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Educação

Inscrição para o Encceja 2026 termina nesta sexta-feira (15)

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Encceja 2026 prazo inscrição

Candidatos devem acessar plataforma do Inep para garantir certificação gratuita de ensinos fundamental e médio; provas ocorrem em agosto em todo o país

O prazo de inscrição para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 encerra-se nesta sexta-feira (15) em todo o território nacional. A avaliação, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é a principal via gratuita para que brasileiros que não concluíram a educação básica na idade regulamentar obtenham os certificados de conclusão de nível fundamental ou médio.

A participação é voluntária e voltada a cidadãos que buscam retomar a trajetória escolar. Segundo as regras estabelecidas, para pleitear o certificado do ensino fundamental, o candidato deve ter ao menos 15 anos completos na data da prova. Já para o ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos. Conforme o material oficial, “se desejar, o candidato pode marcar a opção de tratamento pelo nome social”, direito reservado a travestis, transexuais ou transgêneros que buscam reconhecimento conforme sua identidade de gênero.

Passo a passo da inscrição digital

O processo de inscrição ocorre exclusivamente por meio do Sistema Encceja, em ambiente virtual gerenciado pelo Inep. Ao acessar a plataforma, o interessado deve selecionar o botão “Inscrição 2026” e iniciar o preenchimento de campos obrigatórios, começando pelo número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento. Para garantir a segurança do acesso, o sistema exige a superação de um desafio de autenticação, no qual o usuário deve assinalar a figura correspondente à palavra proposta pela interface.

Após a identificação inicial, o candidato é direcionado a uma página de dados cadastrais exaustivos. É obrigatório informar cor ou raça, estado civil, nacionalidade e endereço completo. Na sequência, a plataforma abre espaço para a sinalização de necessidade de atendimento especializado. Entre as condições previstas para suporte estão cegueira, deficiência física, auditiva ou intelectual, Transtorno do Espectro Autista, além de gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar. Caso o recurso de acessibilidade seja solicitado, o sistema exige o anexo de laudo comprobatório da condição especial.

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Ao avançar, o sistema solicita a confirmação de que todas as informações declaradas são verdadeiras, sob pena de responsabilização por crime contra a fé pública. O próximo estágio define o nível de ensino pretendido (fundamental ou médio) e as provas específicas que o candidato precisa realizar para obter a proficiência ou a certificação total. Nesta fase, o interessado deve selecionar o estado e o município de realização do exame, além de indicar a instituição certificadora responsável pela emissão do diploma ou da declaração parcial de proficiência após a divulgação dos resultados oficiais.

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Provas e critérios de avaliação

As avaliações do Encceja 2026 estão agendadas para o dia 23 de agosto, sendo aplicadas em dois turnos em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. A estrutura do exame é composta por quatro provas objetivas e uma redação para ambos os níveis de escolaridade. No total, cada participante enfrenta 120 itens de múltipla escolha, sendo 30 questões por área de conhecimento, além da produção de texto obrigatória.

Para os candidatos ao ensino fundamental, as áreas avaliadas abrangem ciências naturais, matemática, língua portuguesa (com redação), língua estrangeira, artes, educação física, história e geografia. Já no nível médio, o conteúdo foca em linguagens e códigos (com redação), matemática, ciências da natureza e ciências humanas. O objetivo do Inep é mensurar competências, habilidades e saberes adquiridos tanto no processo escolar formal quanto em experiências extraescolares vividas pelos jovens e adultos ao longo da vida.

O exame, realizado desde 2002, funciona como um instrumento de política pública para a melhoria da qualidade da oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ao garantir a certificação, o Inep possibilita que o cidadão finalize etapas pendentes da vida acadêmica e cumpra os requisitos necessários para o prosseguimento em cursos técnicos ou no ensino superior. O sistema alerta que, uma vez selecionada a opção de confirmação final, não é possível alterar os dados do questionário socioeconômico.

Perfil socioeconômico e acessibilidade

Antes de concluir a inscrição, o candidato deve obrigatoriamente responder a um questionário socioeconômico composto por cerca de 70 perguntas. O formulário coleta dados sobre a dinâmica familiar, condições de moradia, situação de trabalho e renda mensal do núcleo domiciliar. Há também questionamentos sobre a percepção do participante em relação ao Encceja, seus hábitos de leitura e habilidades no manuseio de dispositivos eletrônicos, o que auxilia na composição do diagnóstico educacional do país.

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A etapa final exige a conferência minuciosa dos dados de contato, sendo obrigatória a inclusão de pelo menos um número de telefone para comunicações eventuais da equipe do Inep. O sistema só considera a inscrição confirmada após o fechamento de todos os módulos de informações pessoais e acadêmicas. No dia do exame, o Inep mobiliza uma estrutura logística para atender a todas as solicitações de acessibilidade deferidas durante este período de inscrição que se encerra nesta sexta-feira.

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O cumprimento de todas as etapas é indispensável para a homologação. Os candidatos que perderem o prazo de amanhã deverão aguardar o próximo ciclo anual do exame. A gratuidade da prova é mantida como regra geral para todos os inscritos que seguirem os protocolos de presença, reforçando o caráter de inclusão social do programa que norteia as trajetórias escolares de milhões de brasileiros há mais de duas décadas.

