AGRONEGÓCIO
Mapa participa do Inova Rural e fortalece agenda de inovação agropecuária no Rio de Janeiro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, no dia 5 de maio, do evento Inova Rural, realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica (RJ). A iniciativa integrou o seminário de acompanhamento do programa Mai Dai, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e promoveu debates sobre inovação, ciência e tecnologia voltadas ao setor agropecuário e áreas correlatas, com foco no empreendedorismo.
O encontro reuniu representantes de instituições públicas, pesquisadores, agentes do setor privado e organizações ligadas ao desenvolvimento tecnológico e à inovação no agro.
A participação do Mapa no evento reforça o compromisso da instituição com a promoção da inovação agropecuária e com a integração entre governo, universidades, centros de pesquisa e demais atores estratégicos para o desenvolvimento sustentável e tecnológico do setor no estado do Rio de Janeiro.
Representando o Ministério, o coordenador-geral de Articulação para Inovação, César Simas Teles, apresentou as principais ações desenvolvidas pelo programa Mapa Conecta em nível nacional e aprofundou as discussões sobre o fortalecimento do ecossistema de inovação agropecuária no estado.
Durante a programação, foram debatidas estratégias de articulação entre instituições de ensino, pesquisa, extensão rural e setores produtivos, com o objetivo de ampliar a integração de iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico do agro.
Também participaram do evento representantes da coordenação regional Centro-Sul do Mapa Conecta e consultores de inovação que atuam em parceria com o Ministério no fortalecimento dos ecossistemas de inovação agropecuária nos estados da região. A presença da equipe reforçou o alinhamento entre os diferentes atores envolvidos na construção de políticas e ações estratégicas para o setor.
O evento reuniu ainda representantes da Embrapa Agroindústria de Alimentos e do Polo de Inovação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Pitec). Parceiro estratégico do estado, o Pitec contribui para a elaboração de diagnósticos e ações voltadas ao fortalecimento da inovação no agro fluminense.
Informações à imprensa
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AGRONEGÓCIO
Preço do feijão dispara com oferta restrita e atraso da safra no Paraná; mercado segue em alta
O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com forte sustentação nos preços, refletindo a combinação entre oferta limitada, atraso da segunda safra no Paraná e dificuldades crescentes para reposição de mercadorias. O cenário mantém o feijão carioca em trajetória de valorização, enquanto o feijão preto começa a apresentar reação gradual no mercado interno.
Segundo análise de Safras & Mercado, a entressafra e os problemas climáticos seguem pressionando a disponibilidade de produto de melhor qualidade, principalmente em importantes regiões produtoras do país.
Feijão carioca mantém viés altista
O feijão carioca segue operando em ambiente de firmeza, com baixa disponibilidade de lotes e negociações bastante seletivas. Ao longo da semana, diversas sessões da bolsa registraram pouca movimentação devido à escassez de mercadorias disponíveis e à retração momentânea de compradores.
Mesmo com desaceleração no varejo e menor atuação das grandes empacotadoras, os preços continuaram avançando, especialmente para os lotes de padrão superior.
No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, as indicações para feijão nota 9 ou superior chegaram a R$ 415 por saca. Já no Noroeste de Minas Gerais, os negócios ficaram próximos ou acima de R$ 400 por saca.
No Sul do Paraná, apesar de ajustes pontuais, as referências permaneceram elevadas, alcançando até R$ 360 por saca.
Os feijões comerciais e intermediários também acompanharam o movimento de valorização. No interior paulista, os preços chegaram a R$ 377 por saca, enquanto Mato Grosso manteve sequência de altas, com cotações entre R$ 343 e R$ 345 por saca.
Atraso da safra no Paraná preocupa mercado
O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o atraso da segunda safra paranaense. O avanço da colheita segue limitado, próximo de 10% da área, mantendo o mercado dependente de volumes pontuais.
Além da lentidão na colheita, o excesso de chuvas no Paraná amplia os riscos de perda de qualidade, escurecimento dos grãos e problemas fitossanitários, justamente em um momento de forte demanda por feijões de melhor padrão.
Com produtores comercializando de forma cautelosa e compradores trabalhando com estoques reduzidos, o mercado segue ajustado, favorecendo a manutenção dos preços elevados no curto prazo.
Feijão preto busca recuperação gradual
O mercado do feijão preto também encerrou a semana em movimento de recuperação, impulsionado principalmente pela forte valorização do carioca.
A diferença de preços entre as duas variedades começa a estimular substituição parcial em alguns canais de consumo, favorecendo melhora gradual no ambiente de comercialização.
No interior paulista, as indicações para feijão preto extra Tipo 1 já atingem R$ 206 por saca. No Sul do Paraná, as referências buscam R$ 180 por saca, enquanto no Noroeste Mineiro os preços giram próximos de R$ 190 por saca.
Apesar da reação, a liquidez ainda permanece limitada, sem compras agressivas ou formação relevante de estoques por parte dos compradores.
Safra gaúcha entra no radar
O mercado também acompanha o avanço da segunda safra no Rio Grande do Sul. Dados da Emater-RS indicam que mais de 20% das áreas já foram colhidas, com potencial produtivo considerado satisfatório na maior parte das lavouras.
As condições climáticas têm favorecido o enchimento dos grãos e a formação das vagens, embora o aumento da umidade e a queda das temperaturas elevem o risco de doenças fúngicas nas lavouras.
Dessa forma, o setor segue dividido entre a expectativa de maior oferta nas próximas semanas e a sustentação provocada pela valorização acelerada do feijão carioca, que continua sendo o principal vetor de alta do mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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