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AGRONEGÓCIO

Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

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O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

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O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

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Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

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Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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