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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula recebe diretoria da FPA para discutir pautas estratégicas da agropecuária brasileira

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Em reunião realizada nesta terça-feira (9), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu a diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir temas prioritários relacionados à competitividade, à sustentabilidade, à inovação e ao aperfeiçoamento regulatório do setor agropecuário brasileiro.

O encontro proporcionou a troca de informações sobre iniciativas em andamento no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de desafios e oportunidades para o fortalecimento da produção agropecuária nacional nos mercados interno e internacional.

Entre os temas discutidos estiveram as questões relacionadas ao comércio internacional e ao acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que o Mapa mantém interlocução técnica permanente com as autoridades da União Europeia, com o objetivo de prestar os esclarecimentos necessários e demonstrar a robustez dos sistemas brasileiros de controle sanitário, rastreabilidade e certificação.

A Portaria Mapa nº 886/2026, que internaliza o Regulamento Técnico do Mercosul para classificação, padronização, qualidade e embalagem do morango in natura, também integrou a pauta da reunião. A norma atualiza dispositivos regulatórios vigentes desde 1996 e contribui para a harmonização dos padrões de comercialização no âmbito do bloco. Diante das demandas apresentadas por representantes do setor produtivo, foram discutidos aspectos relacionados ao período de adaptação à nova regulamentação, tema que seguirá sendo acompanhado pelo Ministério em diálogo com o setor.

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Na área regulatória, foram apresentados os principais avanços conduzidos pelo Mapa, com destaque para a atualização da regulamentação relacionada a pesticidas; o encaminhamento de novos decretos regulamentadores da Lei nº 14.515/2022 (Lei do Autocontrole); o avanço da regulamentação do marco legal dos bioinsumos; e a revisão do Decreto nº 1.981/1981, com vistas à modernização das normas aplicáveis ao uso de drones em atividades agropecuárias.

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Também foram debatidas questões relacionadas ao abastecimento de vacinas contra clostridioses e os impactos dos custos de produção sobre a atividade agropecuária. O tema segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes, considerando sua relevância para a sanidade animal e para a sustentabilidade econômica das propriedades rurais.

No âmbito do Plano Safra, foram apresentadas informações preliminares sobre as propostas em discussão, com foco na ampliação do acesso ao crédito, na manutenção de condições adequadas de financiamento e no fortalecimento dos instrumentos de apoio à produção.

O fortalecimento da atividade produtiva também esteve em pauta, especialmente no que se refere à ampliação do acesso ao crédito, à inovação e à modernização.

A agenda incluiu ainda debates sobre iniciativas e propostas em andamento voltadas ao aperfeiçoamento do ambiente regulatório, à sustentabilidade e ao desenvolvimento da agropecuária brasileira, em consonância com os desafios e oportunidades do setor.

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Ao final do encontro, o ministro André de Paula reafirmou o compromisso do Ministério com o diálogo permanente e construtivo com o setor produtivo e seus representantes. “O Mapa está sempre de portas abertas para dialogar com a FPA”, destacou, ressaltando que continuará levando as demandas e contribuições do setor às demais áreas do governo federal.

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Participaram da reunião o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR); os deputados federais Sergio Souza (MDB-PR), Alceu Moreira (MDB-RS), Marussa Boldrin (MDB-GO), Zé Vitor (PL-MG), Tião Medeiros (PP-PR), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e Pezenti (MDB-SC); a presidente-executiva do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella; e o diretor de Relações Institucionais da FPA, Giuseppe Lobo.

Pelo Mapa participaram o secretário-executivo substituto, Fábio Rodrigues; o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; o secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; o secretário-adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz; o consultor jurídico, Pedro Loureiro; o chefe de Gabinete da Secretaria de Defesa Agropecuária, Marco Alencar; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, Lucas Ferrugem; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos, Anderson Sampaio; e a assessora especial Sibelle Andrade.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

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A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

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Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

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Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

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Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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