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AGRONEGÓCIO

Expointer 2026 abre inscrições para ovinos com exigência de DNA e reforça qualificação genética dos rebanhos

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A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos) abriu o período de inscrições para expositores interessados em participar da Expointer 2026. O prazo segue até 27 de julho, às 16h, com cadastro realizado pelo site oficial da entidade: Arco Ovinos.

A 49ª edição da feira será realizada entre 29 de agosto e 6 de setembro de 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo criadores de diversas regiões do país.

DNA passa a ser exigência obrigatória para ovinos na Expointer 2026

Uma das principais mudanças desta edição é a obrigatoriedade da comprovação de parentesco por meio de exame de DNA para ovinos expostos, conforme determinação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)).

A medida, já adotada progressivamente pela Arco nos últimos anos, busca elevar o padrão de controle genético e garantir maior confiabilidade na rastreabilidade dos rebanhos apresentados na feira.

Segundo o presidente da Arco, Edemundo Gressler, todos os animais participantes deverão ter vínculo de parentesco comprovado com o pai, dentro de um sistema já estruturado de banco de dados genético mantido pela entidade.

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Inscrições, limites por raça e valores são mantidos pela entidade

As inscrições são feitas exclusivamente online, com taxa entre R$ 190 e R$ 230 para associados, variando conforme o número de animais inscritos. Cada expositor poderá apresentar até 20 exemplares por raça e/ou variedade.

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A Arco reforça que a manutenção dos valores de 2025 leva em consideração os custos elevados de participação na feira, como transporte, hospedagem, alimentação e manejo dos animais durante o evento.

Evento deve reunir genética de alto padrão e criadores de várias regiões

A expectativa da entidade é de uma edição marcada pela presença de animais com elevado padrão genético, representando a evolução da ovinocultura brasileira.

Devem participar criadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de produtores de outras regiões do país, ampliando a diversidade genética dos rebanhos expostos.

Parcerias institucionais reforçam organização da Expointer

A Arco atua em conjunto com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul e entidades como a FARSUL e a FEBRAC na organização dos procedimentos de inscrição e na condução das etapas burocráticas do evento.

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Arco orienta criadores sobre coleta de DNA e prazos laboratoriais

A entidade reforça a importância de que os criadores antecipem a coleta de material genético para evitar atrasos nos processos laboratoriais.

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A recomendação é que o procedimento seja realizado com técnicos credenciados, garantindo que os animais estejam aptos dentro dos prazos exigidos para participação na feira.

O presidente da Arco, Edemundo Gressler, alerta que o planejamento é essencial para evitar contratempos na homologação dos animais inscritos.

Regulamento deve ser consultado pelos expositores

A Arco também orienta os participantes a consultarem a circular oficial da Expointer 2026, que detalha exigências específicas de cada raça, incluindo pesos mínimos, critérios de tosquia e requisitos reprodutivos.

A medida reforça o compromisso da entidade com a padronização técnica e a valorização genética da ovinocultura brasileira na principal feira agropecuária da América Latina.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisa revela que manejo adequado do solo aumenta infiltração de água e fortalece lavouras contra estiagens

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A compactação do solo tem se consolidado como um dos principais desafios para a produtividade agrícola no Brasil, especialmente em regiões que enfrentam períodos recorrentes de estiagem. Além de restringir o crescimento das raízes, o problema reduz a infiltração de água, limita a circulação de oxigênio no perfil do solo e compromete a eficiência do sistema de plantio direto, amplamente adotado nas principais regiões produtoras de grãos.

Com o objetivo de identificar alternativas capazes de minimizar esses impactos, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá, conduziram estudos que avaliaram práticas de manejo voltadas à melhoria das condições físicas e químicas do solo sem a necessidade de revolvimento intenso da área.

Descompactação do solo melhora infiltração e ambiente radicular

As pesquisas foram realizadas em áreas experimentais do IFRS e analisaram os efeitos da descompactação mecânica combinada com a aplicação de corretivos agrícolas, como calcário e gesso, sobre os atributos do solo e o desempenho da cultura da soja.

Os estudos compararam diferentes estratégias de manejo dentro do sistema de plantio direto, buscando compreender como a redução da compactação pode favorecer a infiltração de água, melhorar o ambiente radicular e aumentar a eficiência no uso dos recursos disponíveis pelas plantas.

De acordo com os resultados obtidos, a associação entre descompactação mecânica e calagem apresentou os melhores indicadores para a correção da acidez em camadas subsuperficiais do solo.

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Os pesquisadores observaram que o pH permaneceu mais elevado nas áreas onde foi utilizado o descompactador rotativo em conjunto com a aplicação de calcário, indicando maior movimentação do corretivo para profundidades superiores às observadas nos tratamentos com aplicação exclusivamente superficial.

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Enquanto a calagem tradicional concentrou seus efeitos nos primeiros 10 centímetros do perfil do solo, os manejos que incluíram a descompactação apresentaram benefícios perceptíveis até aproximadamente 15 centímetros de profundidade.

Ganhos na produtividade da soja reforçam benefícios do manejo

Além das melhorias químicas, os estudos também identificaram reflexos positivos na estrutura física do solo e no desempenho das lavouras.

As áreas submetidas à descompactação registraram ganhos numéricos de produtividade, com rendimento médio próximo de 200 quilos por hectare acima da média geral do experimento. Também foram observados aumentos no peso de mil grãos nos tratamentos que receberam correção do solo.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da estrutura física favorece o armazenamento de água no perfil do solo, contribuindo para reduzir os efeitos dos períodos de déficit hídrico e aumentando a capacidade das plantas de enfrentar condições climáticas adversas.

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Saúde do solo ganha papel estratégico no agronegócio

A crescente frequência de estiagens e a necessidade de elevar a produtividade sem expansão de área tornam o manejo adequado do solo uma estratégia cada vez mais relevante para a sustentabilidade da produção agrícola.

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Para Silmo de Ávila, diretor da Agross do Brasil, a pesquisa reforça a importância da integração entre ciência e campo para o desenvolvimento de soluções eficientes.

“Hoje, quando o produtor enfrenta estiagens mais frequentes e precisa produzir mais sem ampliar área, olhar para a saúde do solo passou a ser uma questão estratégica. Ver uma instituição como o IFRS estudando os impactos da compactação e avaliando tecnologias voltadas à infiltração de água e à preservação do plantio direto reforça a importância de aproximar pesquisa e realidade do campo. O produtor precisa de soluções que tragam resultado prático e ajudem a construir lavouras mais resilientes no longo prazo”, afirma.

Solo saudável é aliado da produtividade e da segurança hídrica

Os resultados obtidos pelo IFRS evidenciam que práticas de manejo voltadas à redução da compactação podem gerar benefícios que vão além do aumento da produtividade, contribuindo para melhorar a infiltração de água, ampliar a eficiência do uso dos corretivos agrícolas e fortalecer a resiliência das lavouras diante dos desafios climáticos.

Em um cenário de crescente variabilidade do clima, investimentos em qualidade física e química do solo tornam-se cada vez mais importantes para garantir sustentabilidade, estabilidade produtiva e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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