 

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Desinformação sobre urnas eletrônicas concentra 45% das notícias falsas

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Levantamento do Projeto Confia indica que sistema de votação é o alvo prioritário de ataques técnicos distorcidos e teorias de fraude em redes sociais

O Projeto Confia, iniciativa do Pacto pela Democracia, revelou que as urnas eletrônicas são o principal alvo de desinformação, concentrando mais de 45% dos conteúdos falsos analisados em redes sociais. A apuração, divulgada nesta quarta-feira (13) — data em que o equipamento completa 30 anos de existência no Brasil —, detalha como o sistema de votação eletrônica foi explorado em narrativas de manipulação durante os ciclos eleitorais de 2022 e 2024.

A concentração de ataques ao sistema eletrônico supera outros eixos temáticos monitorados pela coalizão. Segundo o levantamento, conteúdos direcionados contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades aparecem em segundo lugar, com 27,1%. Teorias de fraude especificamente voltadas à apuração dos votos respondem por 21,8% das mensagens, enquanto desinformações sobre regras gerais e logística eleitoral somam 15,4%.

“As narrativas recorrem a falsas explicações técnicas para sugerir falhas e possibilidades de manipulação. Elementos concretos da experiência de votação, como as teclas da urna e as mensagens exibidas na tela, são utilizados para gerar estranhamento e alimentar dúvidas”, afirma Helena Salvador, coordenadora do Projeto Confia. Para a pesquisadora, o distanciamento do eleitor em relação ao equipamento favorece a propagação: “As pessoas só têm acesso à urna a cada dois anos, no domingo de votação. Isso faz com que, se alguém espalha uma notícia falsa sobre um botão ou uma tecla, muita gente não tenha como checar rapidamente”.

Narrativas e lacuna técnica

A análise qualitativa das mensagens identifica padrões recorrentes de boatos que buscam mimetizar falhas tecnológicas. Entre os exemplos mais disseminados estão conteúdos que alegam um suposto atraso proposital no funcionamento do botão “confirma”, sugerindo que o voto não seria computado corretamente. Outra narrativa comum afirma que a urna completaria automaticamente os números digitados pelo eleitor antes que ele pudesse finalizar a escolha do candidato.

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O estudo aponta que a exploração do desconhecimento técnico da população sobre o funcionamento interno do sistema é o motor dessas publicações. De acordo com o Projeto Confia, as estratégias de desinformação tentam transformar características intrínsecas da interface da urna em indícios de irregularidade. O objetivo central é converter o estranhamento visual em prova de vulnerabilidade do processo democrático.

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A coalizão, que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil na defesa do Estado Democrático de Direito, utilizou o levantamento para mapear a origem da desconfiança e estruturar o enfrentamento para o pleito de 2026. A intenção é antecipar respostas a ataques que se repetem de forma cíclica a cada eleição. Salvador explica que o monitoramento permite entender “em que exatamente as pessoas deixaram de acreditar” para construir contranarrativas capazes de responder rapidamente aos ataques de 2026.

Queda na confiança e recorte geracional

Os dados do Projeto Confia coincidem com uma retração nos índices de percepção pública sobre a segurança do voto eletrônico. Um levantamento da consultoria Quaest, divulgado em fevereiro de 2026, mostra que 53% dos brasileiros afirmam confiar nas urnas eletrônicas. O patamar é significativamente inferior ao registrado em 2022 pelo Datafolha, quando o índice de confiança chegava a 82%, conforme dados compartilhados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O comportamento da confiança varia conforme a faixa etária. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, 53% confiam no sistema. Pesquisadores associam esse dado à memória afetiva e histórica do período anterior a 1996, quando a votação era realizada integralmente por cédulas de papel. Já no grupo de jovens entre 16 e 34 anos, a confiança sobe para 57%. O ponto de maior ceticismo está na faixa intermediária, de 35 a 50 anos, onde 50% dos entrevistados afirmam não confiar no equipamento eletrônico.

Para os coordenadores da pesquisa, o fenômeno não decorre de críticas superficiais, mas de um ecossistema de desinformação especializado. “Ninguém critica as urnas apenas dizendo que elas são ruins, existem explicações bastante sofisticadas online tentando convencer as pessoas de que o sistema não funciona”, analisa Helena Salvador. Ela defende que a solução passa por tornar o caminho do voto — desde a tecla até a totalização final — um processo mais compreensível para o cidadão comum.

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Base de monitoramento para 2026

O esforço analítico compreendeu um universo de mais de 3.000 conteúdos publicados ao longo das eleições de 2022 e 2024. Desse total, o Projeto Confia selecionou 716 mensagens para uma análise qualitativa aprofundada, verificando temas, vetores de propagação e técnicas de persuasão utilizadas. O resultado confirmou que 326 dessas mensagens (cerca de 45,5%) continham ataques diretos à integridade das urnas eletrônicas.

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A manutenção dessas narrativas, mesmo em anos não eleitorais, sinaliza a preparação de terreno para os próximos embates políticos. O Pacto pela Democracia atua no monitoramento dessas ameaças de forma contínua, buscando neutralizar o impacto de teorias conspiratórias que colocam em xeque a logística eleitoral do país. O foco imediato é o desenvolvimento de ferramentas de verificação que acompanhem a velocidade de circulação das redes sociais.

O estudo conclui que a desinformação sobre as urnas é uma estratégia coordenada de desgaste institucional. O cronograma do Projeto Confia prevê que as conclusões deste levantamento sirvam de base para o treinamento de checadores e agentes públicos que atuarão no próximo ciclo eleitoral. A meta é garantir que a resposta técnica aos ataques seja tão veloz quanto a sua propagação digital.

 

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