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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula destaca Plano Safra e defesa agropecuária no 4° Congresso Abramilho

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta quarta-feira (13), em Brasília, do 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), evento que reuniu produtores, lideranças do agronegócio, especialistas, empresas, representantes do governo e da imprensa para discutir temas estratégicos relacionados às cadeias de milho e sorgo no país.

A programação abordou temas como cenário econômico, inovação, sustentabilidade, biotecnologia, geopolítica, segurança alimentar, importação de insumos, Plano Safra, seguro rural, armazenagem e infraestrutura logística.

Durante o painel “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, o ministro destacou a decisão do governo federal de prorrogar os prazos relacionados à exigência do Programa de Regularização Ambiental (Prodes) para concessão de crédito rural com recursos equalizados ou controlados no âmbito do Plano Safra.

Segundo André de Paula, o governo trabalha para garantir um Plano Safra compatível com as necessidades do setor produtivo, contemplando medidas voltadas à ampliação do crédito, ao enfrentamento do endividamento rural e ao fortalecimento dos mecanismos de garantia para os produtores. “Ainda ontem nós celebramos, aliviados, a dilação dos prazos do Prodes. Quero dizer que estamos trabalhando muito, a equipe do Mapa e, de forma transversal, com todo o governo do presidente Lula, para que possamos não apenas apresentar um Plano Safra que, a exemplo dos últimos anos, trará números crescentes e importantes, mas também acomodar as principais preocupações dos produtores. Juros que caibam no bolso do produtor rural, o enfrentamento do endividamento e o fortalecimento do fundo garantidor são questões que estão no centro das nossas discussões”, afirmou.

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também participou do debate e ressaltou a importância do etanol, especialmente o derivado do milho, para a matriz energética brasileira e para a geração de oportunidades econômicas no setor agroindustrial. “Nós temos uma verdadeira maravilha que é o etanol, especialmente o etanol de milho, que vem se consolidando como um grande sucesso no Brasil. Além de produzir o combustível, ele gera o DDG, um excelente subproduto rico em proteína para ração animal, que cresce fortemente e abre novas oportunidades de exportação”, destacou.

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Alckmin também comentou o avanço da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. “Os testes já autorizam avançarmos para 32%, e tudo está encaminhado para que isso se concretize em breve. Hoje, o etanol anidro está mais barato que a gasolina, o que representa um excelente negócio para o país: reduz o preço final ao consumidor, gera ganhos ambientais pela redução de emissões e promove impacto socioeconômico positivo, com mais emprego e renda no campo e na indústria”, afirmou.

Durante o evento, o ministro André de Paula também abordou a retirada temporária do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para a União Europeia. Segundo ele, o sistema brasileiro de defesa agropecuária permanece sólido, reconhecido internacionalmente e apto a atender às exigências técnicas dos mercados importadores. “O Brasil tem um sistema sólido, robusto e acreditado de defesa agropecuária. Não é por acaso que somos os maiores produtores de proteína animal do mundo, que fornecemos para mais de 170 mercados e que há 40 anos exportamos para a Europa”, destacou o ministro.

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A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) atua na representação institucional do setor e na articulação de demandas estratégicas relacionadas às cadeias de milho e sorgo. O congresso consolidou-se como um dos principais fóruns nacionais para debates sobre políticas públicas, inovação e tendências do segmento.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de milho 2025/2026 alcançou 139,5 milhões de toneladas, com exportações estimadas em cerca de 47 milhões de toneladas. O consumo interno gira em torno de 95 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela avicultura, suinocultura e pela indústria de etanol.

No segmento de bioenergia, o Brasil conta atualmente com 58 usinas de etanol de milho, com produção estimada em aproximadamente 10 bilhões de litros, além da geração de cerca de 5 milhões de toneladas de DDG, coproduto utilizado na alimentação animal.

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A cultura do sorgo também apresentou crescimento expressivo na safra 2025/2026, com produção estimada em 7,47 milhões de toneladas. O grão se destaca pela resistência à seca, menor custo de produção e potencial de expansão sem necessidade de ampliação da área plantada.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Safras reduz projeção da safra de algodão do Brasil em 2025/26 após queda de área plantada

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A produção brasileira de algodão em pluma deve registrar queda significativa na safra 2025/26, segundo nova estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Safras & Mercado.

A projeção foi revisada para 3,74 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 3,76 milhões de toneladas. O ajuste reflete principalmente a redução da área plantada em diversas regiões produtoras, diante de um cenário de preços menos atrativos e margens pressionadas no momento da semeadura.

Preços baixos reduzem estímulo ao plantio de algodão

De acordo com a consultoria, a retração na área cultivada ocorreu em meio à piora das condições econômicas para o produtor, especialmente devido aos custos elevados de produção e ao comportamento mais fraco das cotações internacionais da fibra.

O cenário reduziu o interesse de parte dos produtores pela expansão do cultivo na temporada 2025/26.

Com isso, a expectativa atual aponta para uma produção 11,5% menor em comparação à safra passada, quando o Brasil registrou volume recorde de 4,23 milhões de toneladas de algodão em pluma.

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Brasil segue entre os maiores exportadores globais de algodão

Mesmo com a revisão para baixo, o Brasil permanece entre os principais produtores e exportadores mundiais de algodão, consolidando posição estratégica no mercado internacional da fibra.

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Nas últimas temporadas, o país ampliou fortemente sua participação global, impulsionado principalmente pela alta produtividade das lavouras do Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Bahia.

No entanto, o setor enfrenta atualmente um ambiente de maior cautela, influenciado por:

  • Preços internacionais mais pressionados
  • Custos elevados de produção
  • Margens mais apertadas no campo
  • Oscilações na demanda global pela fibra
Mercado acompanha clima, exportações e demanda internacional

Além das questões econômicas, o mercado segue atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras e à evolução da demanda internacional, especialmente da indústria têxtil asiática.

O desempenho das exportações brasileiras também será determinante para o equilíbrio do mercado ao longo da temporada.

Apesar da perspectiva de queda na produção, o Brasil deve continuar com forte presença no comércio global de algodão, sustentado pela qualidade da fibra e pela competitividade logística conquistada nos últimos anos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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