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Etanol inicia maio em queda com mercado lento e pressão sobre usinas, aponta Cepea

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O mercado de etanol começou maio em ritmo mais lento, com os preços do etanol hidratado mantendo trajetória de queda nas principais praças produtoras do país. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a menor participação de compradores nas negociações reduziu a liquidez do mercado, pressionando as cotações do biocombustível.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, parte das usinas precisou negociar o produto a preços mais baixos diante da necessidade de liberar espaço nos tanques, além de demandas financeiras típicas do início da safra. Mesmo em um cenário de maior cautela, alguns vendedores mantiveram postura firme nas negociações e conseguiram fechar negócios em valores superiores.

Demanda das distribuidoras cresce, mas preços seguem pressionados

Apesar do ambiente de menor liquidez, o mercado registrou aumento na demanda por parte das distribuidoras. O volume de negócios avançou em São Paulo e também em estados estratégicos para o setor sucroenergético, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Ainda assim, o crescimento das negociações não foi suficiente para sustentar os preços do etanol hidratado, que seguiram em queda nessas regiões.

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O movimento ocorre em meio ao avanço da moagem da cana-de-açúcar e ao aumento gradual da oferta no mercado interno, cenário que amplia a concorrência entre usinas e pressiona os valores praticados.

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Oferta maior amplia disputa entre usinas

Com o avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul, o setor sucroenergético começa a enfrentar um ambiente de maior disponibilidade de etanol no mercado. A combinação entre estoques, necessidade de giro financeiro e ampliação da produção tem elevado a competitividade entre vendedores.

Segundo analistas do setor, a tendência de curto prazo dependerá principalmente:

  • Do comportamento da demanda das distribuidoras;
  • Da competitividade frente à gasolina nas bombas;
  • Da evolução dos preços do petróleo;
  • Do ritmo da safra de cana nas principais regiões produtoras.
Setor acompanha impacto sobre combustíveis e logística

O comportamento do mercado de etanol também segue no radar do agronegócio e do setor de transportes, já que o biocombustível exerce influência direta sobre os custos logísticos e os preços dos combustíveis no Brasil.

Além disso, oscilações nas cotações do etanol impactam toda a cadeia sucroenergética, desde produtores rurais até usinas, distribuidoras e transportadoras.

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Com a liquidez ainda moderada e a oferta aumentando gradualmente, o mercado deve continuar atento aos próximos movimentos da demanda e das condições de comercialização nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de carne de peru do Paraná disparam 34% e atingem recorde histórico no primeiro trimestre

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As exportações de carne de peru do Paraná registraram crescimento histórico no primeiro trimestre de 2026, consolidando o Estado entre os principais polos exportadores da proteína no Brasil. Dados divulgados no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, mostram que os embarques paranaenses avançaram 34,1% em volume na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, o Paraná exportou 3.879 toneladas de carne de peru entre janeiro e março, alcançando receita cambial de US$ 18,432 milhões. O faturamento apresentou salto expressivo de 199,1%, impulsionado pela valorização internacional da proteína e pelo avanço do preço médio da carne in natura, que atingiu US$ 3.994,94 por tonelada.

O desempenho do Paraná liderou o crescimento entre os estados do Sul do Brasil. No mesmo período, Santa Catarina registrou alta de 15,7% nas exportações, enquanto o Rio Grande do Sul avançou 4,7%.

Os principais destinos da carne de peru brasileira no mercado internacional foram México, Chile, África do Sul, Peru e Guiné Equatorial.

Avicultura paranaense mostra recuperação nos preços

Além do avanço das exportações de peru, a avicultura de corte do Paraná apresentou sinais de recuperação em abril. Segundo o Deral, o preço nominal médio do frango vivo chegou a R$ 4,62 por quilo, leve alta de 0,7% frente ao mês anterior.

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Apesar da reação positiva, o setor segue atento aos impactos da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, cenário que continua pressionando custos logísticos e de insumos para a cadeia produtiva.

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Na bovinocultura de corte, o mercado atravessa um período de ajuste sazonal. A arroba bovina foi cotada a R$ 353,80 na B3, refletindo maior oferta de animais terminados e escalas de abate consideradas confortáveis pela indústria frigorífica.

Chuvas favorecem milho da segunda safra no Paraná

No segmento de grãos, o milho segunda safra 2025/26 apresentou melhora nas perspectivas após o retorno das chuvas no fim de abril. O levantamento do Deral aponta que 84% das lavouras estão em boas condições de desenvolvimento.

Atualmente, 44% das áreas cultivadas estão na fase de frutificação, considerada decisiva para o potencial produtivo da cultura. Outros 30% encontram-se em floração, 24% em desenvolvimento vegetativo e 2% em maturação.

Segundo o analista do Departamento de Economia Rural, Edmar Gervasio, as chuvas chegaram em um momento estratégico para o desenvolvimento das lavouras.

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No mercado interno, o preço médio recebido pelo produtor encerrou abril em R$ 53,50 por saca de 60 quilos, praticamente estável, com leve valorização de 0,6% no comparativo mensal.

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Produção de tangerina cresce mais de 22% no Paraná

A fruticultura também segue em destaque no Estado. O Paraná consolidou-se como o quarto maior produtor nacional de tangerina após registrar crescimento de 22,1% na safra de 2024.

A produção estadual alcançou 115,4 mil toneladas, impulsionada principalmente pelos polos produtores de Cerro Azul e Doutor Ulisses.

Com o aumento da oferta, os preços da fruta recuaram no varejo paranaense. Após iniciar o ano acima de R$ 10 por quilo, a tangerina passou a ser comercializada a R$ 8,35/kg em abril.

No atacado, a caixa de 20 quilos da variedade Ponkan foi negociada entre R$ 35 e R$ 40 na Ceasa de Curitiba no início de maio, mantendo os mesmos níveis registrados no mesmo período do ano passado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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