresentaram comportamento divergente entre as bolsas, com Londres já indicando uma tentativa de recuperação.

Ainda assim, o cenário geral permanece negativo. Na semana anterior, os preços em Nova York atingiram o menor nível em aproximadamente cinco anos e meio, influenciados pela expectativa de excedente global e pela demanda internacional mais fraca.

Avanço da safra amplia pressão no mercado físico

No Brasil, o mercado físico também reflete esse ambiente de baixa. A combinação de demanda retraída e expectativa de aumento da oferta, com o avanço da safra 2026/27, mantém as cotações pressionadas.

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Além disso, compradores têm adotado uma postura mais cautelosa, reduzindo o ritmo de negociações e aguardando possíveis novas quedas nos preços.

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Etanol amplia perdas e acumula forte queda em abril

O mercado de etanol também segue em trajetória de baixa em São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.563,00 por metro cúbico na quarta-feira (22), o que representa queda de 1,48% em relação ao dia anterior.

No acumulado de abril, a retração chega a 15,34%, reforçando a continuidade do movimento de desvalorização no setor de biocombustíveis.

Cenário segue desafiador para o setor sucroenergético

Mesmo com a recuperação pontual nas bolsas internacionais, o setor sucroenergético enfrenta um cenário desafiador. A pressão no mercado interno, somada às incertezas globais sobre oferta e demanda, mantém o viés de baixa tanto para o açúcar quanto para o etanol no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de soja do Brasil dispara em abril e line-up aponta mais de 19 milhões de toneladas

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O mercado brasileiro de soja mantém ritmo acelerado nas exportações em 2026, com projeções robustas para os embarques nos principais portos do país. Dados atualizados do line-up indicam avanço significativo frente ao ano anterior, consolidando o Brasil como protagonista global no fornecimento da oleaginosa.

Mercado externo: demanda global sustenta embarques elevados

A demanda internacional por soja segue firme, impulsionando o ritmo de exportações brasileiras. O Brasil continua sendo o principal fornecedor global, especialmente para mercados asiáticos, em um cenário de competitividade elevada e boa oferta interna.

Esse ambiente externo favorável tem sustentado volumes expressivos de embarques, com expectativa de continuidade ao longo do segundo trimestre.

Mercado interno: logística portuária acompanha ritmo forte

No mercado interno, a programação de embarques — conhecida como line-up — aponta para intensa movimentação nos portos brasileiros. A logística segue como fator-chave para garantir o escoamento da safra recorde, com operações concentradas principalmente nos corredores de exportação.

O bom desempenho operacional tem permitido avanço consistente nos volumes programados, mesmo diante de desafios pontuais.

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Preços e volumes: abril registra forte crescimento nas exportações

Segundo levantamento da Safras & Mercado, o line-up prevê a exportação de 19,082 milhões de toneladas de soja em grão em abril de 2026.

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O volume representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas 13,476 milhões de toneladas.

Para maio de 2026, a programação indica embarques de 5,785 milhões de toneladas, após março ter registrado 15,860 milhões de toneladas.

Indicadores: acumulado do ano mantém ritmo superior

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o line-up projeta embarques de 52,046 milhões de toneladas de soja.

O volume supera levemente o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando, de acordo com dados da Secex, foram exportadas 51,526 milhões de toneladas.

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O indicador reforça a consistência do fluxo de صادرات brasileiras ao longo do ano.

Análise: Brasil reforça liderança global nas exportações de soja

O avanço dos embarques em abril evidencia a força da soja brasileira no mercado internacional, sustentada por oferta elevada, demanda aquecida e competitividade logística.

Apesar de uma programação mais moderada para maio, o acumulado do ano segue robusto e aponta para mais um ciclo positivo nas exportações.

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A tendência é de manutenção do ritmo elevado no curto prazo, com o desempenho dos portos e a demanda externa sendo determinantes para a continuidade desse cenário.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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