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Dólar volta a subir acima de R$ 5 na abertura e mercado acompanha tensão externa e cenário político no Brasil

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (19) em clima de cautela, com o dólar retomando força frente ao real e o Ibovespa operando pressionado pelo ambiente externo e pelas incertezas políticas domésticas.

Na abertura do pregão, o dólar à vista avançava cerca de 0,43%, sendo negociado na faixa de R$ 5,02, após encerrar a sessão anterior abaixo do patamar psicológico de R$ 5,00. Já os contratos futuros da moeda norte-americana também registravam valorização na B3, refletindo a maior aversão ao risco dos investidores.

O movimento acompanha a valorização global do dólar diante das preocupações envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, além da continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio, fatores que elevam a busca internacional por ativos considerados mais seguros.

No cenário doméstico, investidores seguem monitorando os desdobramentos políticos e eleitorais no Brasil. Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta manhã mostrou mudanças no cenário da disputa presidencial, aumentando a volatilidade nos ativos brasileiros e ampliando a cautela no mercado financeiro.

O Banco Central também entrou no radar dos operadores ao anunciar leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional para a rolagem do vencimento de junho, estratégia utilizada para dar liquidez ao mercado e suavizar movimentos bruscos no câmbio.

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Ibovespa sente pressão do exterior e da política

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu a sessão em compasso de espera após fechar o pregão anterior em leve queda de 0,17%, aos 176.976 pontos. No acumulado do mês, o índice ainda apresenta retração superior a 5%, embora mantenha valorização próxima de 10% em 2026.

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Além do cenário político interno, os investidores acompanham o desempenho das bolsas internacionais. Em Wall Street, os índices futuros operavam em baixa nesta manhã, pressionados principalmente pelo setor de tecnologia e pelo aumento das tensões globais.

As commodities também seguem no foco do mercado. O petróleo Brent recuava no exterior, mas ainda permanece em níveis elevados, acima dos US$ 110 por barril, sustentando preocupações com inflação global e impacto nos custos de produção e logística.

Dólar acumula queda no ano, apesar da volatilidade recente

Mesmo com a alta desta terça-feira, o dólar ainda acumula queda próxima de 9% frente ao real em 2026, refletindo o diferencial de juros do Brasil, a entrada de capital estrangeiro e o desempenho das commodities ao longo do ano.

Confira os principais indicadores atualizados do mercado:

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  • Dólar
    • Cotação na abertura: cerca de R$ 5,02
    • Acumulado da semana: -1,37%
    • Acumulado do mês: +0,93%
    • Acumulado do ano: -8,94%
  • Ibovespa
    • Último fechamento: 176.976 pontos
    • Acumulado da semana: -0,17%
    • Acumulado do mês: -5,52%
    • Acumulado do ano: +9,84%
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda da ureia não estimula compras e mercado segue travado com incertezas globais

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O mercado de ureia segue em trajetória de queda nos portos brasileiros, mas o recuo recente ainda não foi suficiente para estimular uma retomada consistente das compras. O cenário reflete a combinação entre demanda global enfraquecida, cautela dos compradores e impactos logísticos persistentes decorrentes do conflito no Oriente Médio.

De acordo com análise da StoneX, os preços do fertilizante acumulam desvalorização de cerca de 14% nas últimas quatro semanas, com indicações recentes abaixo de US$ 700 por tonelada. Apesar da correção, o nível de preços ainda é considerado elevado e mantém o mercado em postura defensiva.

Mercado de nitrogenados ainda opera sob pressão global

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, a sequência de quedas recentes reflete diretamente o enfraquecimento da demanda em diversos países, incluindo o Brasil.

“Pela quarta semana consecutiva, os preços da ureia recuaram nos portos brasileiros. Esse movimento baixista recente está diretamente associado a uma demanda significativamente enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil”, afirmou.

Mesmo com a queda recente, os preços ainda permanecem cerca de 43% acima dos níveis registrados antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o que mantém o mercado distante de um equilíbrio anterior às tensões geopolíticas.

Oferta restrita e logística seguem como fatores de suporte

A correção nas cotações também encontra limites no lado da oferta. O mercado global de nitrogenados segue pressionado por restrições logísticas e dificuldades no fluxo internacional.

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Segundo Pernías, o cenário continua sensível devido às condições no Estreito de Ormuz, que segue operando de forma limitada, afetando o transporte global de fertilizantes e outros insumos.

“Correções mais profundas tendem a ser limitadas pelas atuais condições do mercado global de nitrogenados. A oferta segue restrita, enquanto os entraves logísticos associados ao conflito continuam afetando o fluxo global do produto”, destacou.

Compradores adotam postura defensiva e adiam aquisições

Apesar da redução recente nos preços, o volume de negociações internacionais permanece baixo. As relações de troca seguem desfavoráveis, o que reduz o apetite dos compradores e contribui para o adiamento de decisões de compra.

No mercado global, a estratégia predominante tem sido de cautela, com agentes aguardando maior clareza sobre os rumos das cotações.

“Os elevados níveis de preços ainda observados têm levado os compradores a adotar uma postura defensiva, marcada por cautela e pela preferência em adiar decisões de compra”, explicou o analista.

Mercado brasileiro aguarda pico de demanda no segundo semestre

No Brasil, o adiamento das compras ainda é possível no curto prazo, já que o pico sazonal de demanda por nitrogenados ocorre tradicionalmente no segundo semestre. No entanto, especialistas alertam que essa estratégia não deve se prolongar indefinidamente.

A expectativa da StoneX é de retorno gradual dos compradores ao mercado nos próximos meses, seja para recomposição de estoques, seja para garantir insumos para as próximas safras.

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Mesmo com a recente queda das cotações, o cenário ainda não atingiu o patamar esperado por compradores que optaram por postergar aquisições desde o início do conflito no Oriente Médio, mantendo o mercado de ureia em um ambiente de incerteza e baixa liquidez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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