AGRONEGÓCIO
STF trava compra de terras por estrangeiros e frustra entrada de capital externo
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou uma discussão que se arrastava desde 2021, ao decidir, nesta quinta-feira (24.04) manter as restrições à aquisição de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. A Corte validou a interpretação da Lei nº 5.079/1971 e consolidou o entendimento de que essas empresas devem seguir as mesmas regras aplicadas a companhias estrangeiras.
Na prática, a decisão preserva limites para a compra de terras por capital externo em um momento de maior demanda por financiamento no campo, sobretudo diante do encarecimento do crédito rural. Entidades do setor defendiam a flexibilização das regras como forma de ampliar o fluxo de investimentos e destravar projetos, especialmente em regiões de expansão agrícola.
O julgamento foi concluído após o voto do ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou o relator e afirmou que a legislação não impede o ingresso de capital estrangeiro, mas estabelece uma regulação necessária para resguardar a soberania nacional. O entendimento foi seguido por ministros como Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.
A análise envolveu duas ações. Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 342, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) questionava as restrições, alegando impacto negativo sobre o financiamento do agronegócio. Já na Ação Cível Originária (ACO) 2463, a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) buscavam reverter decisão que dispensava cartórios de aplicar as regras.
Ao longo do julgamento, ministros defenderam que a norma segue padrões adotados por outros países na proteção de ativos estratégicos. Também foi ressaltado que o capital estrangeiro continua presente no agronegócio brasileiro por meio de crédito, insumos, logística e comercialização, mesmo com limitações na aquisição direta de terras.
Com a decisão, o STF encerra uma discussão que se arrastava desde 2021 e mantém o atual marco regulatório para compra de imóveis rurais, preservando o controle nacional sobre a terra e impondo limites à sua concentração por investidores estrangeiros.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (24.04) manter as restrições à aquisição de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro, encerrando uma disputa aberta desde 2021 e preservando um dos principais limites à entrada direta de recursos externos no mercado fundiário brasileiro.
Na prática, a decisão mantém fechada uma via considerada estratégica por parte do setor agropecuário para ampliar o acesso a capital de longo prazo. Entidades defendiam a flexibilização das regras como forma de atrair fundos internacionais interessados na compra de terras agrícolas — modelo comum em países como Estados Unidos e Austrália — especialmente em regiões de expansão como Matopiba e Centro-Oeste, onde a valorização fundiária e a abertura de novas áreas produtivas demandam investimentos elevados.
A manutenção das restrições ocorre em um momento de maior pressão sobre o financiamento no campo. Com juros mais altos e redução da atratividade do crédito rural subsidiado, produtores e empresas têm buscado alternativas de funding, incluindo investidores estrangeiros com perfil de longo prazo. A impossibilidade de aquisição direta de terras, no entanto, limita esse fluxo e mantém o capital externo concentrado em operações indiretas, como crédito, insumos, logística e comercialização.
O STF validou a interpretação da Lei nº 5.079/1971 ao equiparar empresas brasileiras controladas por estrangeiros às companhias estrangeiras, submetendo ambas às mesmas regras para aquisição de imóveis rurais. O entendimento foi consolidado após o voto do ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou o relator ao afirmar que a legislação não impede investimentos externos, mas estabelece uma regulação necessária para resguardar a soberania nacional. O posicionamento foi seguido por ministros como Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.
A Corte analisou duas ações. Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 342, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) questionava as restrições, alegando impacto negativo sobre o financiamento do agronegócio e potencial desestímulo a novos investimentos. Já na Ação Cível Originária (ACO) 2463, a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pediam a anulação de decisão que dispensava cartórios de aplicar essas regras.
Durante o julgamento, ministros defenderam que a legislação brasileira segue práticas internacionais de proteção a ativos estratégicos e não representa vedação ao capital estrangeiro, mas sim uma diferenciação regulatória. Também destacaram que investidores internacionais continuam atuando no agronegócio brasileiro em diferentes elos da cadeia produtiva.
Com a decisão, o STF mantém o atual marco regulatório e reforça o controle nacional sobre a propriedade da terra. Ao mesmo tempo, limita a entrada direta de capital estrangeiro via aquisição de ativos fundiários, frustrando a expectativa de parte do setor de ampliar o fluxo de investimentos externos em um momento de maior necessidade de financiamento no campo.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Açúcar sobe no mercado internacional, mas preços caem no Brasil com pressão da safra e recuo do etanol
Mercado internacional do açúcar mantém viés de alta
O mercado do açúcar encerrou a quinta-feira (23) com novos ganhos nas bolsas internacionais, dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões.
Em Nova York, os contratos de açúcar bruto negociados na ICE Futures registraram valorização moderada em diferentes vencimentos:
- Maio/26: +0,03 cent, fechando a 13,60 cents/lbp
- Julho/26: +0,08 cent, a 13,89 cents/lbp
- Outubro/26: +0,08 cent, a 14,31 cents/lbp
Os demais contratos também encerraram o dia em alta, reforçando o movimento de recuperação das cotações no curto prazo.
Açúcar branco também avança em Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco manteve o viés positivo ao longo da sessão.
Os principais vencimentos registraram ganhos:
- Agosto/26: alta de US$ 3,80, para US$ 427,50/t
- Outubro/26: avanço de US$ 3,00, para US$ 425,00/t
- Dezembro/26: valorização de US$ 2,00, a US$ 425,60/t
Os demais contratos também acompanharam o movimento de alta, refletindo sustentação no mercado externo.
Mercado interno do açúcar recua com força no Brasil
No mercado doméstico, o cenário foi de pressão sobre os preços. O indicador do açúcar cristal branco Cepea/Esalq, em São Paulo, registrou queda de 3,01% nesta quinta-feira (23).
A saca de 50 kg foi negociada a R$ 96,06, ampliando o movimento negativo observado ao longo do mês.
Com isso, o indicador acumula retração de 8,91% em abril, refletindo maior pressão de oferta no mercado físico com o avanço da safra 2026/27.
Safra e demanda pressionam preços no mercado brasileiro
Segundo análise de mercado, o cenário interno segue influenciado por dois fatores principais: expectativa de maior oferta com o avanço da colheita e demanda mais cautelosa por parte dos compradores.
A postura retraída de usinas e compradores indica que o mercado aguarda novas oportunidades de compra diante da perspectiva de maior disponibilidade de produto no curto prazo.
Petróleo dá suporte ao açúcar no mercado global
No cenário internacional, a recente alta do petróleo tem contribuído para sustentar os preços do açúcar.
O movimento favorece a competitividade do etanol, o que pode reduzir a destinação de cana para a produção de açúcar e, consequentemente, diminuir a oferta global do produto.
Esse fator tem ajudado a manter o viés positivo nas bolsas internacionais, apesar da volatilidade do mercado.
Etanol segue em forte queda em abril
No mercado de biocombustíveis, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.523,50/m³ nesta quinta-feira (23), com queda de 1,54% no comparativo diário.
No acumulado de abril, o indicador já registra retração de 16,65%, reforçando o cenário de pressão contínua sobre os preços do etanol no mercado paulista.
Enquanto o mercado internacional do açúcar mantém tendência de recuperação sustentada por fatores energéticos e cambiais, o cenário doméstico brasileiro segue pressionado pela oferta da nova safra e pela demanda mais fraca, com impactos diretos também sobre o mercado de etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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