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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com temor sobre oferta global e clima, enquanto mercado brasileiro segue pressionado

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O mercado internacional do açúcar voltou a registrar valorização nesta terça-feira (12), impulsionado pelas preocupações com a oferta global e pelas perspectivas mais apertadas para a safra 2026/27. As bolsas de Nova York e Londres mantiveram o viés positivo, sustentadas por projeções de déficit mundial, revisão para baixo da produção brasileira e riscos climáticos em importantes países produtores da Ásia.

No Brasil, porém, o mercado físico segue pressionado pelo avanço da moagem da nova safra e pelo aumento da disponibilidade de produto, refletindo em recuo nos preços do açúcar cristal e do etanol.

Açúcar bruto avança em Nova York

Na ICE Futures de Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em alta pelo segundo dia consecutivo.

O contrato julho/26 subiu 0,10 centavo de dólar, fechando a 15,01 cents por libra-peso. Já o outubro/26 avançou 0,13 cent, encerrando a 15,52 cents/lbp. O março/27 também apresentou valorização, com ganho de 0,12 cent, terminando o dia cotado a 16,35 cents/lbp.

Os demais vencimentos acompanharam o movimento positivo, refletindo a maior preocupação do mercado com a oferta global da commodity nos próximos meses.

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Londres acompanha valorização do açúcar

Na ICE Europe, o açúcar branco também fechou em alta.

O contrato agosto/26 avançou US$ 4,40 e encerrou negociado a US$ 441,70 por tonelada. O outubro/26 subiu US$ 3,40, fechando a US$ 440,20 por tonelada, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 2,70, encerrando a US$ 442,50 por tonelada.

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A valorização nas bolsas internacionais reforça o cenário de maior cautela entre investidores e operadores diante das perspectivas de menor disponibilidade global de açúcar.

Mercado brasileiro sente pressão da safra

No mercado interno, entretanto, os preços seguem pressionados pelo avanço da colheita e maior oferta de açúcar no curto prazo.

O Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou queda de 0,31% nesta terça-feira (12), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 96,30.

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No acumulado de maio, a retração chega a 1,64%, refletindo um ambiente de maior disponibilidade física do produto no mercado paulista neste início de safra.

Déficit global e clima sustentam preços

As atenções do mercado permanecem voltadas para as projeções globais de oferta e demanda.

Segundo informações do portal Notícias Agrícolas, a consultoria StoneX projeta déficit global de 550 mil toneladas de açúcar na safra 2026/27, revertendo o superávit observado no ciclo anterior.

Outro fator que fortalece o suporte aos preços é a redução na estimativa de produção brasileira. O Citigroup revisou sua projeção para a safra de açúcar do Brasil para 39,5 milhões de toneladas, abaixo das previsões divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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A redução estaria ligada ao maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol, favorecido pela recuperação dos preços da gasolina no mercado brasileiro.

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Além disso, operadores acompanham com atenção o possível fortalecimento do fenômeno El Niño, que pode provocar impactos climáticos relevantes em grandes exportadores asiáticos, como Índia e Tailândia, elevando os riscos para a produção global.

Etanol também registra queda em São Paulo

O mercado de etanol hidratado segue pressionado em São Paulo.

O Indicador Diário Paulínia apontou o biocombustível negociado a R$ 2.339,00 por metro cúbico nesta terça-feira, com recuo diário de 0,28%.

No acumulado de maio, a queda já soma 2,78%, refletindo o aumento da oferta neste início de moagem e o ambiente mais competitivo no setor sucroenergético.

Mesmo com pressão sobre os preços internos, o mercado internacional continua atento aos riscos climáticos e ao equilíbrio global entre oferta e demanda, fatores que seguem dando sustentação às cotações do açúcar nas bolsas internacionais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expansão da indústria de papel e celulose impulsiona demanda por lubrificantes industriais de alta performance

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O crescimento acelerado da indústria brasileira de papel e celulose vem ampliando a necessidade de investimentos em eficiência operacional, confiabilidade industrial e manutenção estratégica. Na avaliação de Rogério Campos, Coordenador de Desenvolvimento de Negócios da FUCHS, os lubrificantes industriais de alta performance deixaram de ser apenas insumos operacionais e passaram a ocupar posição estratégica dentro da competitividade do setor.

A análise ocorre em um momento de expansão histórica da cadeia produtiva brasileira. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose em 2024, crescimento de 5,2% sobre o ano anterior, consolidando o país como o segundo maior produtor global e líder mundial em exportações.

