AGRONEGÓCIO
Preço do arroz volta a cair no Brasil após leilões frustrados e excesso de oferta pressiona mercado
O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, baixa liquidez e retração nas negociações, mesmo após a realização dos leilões de PEP e PEPRO promovidos pelo governo federal. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que aponta agravamento da fragilidade comercial diante do excesso de oferta e da limitada efetividade das medidas oficiais de sustentação.
Segundo o especialista, o setor continua sem apresentar reação consistente, com indústrias operando de forma defensiva e negociações ocorrendo em ritmo bastante reduzido.
“O mercado segue extremamente travado, com baixa movimentação e dificuldades crescentes na formação de preços”, destaca Oliveira.
Leilões não conseguem sustentar preços do arroz
Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) eram vistos como uma tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do setor.
A baixa adesão aos programas — com menos da metade dos volumes negociados — aumentou a percepção negativa entre produtores e agentes da cadeia orizícola. Na prática, o mercado interpretou os resultados como sinal de limitação operacional dos mecanismos diante dos problemas estruturais atuais.
Além disso, parte dos participantes avalia que os prêmios acabaram sendo parcialmente absorvidos pela indústria e pelas tradings por meio de ajustes negativos nos preços pagos ao produtor.
Em diversas regiões produtoras, começaram a surgir diferenciações entre operações enquadradas e não enquadradas nos programas oficiais, ampliando distorções regionais e reduzindo a transparência da formação de preços.
Produtores seguram estoques e vendas seguem pontuais
Diante do ambiente de preços fragilizados, os grandes produtores permanecem retraídos e priorizam a retenção dos estoques, aguardando melhores oportunidades comerciais. Já os produtores com menor capacidade financeira continuam realizando vendas pontuais para geração de caixa e cumprimento de compromissos imediatos.
O cenário também segue pressionado pelo câmbio menos favorável às exportações brasileiras de arroz, fator que reduz a competitividade do produto nacional no mercado externo e dificulta o escoamento dos excedentes.
Cotação do arroz acumula forte desvalorização em 2025
A pressão sobre os preços continua evidente nas referências do mercado gaúcho, principal polo produtor do país.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, padrão 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (7) cotada a R$ 61,65.
O valor representa queda de 3,03% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, houve leve alta de 1,34%, mas no acumulado de 2025 a desvalorização já alcança 19,63%.
Mercado segue atento aos próximos movimentos
Analistas do setor avaliam que o comportamento do mercado dependerá principalmente da capacidade de retomada das exportações, da evolução da demanda doméstica e de possíveis novas medidas governamentais para sustentação da renda do produtor.
Enquanto isso, o ambiente continua marcado por cautela, excesso de oferta e dificuldade de reação consistente nos preços do arroz brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações globais de café avançam na safra 2025/26, mas receita brasileira recua em abril
As exportações globais de café seguem em crescimento na temporada 2025/26, de acordo com dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC). O avanço dos embarques mundiais ocorre em meio ao fortalecimento da demanda internacional e ao aumento expressivo das exportações de café robusta, enquanto o Brasil enfrenta retração na receita e nos preços médios obtidos com as vendas externas em abril.
Segundo a OIC, os embarques globais de café dos países membros e não-membros da entidade somaram 13,59 milhões de sacas de 60 quilos em março, sexto mês da safra mundial 2025/26. O volume representa crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando haviam sido exportadas 13,37 milhões de sacas.
Exportações mundiais acumulam alta na safra 2025/26
No acumulado dos seis primeiros meses da temporada, entre outubro de 2025 e março de 2026, as exportações globais alcançaram 70,91 milhões de sacas, avanço de 3,3% frente às 68,67 milhões embarcadas no mesmo intervalo da safra 2024/25.
Os dados da OIC mostram mudanças importantes no perfil da oferta global de café. As exportações de café arábica somaram 82,70 milhões de sacas nos últimos doze meses encerrados em março de 2026, registrando queda de 4,9% na comparação com os 86,94 milhões de sacas exportados no período anterior.
Por outro lado, os embarques de café robusta cresceram de forma significativa. O volume exportado atingiu 59,85 milhões de sacas, alta de 15% em relação às 51,92 milhões registradas nos doze meses anteriores.
O movimento reforça o avanço da participação do robusta no mercado internacional, impulsionado principalmente pela competitividade do grão e pela maior demanda da indústria global.
Receita do café brasileiro recua em abril
Enquanto o mercado internacional registra crescimento nos embarques, o Brasil apresentou retração nos indicadores das exportações de café em grão no mês de abril de 2026.
Considerando os 20 dias úteis do período, o país exportou 2,857 milhões de sacas de 60 quilos, com média diária de 142,8 mil sacas embarcadas.
A receita cambial totalizou US$ 1,072 bilhão, equivalente a uma média diária de US$ 53,6 milhões. O preço médio negociado foi de US$ 375,30 por saca.
Na comparação com abril de 2025, a receita média diária das exportações brasileiras caiu 14,2%. O volume médio diário embarcado recuou 0,9%, enquanto o preço médio registrou baixa de 13,4%.
Mercado acompanha oferta global e preços internacionais
O cenário do café segue marcado pela volatilidade no mercado internacional, com investidores atentos ao comportamento da oferta global, às condições climáticas nas principais regiões produtoras e ao ritmo da demanda mundial.
Analistas observam que o crescimento das exportações de robusta vem alterando a dinâmica do mercado, ao mesmo tempo em que o arábica enfrenta limitações de oferta em importantes origens produtoras.
No Brasil, o setor acompanha de perto o desenvolvimento da safra 2026, além das oscilações cambiais e dos movimentos das bolsas internacionais, fatores que continuam influenciando diretamente os preços internos e a competitividade das exportações brasileiras de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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