SAÚDE
Ministério da Saúde abre inscrições para gestores qualificarem seus profissionais para a transição da insulina
Seguem até 15 de maio as inscrições para gestores municipais e do Distrito Federal aderirem à nova etapa da Qualificação Nacional da Assistência Farmacêutica na Atenção Primária à Saúde (APS). A ação tem como foco a preparação das equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de transição das insulinas humanas (NHP) para insulinas análogas de ação prolongada (glargina). Os profissionais atuarão como multiplicadores do conhecimento nas redes locais de saúde.
A estratégia é resultado da parceria entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Para participar da qualificação, o gestor deve formalizar a adesão por meio do sistema e-Gestor APS. Somente após essa etapa será possível indicar os profissionais que participarão das oficinas presenciais.
Cada município poderá indicar dois representantes, sendo obrigatoriamente um farmacêutico e um médico ou enfermeiro vinculados à Atenção Primária. Esses profissionais atuarão como multiplicadores do conhecimento nas redes locais de saúde.
Estão previstas cerca de 120 oficinas presenciais nas macrorregiões de saúde do país. Ao aderir, o gestor se compromete a garantir condições para a participação dos profissionais, incluindo liberação de carga horária, infraestrutura adequada para acesso ao curso e apoio logístico para as atividades presenciais.
A qualificação também será ofertada em formato híbrido, com a disponibilização de um curso autoinstrucional de 80 horas, sem limite de vagas.
A proposta é promover não apenas a atualização técnica para prescrição, dispensação e cuidado, mas também fortalecer a assistência farmacêutica como eixo estruturante do cuidado contínuo, especialmente no acompanhamento de pacientes em insulinoterapia.
Nesse contexto, a insulina glargina será disponibilizada de forma gradual, em substituição à insulina NPH. A adesão dos gestores é fundamental para viabilizar a capacitação das equipes de saúde e garantir a continuidade do tratamento aos pacientes.
Mais informações estão disponíveis pelo endereço eletrônico e na nota técnica que orienta o processo de adesão.
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas
O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027.
Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito.
Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição.
Fatores de risco
Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais.
Políticas públicas
Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira.
Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão.
Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele.
Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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