AGRONEGÓCIO
Milho no Brasil: preços oscilam com baixa liquidez, pressão da safra e incertezas em Chicago
O mercado de milho no Brasil continua operando com liquidez limitada e oscilações pontuais nos preços, refletindo o equilíbrio entre oferta elevada no curto prazo e uma demanda ainda cautelosa. Levantamentos do Cepea e análises da TF Agroeconômica indicam que o setor atravessa um momento de indefinição, com influência direta do avanço da colheita, estoques elevados e sinais mistos no mercado internacional.
Liquidez reduzida e negociações pontuais
Nas principais praças produtoras, os negócios seguem em ritmo lento. Compradores priorizam o consumo de estoques previamente adquiridos, enquanto vendedores restringem a oferta, atentos às incertezas climáticas e ao comportamento dos preços.
Esse cenário resultou em leves ajustes nas cotações:
- São Paulo: pequenas altas sustentadas pela retração de vendedores
- Sul e Centro-Oeste: predominância de quedas, pressionadas pela maior oferta
A colheita da safra de verão, especialmente no Sul, e o volume expressivo de soja colhida no Centro-Oeste aumentam a necessidade de comercialização por parte dos produtores, mesmo diante de preços relativamente estáveis.
Sul do Brasil: mercado travado e colheita avançando
No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média de R$ 58,19. A leve alta semanal reflete fatores como menor disponibilidade em algumas regiões, recomposição de estoques e disputa por fretes. Ainda assim, a demanda segue pouco ativa.
A colheita no estado atingiu 92% da área, com avanço lento devido às chuvas e à priorização de outras culturas. Já o milho para silagem chega a 89% da área colhida.
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado. As pedidas giram em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores ofertam cerca de R$ 65,00, mantendo o impasse nas negociações.
No Paraná, a pressão baixista continua. Os preços orbitam R$ 65,00, com demanda próxima de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está praticamente concluída (98%), enquanto a segunda safra ainda enfrenta impactos do déficit hídrico, apesar de alguma recuperação recente.
Centro-Oeste: pressão com oferta elevada
Em Mato Grosso do Sul, o aumento da oferta e a postura cautelosa dos compradores resultaram em recuo nos preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca.
A indústria de bioenergia segue como importante canal de escoamento, mas ainda insuficiente para equilibrar o mercado no curto prazo.
Chicago e cenário global: mercado lateralizado
No ambiente internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresenta comportamento lateralizado, com leve viés de alta. O contrato julho/2026 oscila entre 460 e 480 cents por bushel, sem definição clara de tendência.
Entre os fatores de sustentação estão:
- Possíveis atrasos no plantio nos Estados Unidos devido às chuvas
- Atuação de fundos no mercado futuro
- Riscos climáticos na safrinha brasileira
- Queda nos estoques de etanol nos EUA, indicando demanda resiliente
Por outro lado, alguns elementos limitam avanços mais consistentes:
- Maior agressividade da Argentina nas exportações
- Oferta elevada na América do Sul
- Estoques elevados no Brasil
- Produção de etanol norte-americana levemente menor
Tendência indefinida e estratégia para o produtor
Diante desse cenário, o mercado segue sem direção clara no curto prazo. A combinação de oferta robusta, especialmente com a entrada da safrinha, e demanda moderada mantém pressão sobre os preços internos.
A recomendação de analistas é que produtores aproveitem momentos de recuperação nas cotações — especialmente em caso de rompimento de resistências em Chicago — para realizar vendas e fixar margens.
Para compradores e indústrias, o ambiente ainda oferece oportunidades pontuais de aquisição, mas exige cautela, principalmente em momentos de alta no mercado internacional.
Perspectiva
Com a evolução da segunda safra e o comportamento do clima nas próximas semanas, o mercado de milho deve continuar sensível a fatores internos e externos. Até lá, a tendência é de manutenção da volatilidade e de negócios pontuais, sem força suficiente para uma mudança consistente de direção nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Goiaba irrigada: Embrapa lança guia técnico para aumentar produtividade no Nordeste
A Embrapa Meio-Norte disponibilizou uma nova cartilha técnica com orientações completas para elevar a produtividade da goiaba irrigada no Nordeste brasileiro. O material foi desenvolvido com foco em produtores rurais e reúne recomendações atualizadas sobre manejo, escolha de cultivares e práticas eficientes de cultivo.
A publicação tem como objetivo apoiar a tomada de decisão no campo, contribuindo para maior rendimento, qualidade dos frutos e sustentabilidade da produção. O acesso ao conteúdo é gratuito e pode ser realizado por meio do site da instituição.
Produção nacional e importância da cultura
A goiabeira se destaca pela alta adaptabilidade a diferentes condições climáticas e de solo, o que permite seu cultivo em diversas regiões do Brasil, tanto em pequenas quanto em grandes propriedades.
De acordo com dados mais recentes, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de goiaba, com cerca de 582,8 mil toneladas colhidas em uma área de 22,4 mil hectares (safra 2023). Os estados de São Paulo e Pernambuco lideram a produção nacional.
A fruta possui amplo mercado, sendo destinada tanto ao consumo in natura quanto à agroindústria, na produção de derivados como goiabada, geleias, polpas, sucos e sorvetes.
Conteúdo técnico e recomendações
A cartilha da Embrapa aborda, de forma didática e prática, os principais fatores que impactam o desempenho da cultura. Entre os temas tratados, destacam-se:
- Condições ideais de clima e solo
- Seleção de cultivares, como Paluma, Rica, Século XXI, Pedro Sato e Cortibel
- Uso de porta-enxertos resistentes a nematoides, principal praga da cultura
- Produção de mudas de qualidade
- Implantação e preparo do pomar
- Definição de espaçamento adequado
- Manejo do plantio e condução das plantas
O material também detalha técnicas essenciais para o aumento da produtividade e qualidade dos frutos, incluindo:
- Raleio e ensacamento
- Manejo da cobertura do solo
- Estratégias de irrigação e fertirrigação
- Controle de pragas e doenças
- Tecnologia aplicada ao campo
Com linguagem acessível e foco na aplicação prática, a publicação busca facilitar a adoção de tecnologias pelos produtores, promovendo maior eficiência no uso de recursos e redução de perdas no campo.
A iniciativa reforça o papel da pesquisa agropecuária no desenvolvimento da fruticultura irrigada, especialmente em regiões com desafios climáticos, como o Nordeste.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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