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AGRONEGÓCIO

Delegações africanas conhecem soluções brasileiras em genética bovina e pecuária tropical

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A presença de mais de 80 representantes de países africanos – entre ministros e autoridades – em Uberaba (MG), na última semana, evidenciou o interesse internacional pela genética bovina brasileira e pelas tecnologias voltadas à pecuária tropical. A programação ocorreu durante a 91ª ExpoZebu, com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e da rede de adidos agrícolas brasileiros no exterior.

O interesse dos países africanos está associado à similaridade das condições climáticas com o Brasil e à busca por soluções que contribuam para o aumento da produtividade dos rebanhos. Nesse contexto, a experiência brasileira com gado zebuíno, inseminação artificial, transferência de embriões, melhoramento genético e manejo em ambiente tropical tem se consolidado como referência para iniciativas de cooperação técnica e oportunidades de negócios.

A agenda ocorre em um cenário de expansão do acesso a mercados para a genética animal brasileira. Nos últimos três anos e meio, o Brasil abriu 40 novos mercados para material genético bovino e bubalino, ampliando as possibilidades de exportação de sêmen, embriões e outros insumos voltados ao melhoramento animal, além de favorecer a atuação de empresas brasileiras nas áreas de tecnologia, reprodução e assistência técnica.

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A abertura de mercados nesse segmento envolve negociações sanitárias, construção de confiança institucional e conhecimento das demandas locais. Nesse processo, os adidos agrícolas desempenham papel estratégico ao acompanhar as tratativas bilaterais, identificar oportunidades e aproximar empresas brasileiras de governos e compradores internacionais.

A programação contou com a participação da diretora do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Ângela Peres, além dos adidos agrícolas Fabiana Villa Alves (Etiópia), Frederique Abreu (Nigéria) e Silvio Testaseca (Bangladesh). Também participaram, por videoconferência, as adidas agrícolas Priscila Rech Moser (Costa Rica), Luna Lisboa (México) e Luciana Pich (Argélia).

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Durante os encontros, foram discutidos desafios e oportunidades em diferentes mercados, como barreiras sanitárias e tarifárias, aspectos culturais e institucionais, além do potencial de cooperação em áreas como tecnologia, genética, serviços e soluções sustentáveis.

A aproximação com países africanos vem sendo fortalecida em diferentes iniciativas. Em 2025, ministros e autoridades do continente participaram do II Diálogo Brasil-África, voltado à cooperação agropecuária, segurança alimentar, intercâmbio de experiências e transferência de tecnologias.

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O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou a África como parceira estratégica do Brasil no comércio e na cooperação agropecuária. Segundo ele, a inovação, a pesquisa e a adoção de práticas eficientes são fundamentais para o aumento da produtividade e para o fortalecimento da segurança alimentar.

A relevância da relação também se reflete no comércio. Desde 2023, países africanos importaram mais de US$ 37,6 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para carnes, cereais e açúcar.

Ainda durante a programação em Uberaba, a atuação dos adidos agrícolas foi tema de uma rodada de diálogo com lideranças femininas do agronegócio brasileiro e internacional, com a participação da ministra da Agricultura da Guatemala, María Fernanda Rivera. O encontro abordou o papel das mulheres na inserção internacional do setor e a contribuição das adidâncias agrícolas para a ampliação do acesso a mercados.

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Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

PIB do agronegócio cresce 12,2% em 2025 e atinge R$ 3,2 trilhões, com forte avanço da pecuária

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo de 12,20% em 2025, alcançando R$ 3,20 trilhões e ampliando sua participação para 25,13% da economia nacional. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo avanço da pecuária, que liderou a expansão ao longo do ano.

Os dados são do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.

Quarto trimestre sinaliza desaceleração

Apesar do resultado robusto no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou retração de 1,11% em relação ao trimestre anterior, refletindo a perda de fôlego dos preços no setor.

A queda foi generalizada entre os segmentos do agronegócio:

  • Insumos: -2,32%
  • Segmento primário: -0,92%
  • Agroindústrias: -1,48%
  • Agrosserviços: -0,86%

Segundo o Cepea, esse movimento já era esperado, considerando que o forte crescimento observado anteriormente foi impulsionado pela valorização dos preços iniciada no segundo semestre de 2024, que perdeu intensidade ao longo de 2025.

Pecuária lidera crescimento do agro

O grande destaque do ano foi o ramo pecuário, que registrou expansão de 32,55%, enquanto o ramo agrícola avançou 3,40%.

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No quarto trimestre, a diferença de desempenho entre os ramos ficou evidente:

  • Agricultura: retração de 2,43%
  • Pecuária: crescimento de 1,81%
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A pecuária foi sustentada principalmente pelo aumento dos preços e pelo maior volume de produção, além do desempenho positivo das exportações.

Produção e preços cresceram juntos — cenário incomum

Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a combinação de alta nos preços com crescimento da produção, o que não é comum no setor.

O chamado PIB-volume, que mede o avanço da produção, cresceu 6,76% no período, indicando expansão consistente da atividade. Historicamente, anos de forte produção costumam ser acompanhados por queda nos preços — o que não ocorreu desta vez.

Esse cenário contribuiu para que 2025 registrasse o segundo maior crescimento da série histórica do PIB do agronegócio.

Desempenho por segmentos

Insumos

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O segmento cresceu 5,37% no ano, puxado pelos insumos agrícolas (+12,51%), com destaque para fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos pecuários recuaram 11,67%, impactados pela queda nos preços das rações.

Segmento primário

Apresentou forte expansão de 17,06%, com altas tanto na agricultura (+13,09%) quanto na pecuária (+24,16%). O resultado reflete o aumento da produção e, no caso da pecuária, preços mais elevados.

Agroindústria

Cresceu 5,60%, mas com forte contraste interno:

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    • Base agrícola: -3,33%
    • Base pecuária: +36,54%
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A indústria pecuária foi impulsionada por preços elevados e exportações aquecidas.

Agrosserviços

Registraram alta de 13,76%, com avanço modesto na base agrícola (+1,13%) e crescimento expressivo na base pecuária (+41,59%), refletindo o dinamismo da cadeia produtiva.

Participação do agro na economia aumenta

Com o resultado de 2025, o agronegócio ampliou sua relevância na economia brasileira, passando de 22,9% do PIB em 2024 para 25,13% em 2025.

Do total gerado:

  • R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola
  • R$ 1,14 trilhão foram gerados pela pecuária
Perspectiva: preços ainda são fator-chave

Apesar do crescimento expressivo, o desempenho do agronegócio segue altamente dependente do comportamento dos preços. A desaceleração observada no fim de 2025 indica que o setor pode enfrentar um ritmo mais moderado à frente, especialmente se houver pressão sobre as cotações.

Ainda assim, a combinação entre produção elevada, demanda consistente e protagonismo da pecuária mantém o agro como um dos principais motores da economia brasileira.

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PIB do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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