No segmento de papel, a produção nacional alcançou 11,3 milhões de toneladas, avanço de 4,6% em relação a 2023.

Para Rogério Campos, o avanço da indústria exige operações cada vez mais eficientes e tecnologicamente preparadas para suportar ambientes produtivos severos.

Crescimento da indústria aumenta pressão sobre eficiência operacional

Segundo o especialista, a expansão do setor está diretamente ligada à instalação de novos polos industriais, ampliação de fábricas e aumento da demanda global por embalagens sustentáveis, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela substituição de plásticos.

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Dentro desse cenário, Campos destaca que a confiabilidade operacional se torna um fator crítico para manter produtividade e competitividade.

“A lubrificação assume papel essencial para garantir desempenho, eficiência energética e segurança operacional, especialmente em um ambiente industrial extremamente agressivo como o da produção de papel e celulose”, analisa.

Ambientes severos exigem lubrificantes de alta performance

Na avaliação do especialista, um dos maiores desafios da indústria está nas condições extremas de operação.

As plantas industriais do setor trabalham com:

  • Altas temperaturas;
  • Elevadas velocidades;
  • Contato constante com água e vapor;
  • Presença de agentes químicos;
  • Grandes cargas mecânicas.

Segundo Rogério Campos, essas condições aceleram desgaste, corrosão e falhas mecânicas quando não há gestão adequada da lubrificação.

“Os lubrificantes atuam diretamente na redução do atrito, dissipação de calor e proteção contra oxidação e contaminação. Quando corretamente especificados, contribuem para aumentar a vida útil dos equipamentos e reduzir paradas não programadas”, explica.

Indústria 4.0 transforma gestão da lubrificação

Outro ponto central da análise do executivo está na transformação tecnológica do setor.

Para Campos, a lubrificação industrial passa por uma evolução alinhada aos conceitos de manutenção preditiva e Indústria 4.0, com crescimento do uso de:

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  • Lubrificantes sintéticos;
  • Monitoramento online;
  • Sistemas automatizados;
  • Soluções integradas de manutenção.

Na avaliação do especialista, essa transformação amplia previsibilidade operacional e reduz custos industriais.

“O mercado caminha para soluções mais inteligentes, sustentáveis e com maior estabilidade térmica, permitindo intervalos maiores de manutenção e redução significativa de falhas”, afirma.

Sustentabilidade acelera busca por soluções biodegradáveis

A análise também destaca o avanço das exigências ambientais dentro da indústria de papel e celulose.

Segundo Rogério Campos, cresce a procura por lubrificantes biodegradáveis e soluções com menor impacto ambiental, especialmente em áreas sensíveis das operações industriais.

Além disso, o desenvolvimento tecnológico vem priorizando:

  • Resistência à contaminação por água;
  • Maior estabilidade térmica;
  • Proteção anticorrosiva;
  • Resistência ao cisalhamento;
  • Melhor desempenho em ambientes úmidos.

“Essas tecnologias garantem maior proteção aos ativos industriais e ajudam a reduzir custos operacionais”, ressalta.

Falhas de lubrificação podem comprometer competitividade

Para o especialista, erros na gestão da lubrificação representam riscos operacionais e financeiros relevantes para a indústria.

Equipamentos como bombas, compressores, mancais, turbinas, sistemas hidráulicos e transportadores dependem diretamente de lubrificantes adequados para operar de forma contínua.

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Segundo Campos, falhas podem provocar:

  • Quebras mecânicas;
  • Superaquecimento;
  • Corrosão interna;
  • Paradas inesperadas;
  • Perdas de produção;
  • Aumento dos custos de manutenção.

“As consequências vão além dos danos técnicos. Afetam diretamente produtividade, competitividade e disponibilidade operacional das plantas industriais”, alerta.

Lubrificação passa a ser diferencial estratégico para o setor

Na conclusão da análise, Rogério Campos afirma que empresas que investirem em tecnologias avançadas de lubrificação tendem a ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.

Para ele, o setor de papel e celulose brasileiro vive um momento de consolidação global e precisará sustentar crescimento com operações mais eficientes, sustentáveis e confiáveis.

“Investir em inovação e lubrificantes industriais de alta performance fortalece a competitividade das empresas e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva”, conclui.

Segundo o especialista, a modernização industrial associada à manutenção estratégica será determinante para que o Brasil continue ampliando sua relevância global na produção de papel e celulose.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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