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Ministério Público MT

Liminar suspende publicidade da MRV que anuncie ITBI e registro grátis

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A 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Cuiabá obteve liminar favorável para que as empresas MRV Prime Projeto MT B Incorporações SPE Ltda. e MRV Engenharia e Participações S/A suspendam, no prazo de 10 dias, em todos os meios de divulgação, o uso das expressões “grátis” e “gratuidade” em relação ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e às taxas de registro imobiliário. A determinação se aplica sempre que houver previsão contratual de reembolso, direto ou indireto, ou de repasse desses custos ao consumidor. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 200 mil.A decisão foi proferida no âmbito de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que identificou indícios de práticas abusivas na comercialização de imóveis pelas empresas. Conforme apurado, as construtoras veiculavam campanhas publicitárias com promessas de “ITBI grátis” e “registro grátis”, induzindo os consumidores a acreditar que essas despesas seriam integralmente assumidas pelas fornecedoras.Entretanto, os contratos celebrados previam, na prática, o repasse desses valores aos compradores, ainda que sob outras denominações, como forma de reembolso parcelado. De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a divergência entre a publicidade e as cláusulas contratuais pode caracterizar publicidade enganosa, em afronta ao Código de Defesa do Consumidor.A ação também apontou falta de clareza nas condições de pagamento. Segundo o Ministério Público, em alguns casos, as parcelas da entrada eram apresentadas como fixas ou decrescentes, mas sofriam reajustes ao longo do contrato, com base em índices como Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescidos de juros. Essa sistemática comprometeria o planejamento financeiro dos consumidores e dificulta a compreensão do custo total do imóvel.Além da suspensão da publicidade considerada irregular, a decisão judicial determinou a inversão do ônus da prova, atribuindo às empresas a responsabilidade de demonstrar que prestaram informações adequadas e transparentes aos consumidores e que os contratos atendem às normas legais. Também foi determinada a suspensão dos processos individuais em tramitação no estado sobre o mesmo tema, com o objetivo de evitar decisões conflitantes e assegurar tratamento uniforme às demandas, concentrando a análise na ação coletiva.

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Foto: Arne Müseler.

Fonte: Ministério Público MT – MT

Ministério Público MT

Com apoio do Gaeco, suspeita de duplo homicídio é presa em MT

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Uma mulher de 30 anos, investigada por participação em um duplo homicídio ocorrido no município de Nova Andradina (MS), foi presa nesta quarta-feira (17) em Barra do Garças. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, e contou com o suporte do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi efetuada por investigadores da 2ª Delegacia de Barra do Garças, que auxiliaram o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras) no cumprimento de um mandado de prisão temporária, expedido pela Vara Criminal da Comarca de Nova Andradina. A suspeita foi localizada em uma residência situada no bairro Vila União.A identificação e qualificação da investigada contaram com apoio fundamental do Gaeco de Barra do Garças, que prestou suporte às autoridades sul-mato-grossenses no levantamento de informações estratégicas. O trabalho integrado entre as forças de segurança foi determinante para a localização da suspeita no município.Além da prisão, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no imóvel onde a mulher se encontrava. Durante a diligência, os policiais recolheram materiais que poderão contribuir com o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.Conforme apurado, a mulher é suspeita de envolvimento em um ataque a tiros registrado na madrugada do dia 7 de junho, em Nova Andradina. Na ocasião, duas pessoas, de 22 e 43 anos, morreram após serem atingidas por disparos de arma de fogo.Os detalhes sobre a participação da mulher no crime não foram divulgados, e o caso segue sob investigação da Delegacia de Nova Andradina.O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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