AGRONEGÓCIO
Bayer investe 10% do faturamento global em pesquisa e inovação para impulsionar produtividade no agronegócio
A Bayer afirmou que direciona cerca de 10% de seu faturamento global para pesquisa, desenvolvimento e inovação no agronegócio, com investimentos anuais próximos de R$ 12 bilhões. O dado foi apresentado durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), reforçando a estratégia da empresa em ampliar o uso de tecnologia no campo.
Agricultura digital já eleva produtividade no Brasil
De acordo com a companhia, o avanço das soluções digitais tem contribuído diretamente para ganhos de produtividade nas lavouras brasileiras. Entre os destaques está a plataforma Field View, utilizada para gestão e análise de dados agrícolas.
Segundo a Bayer, produtores que utilizam a ferramenta há pelo menos cinco anos registram aumento médio de 20% na produtividade da soja e 30% no milho, quando comparados às médias regionais.
O líder de Soluções Agrícolas Digitais para a América Latina, Abdalah Novaes, destaca que o uso de dados tem transformado o processo decisório no campo.
“Através de uma assistência inteligente, o produtor tem informação e, com a informação, ele toma a melhor decisão”, afirmou.
Decisão baseada em dados reduz riscos no campo
A empresa ressalta que os ganhos não estão restritos ao uso isolado de plataformas, mas à adoção de um modelo de gestão baseado em dados. Esse sistema permite maior estabilidade produtiva diante de variações climáticas e outros desafios do ambiente agrícola.
Outro destaque é o programa ProCarbono, desenvolvido em parceria com a Embrapa. A iniciativa já abrange cerca de 3 milhões de hectares e tem como foco a agricultura regenerativa e a sustentabilidade produtiva.
Segundo a Bayer, propriedades participantes registram produtividade 11% maior e estabilidade 10% superior em relação às médias regionais.
Monitoramento de carbono e agricultura regenerativa
O ProCarbono foi criado em 2021 no Brasil e na Argentina e evoluiu para uma plataforma de serviços ambientais voltada ao monitoramento de carbono no solo. O sistema permite calcular a pegada de carbono e projetar a evolução do estoque de carbono ao longo do tempo.
“Hoje a gente tem um modelo que consegue predizer o estoque de carbono de solo no futuro”, explicou o gerente de Operações Comerciais de Carbon, Carmino Bertolino.
Novas ferramentas ampliam eficiência no manejo
Na área de recomendação agronômica, a Bayer destaca o sistema Advisor, que segundo a empresa aumenta em 70% a probabilidade de melhor retorno sobre investimento em comparação com métodos tradicionais de escolha de variedades.
Já a ferramenta Valora, voltada à prescrição agronômica, deve ser utilizada em cerca de 700 mil hectares de milho safrinha nesta temporada. A tecnologia permite ganho médio de até cinco sacas por hectare, mantendo o mesmo híbrido, com ajustes de manejo baseados em dados digitais.
Integração com máquinas agrícolas e expansão digital
A companhia também anunciou a integração entre a plataforma Field View e máquinas da John Deere. A funcionalidade, já apresentada nos Estados Unidos e prevista para chegar ao Brasil ainda neste ano, permitirá o envio automático de prescrições agronômicas diretamente para equipamentos no campo.
“Ele pode criar suas prescrições fora da cabine na plataforma Field View e essa prescrição vai de forma automática para uma máquina da John Deere”, explicou Novaes.
Segundo a Bayer, mais de 50% da área de soja e milho no Brasil já utiliza a plataforma Field View. O custo anual do software gira em torno de R$ 1 mil, mas grande parte dos produtores tem acesso por meio de programas vinculados à compra de sementes e insumos da empresa.
Tecnologia e inovação como eixo do agronegócio
Os dados apresentados reforçam a tendência de intensificação do uso de tecnologia, inteligência de dados e soluções sustentáveis na agricultura brasileira, com foco em produtividade, eficiência e redução de riscos climáticos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Industrialização ganha espaço no agro e biodiesel reforça mudança de perfil do Estado
Durante décadas, o crescimento do agronegócio brasileiro esteve associado principalmente ao aumento da produção dentro da porteira. Agora, uma nova etapa começa a ganhar força no setor: a industrialização das cadeias agropecuárias como forma de ampliar valor agregado, reduzir dependência da exportação de matéria-prima e fortalecer a economia regional.
Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.
As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.
Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.
Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.
Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.
O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.
Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.
No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.
Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.
Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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