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Produção de farinha integral nos EUA despenca e atinge menor nível da história no 1º trimestre de 2026

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A produção de farinha de trigo integral nos Estados Unidos registrou forte retração no primeiro trimestre de 2026, atingindo o menor nível desde o início da série histórica. Os dados são do USDA, por meio do seu serviço estatístico.

Entre janeiro e março, o volume produzido somou 3,911 milhões de quintais — a primeira vez, em 12 anos de acompanhamento, que a produção trimestral ficou abaixo da marca de 4 milhões de quintais.

Queda expressiva na comparação anual

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 4,488 milhões de quintais, a retração foi de 577 mil quintais, equivalente a uma queda de 13%.

O recuo representa o maior já observado para um primeiro trimestre, desconsiderando os períodos atípicos entre 2020 e 2021, impactados diretamente pela pandemia de Covid-19.

Frente ao quarto trimestre de 2025, a produção também caiu, com retração de 9% em relação aos 4,296 milhões de quintais — número revisado pelo USDA.

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Participação da farinha integral atinge novo piso

Além da queda no volume, a participação da farinha de trigo integral na produção total também recuou, atingindo o menor patamar da série histórica.

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No primeiro trimestre de 2026, o produto representou apenas 3,8% do total de farinha produzida nos Estados Unidos. O índice é inferior aos 4,3% registrados no mesmo período do ano anterior e aos 4,2% do último trimestre de 2025.

Historicamente, entre 2014 e o segundo trimestre de 2020, essa participação se manteve acima de 5%, com pico de 5,9% registrado em 2015.

Sêmola integral também recua

A produção de sêmola de trigo integral acompanhou o movimento de queda. No primeiro trimestre, o volume totalizou 60 mil quintais, recuo de 33% em relação aos 89 mil quintais registrados no mesmo período de 2025.

Na comparação com o trimestre anterior, no entanto, houve estabilidade. A participação da sêmola integral na produção total ficou em 0,8%.

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Farinha derivada da sêmola também perde espaço

Já a produção de farinha integral derivada da sêmola somou 3,851 milhões de quintais no período, queda de 12% na comparação anual.

A participação desse segmento também recuou, passando de 4,5% em 2025 para 4,1% em 2026.

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Tendências e impactos para o mercado

A redução consistente na produção e na participação da farinha integral indica mudanças no perfil de consumo e na dinâmica da indústria de moagem nos Estados Unidos.

Para o agronegócio global, especialmente para produtores e exportadores de trigo, o movimento pode sinalizar ajustes na demanda por produtos integrais e possíveis impactos nas estratégias de comercialização e processamento do cereal nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

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Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

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Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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