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EDUCAÇÃO

MEC realiza seminário sobre equidade étnico-racial na educação

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizou na quarta-feira, 27 de maio, o Seminário EquiDados – Produção de Conhecimento sobre Equidade Étnico-Racial na Educação Brasileira. O encontro ocorreu no auditório do instituto e reuniu lideranças, pesquisadores e representantes de movimentos negros para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da produção de conhecimento sobre as desigualdades étnico-raciais na educação. 

O objetivo do encontro foi aproximar especialistas e representantes da sociedade civil, promovendo troca de experiências e reflexões sobre o contexto educacional brasileiro. Além de incentivar o debate, o seminário buscou contribuir para o aprimoramento de indicadores educacionais e fortalecimento de políticas públicas. 

Durante o seminário, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, destacou a importância de ampliar a produção de estudos sobre desigualdades raciais na educação. “Os dados precisam gerar estudos. É preciso produzir análises que evidenciem as desigualdades e os impactos na trajetória e aprendizagem de estudantes negros”, afirmou. 

A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, ressaltou avanços na ampliação do acesso de crianças negras às creches públicas, mas alertou para a necessidade de enfrentar as desigualdades e garantir qualidade com equidade. “Aumentamos o percentual de crianças negras nas creches públicas, porém esse avanço ainda está concentrado em algumas regiões brasileiras. Apesar dos resultados positivos na alfabetização, precisamos enfrentar e discutir os parâmetros de qualidade e equidade”. 

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Para o presidente do Inep, Manuel Palacios, o seminário foi uma oportunidade de fortalecer institucionalmente a agenda de equidade étnico-racial na autarquia. Segundo ele, embora o Inep já desenvolva iniciativas voltadas ao tema, ainda há desafios importantes para consolidar essa pauta em suas ações. “Precisamos compreender melhor como os dados étnico-raciais são produzidos e fortalecer pesquisas capazes de qualificar essas informações”, afirmou. Na oportunidade, Palacios citou a criação do Sedap+, plataforma do Inep que amplia o acesso de pesquisadores a bases de dados educacionais, adotando protocolos de segurança que reduzem o risco de reidentificação dos titulares dos dados. 

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O seminário é o primeiro resultado do diálogo interinstitucional estabelecido entre o Inep e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados à promoção da igualdade de raça e de gênero. 

A representante do CEERT, Cida Bento, explicou que o seminário integra um processo de construção coletiva desenvolvido ao longo do último ano entre instituições e pesquisadores comprometidos com a promoção da equidade racial na educação. “A iniciativa teve início a partir de diálogos com o MEC, com o objetivo de incentivar o Inep a ampliar a diversidade em suas equipes e fortalecer a interlocução com pesquisadores negros e suas organizações”, destacou.  

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Programação – Além da abertura, a programação do seminário contou com dois painéis temáticos. O primeiro deles, intitulado “Dados sobre raça e etnia na educação brasileira: onde estamos e para onde devemos ir?”, reuniu representantes da Segape, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na sequência, o painel “Uma agenda de pesquisa sobre equidade racial na educação brasileira” promoveu reflexões sobre caminhos para o fortalecimento de estudos e políticas públicas na área, com participação de especialistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep  

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

MEC cria comissão para implantar a Unind

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Logo após a sanção da lei de criação da Universidade Federal Indígena (Unind) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida na última quinta-feira, 28 de maio, o Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira, 1º de junho, a Portaria MEC nº 501/2026, que cria a comissão de implantação da nova instituição de educação superior. 

A comissão terá papel decisivo e atuará nas fundações estruturais da Unind. Entre as suas competências, a comissão deverá realizar debates e estudos técnicos, além de ser responsável por elaborar documentos essenciais, como o estatuto, o regimento geral e o projeto pedagógico institucional. A equipe também definirá toda a estrutura acadêmica e organizacional e vai propor o modelo de governança da 70ª universidade federal brasileira. 

Composição plural e representativa – Para garantir que a implantação atenda às necessidades dos povos originários e conte com a expertise do meio acadêmico, a comissão será formada por representantes titulares e suplentes de diferentes esferas. A composição estabelecida pela portaria conta com:  

  • MEC: seis representantes, incluindo a Secretaria-Executiva (SE), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e a Secretaria de Educação Superior (Sesu), que exercerá a secretaria-executiva do grupo.  
  • Oito membros indicados pelo Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI).  
  • Dois representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). 
  • Dois da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).  
  • Cinco representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). 

Funcionamento e prazos – A comissão terá autonomia para escolher sua presidência e vice-presidência, mediante aprovação de maioria simples dos membros. As reuniões do grupo ocorrerão uma vez por mês, podendo haver convocações extraordinárias por parte da presidência.  

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Para enriquecer as discussões, a comissão também poderá convidar especialistas e representantes de outras entidades públicas, privadas, indígenas e indigenistas para contribuir com os debates, atuando sem direito a voto.  

Um cronograma detalhado de trabalho ainda será estabelecido pelo colegiado e encaminhado ao ministro da Educação, Leonardo Barchini. A comissão terá o prazo de duração de um ano, contado a partir da sanção da lei que criou a Unind, período que poderá ser prorrogado por mais um ano, se necessário. A participação na comissão é considerada prestação de serviço público relevante e seus integrantes não serão remunerados.  

Unind – A Universidade Federal Indígena tem como objetivos produzir conhecimentos científicos e técnicos voltados ao fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à garantia dos direitos indígenas, em diálogo com os conhecimentos e saberes tradicionais; desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover extensão universitária; valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas; promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem viver dos povos indígenas; e valorizar, preservar e difundir os saberes, culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.  

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A instituição deve iniciar as atividades acadêmicas em 2027, com a oferta de dez cursos de graduação voltados às áreas consideradas estratégicas para os povos indígenas, como gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores, além de áreas estratégicas para autonomia e atuação profissional. Os demais cursos e possíveis novos campi deverão ser implementados gradativamente. 

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Histórico – A criação de uma universidade indígena é uma demanda histórica que começou a ser debatida no âmbito da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI) do MEC ainda em 2010. Em 2014, o ministério instituiu um grupo de trabalho para realizar estudos sobre a criação de uma instituição de educação superior intercultural indígena.  

O debate ganhou novo impulso em 2023, quando o então ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra dos Povos Indígenas à época, Sônia Guajajara, reuniram-se com representantes do FNEEI e pactuaram a retomada da proposta. Em 2024, o MEC criou um novo grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Educação Superior (Sesu), para elaborar estudos técnicos sobre a viabilidade da instituição. Como parte desse processo, foram realizados 20 seminários de consulta prévia com os povos indígenas, conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  

Os encontros ocorreram em todas as regiões do país, reunindo 3.272 participantes entre indígenas, lideranças, pesquisadores e professores universitários. Os seminários resultaram em um relatório consolidado que apontou a viabilidade da criação de uma universidade multicampi e recomendou Brasília como sede inicial da instituição. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

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Fonte: Ministério da Educação

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