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Açúcar recua nas bolsas internacionais com avanço da safra brasileira e pressão global; mercado interno tem leve sustentação

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O mercado internacional do açúcar encerrou esta quarta-feira (6) em forte baixa nas bolsas de Nova York e Londres, interrompendo a sequência recente de valorização. A pressão vem principalmente das expectativas de maior oferta global, com destaque para o avanço da safra brasileira e mudanças na estratégia de produção das usinas.

No mercado interno, o cenário foi levemente distinto, com o indicador paulista registrando pequena recuperação no açúcar cristal, ainda que o ambiente siga cauteloso diante do início da safra 2026.

Nova York tem forte queda no açúcar bruto com correção técnica

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), os contratos de açúcar bruto recuaram de forma expressiva após recentes ganhos, em um movimento de correção técnica.

Os principais vencimentos encerraram o pregão em queda:

  • Julho/2026: 14,81 cents/lbp (-0,56 cent ou -3,64%)
  • Outubro/2026: 15,30 cents/lbp (-3,34%)
  • Março/2027: 16,15 cents/lbp (-0,48 cent)

Segundo análises de mercado, o movimento também acompanhou a queda do petróleo, que influencia diretamente a competitividade entre açúcar e etanol.

Londres acompanha movimento e açúcar branco também recua

Na ICE Europe, o açúcar branco também registrou perdas relevantes, reforçando o movimento negativo no mercado global.

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Os contratos encerraram o dia em queda:

  • Agosto/2026: US$ 437,20/t (-US$ 15,00)
  • Outubro/2026: US$ 437,10/t (-US$ 15,40)
  • Dezembro/2026: US$ 441,30/t (-US$ 14,70)
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O comportamento reforça o cenário de ajuste após recentes altas motivadas por preocupações com oferta global.

Safra brasileira pressiona cotações com aumento da oferta

De acordo com análises de mercado, a principal pressão sobre os preços vem do avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, que favorece maior moagem e eleva a disponibilidade de açúcar no mercado internacional.

O clima mais seco tem contribuído para acelerar a colheita, ampliando o volume de produção.

Além disso, a menor competitividade do etanol nas últimas semanas tem levado usinas a redirecionar parte da cana para a produção de açúcar, aumentando ainda mais a oferta global.

Mercado interno tem leve alta no açúcar cristal em São Paulo

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ registrou leve alta de 0,30% nesta quarta-feira (6), com a saca de 50 kg negociada a R$ 97,72.

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Apesar da recuperação pontual, o indicador ainda acumula queda de 0,19% em maio, refletindo um mercado físico mais cauteloso no início da safra.

Etanol segue pressionado e influencia decisão das usinas

O mercado de biocombustíveis também segue sob pressão. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.388,00/m³, com queda de 0,50% no dia.

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No acumulado de maio, o combustível já registra recuo de 0,75%, reduzindo sua atratividade frente ao açúcar e impactando a estratégia industrial das usinas.

Cenário global segue influenciado por projeções de superávit e déficit revisado

Relatórios de consultorias internacionais apontam volatilidade nas projeções globais. A Green Pool Commodity Specialists elevou sua estimativa de déficit mundial de açúcar para 2026/27 de 1,66 milhão para 4,30 milhões de toneladas, citando mudanças na produção global e maior direcionamento para etanol.

Apesar disso, o curto prazo segue dominado pelo aumento da oferta brasileira, que pressiona as cotações internacionais.

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Perspectiva do mercado

O cenário atual combina fatores opostos: enquanto o mercado internacional reage à expectativa de maior produção e ajustes técnicos, o mercado interno brasileiro tenta se sustentar com oferta ainda irregular de produto de melhor qualidade no início da safra.

A tendência, segundo analistas, é de volatilidade elevada nas próximas semanas, com o ritmo da moagem no Brasil sendo determinante para a direção dos preços globais do açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dia das Mães impulsiona mercado de suínos e eleva demanda por cortes nobres, aponta Cepea

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O mercado de suínos no Brasil registrou maior movimentação na última semana com a aproximação do Dia das Mães, período tradicionalmente associado ao aumento do consumo de proteínas animais. A demanda mais aquecida por cortes como lombo e costela contribuiu para a elevação das cotações no atacado, segundo dados acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Consumo sazonal e início de mês reforçam demanda no mercado

De acordo com agentes do mercado consultados pelo Cepea, dois fatores principais explicam o avanço recente na procura pela carne suína: a proximidade do Dia das Mães e o início de mês, período em que tradicionalmente há maior capacidade de compra por parte do varejo e das famílias.

Esse cenário resultou em aumento das vendas de cortes mais nobres, com destaque para lombo e costela, que costumam ter maior giro em datas comemorativas.

Preço do animal vivo segue estável após sequência de quedas

Apesar do aquecimento no mercado de carne suína, os preços do animal vivo permaneceram estáveis nos últimos dias. O movimento interrompeu uma sequência de quedas observada ao longo do mês anterior.

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Pesquisadores do Cepea destacam que, embora tenha havido aumento na demanda por carregamentos adicionais, essa melhora não foi suficiente para provocar reação imediata nas cotações do suíno vivo.

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Perspectiva para as próximas semanas é de estabilidade ou leve alta

Para o curto prazo, o cenário pode ser de manutenção ou até recuperação dos preços do animal vivo. Segundo o Cepea, o recente fortalecimento da demanda por cortes suínos pode sustentar o mercado nas próximas semanas, especialmente caso o consumo interno se mantenha firme após o período do Dia das Mães.

A tendência, no entanto, dependerá do ritmo de reposição dos frigoríficos e da continuidade do fluxo de vendas no atacado e varejo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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