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Soja sobe em Chicago com rumores de compras da China e clima nos EUA; preços avançam no mercado brasileiro

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O mercado da soja iniciou esta quarta-feira (17) em ritmo positivo, impulsionado pela continuidade da alta dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e por especulações envolvendo uma possível retomada das compras chinesas de soja norte-americana. Ao mesmo tempo, preocupações com o clima nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos adicionam prêmio de risco às cotações, sustentando um ambiente mais favorável para os preços no Brasil.

A combinação entre valorização externa e volatilidade cambial mantém o mercado doméstico aquecido, especialmente nas negociações com a indústria, que em diversas regiões tem oferecido valores superiores à paridade de exportação.

Rumores de demanda chinesa impulsionam Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja ampliam os ganhos registrados na sessão anterior. O contrato julho operava com alta próxima de 0,8%, sendo negociado acima de US$ 11,38 por bushel durante a manhã.

O movimento é sustentado principalmente por rumores de que importadores chineses estariam consultando preços para novas compras de soja dos Estados Unidos com embarques previstos para o quarto trimestre deste ano.

Além da possível retomada da demanda chinesa, investidores acompanham atentamente os modelos climáticos para o Corn Belt, principal região produtora norte-americana. As previsões indicam condições mais quentes e secas para parte de julho, cenário que pode afetar o desenvolvimento inicial das lavouras e aumentar os riscos produtivos.

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A recuperação também ocorre após a forte pressão observada no início da semana, quando o mercado foi impactado pela queda do petróleo e do óleo de soja. Nesta quarta-feira, o farelo de soja voltou a registrar valorização, contribuindo para o avanço do complexo soja.

USDA aponta boas condições das lavouras

Apesar da reação dos preços, os fundamentos de oferta continuam relativamente confortáveis nos Estados Unidos.

Dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que 95% da área prevista já foi plantada, enquanto 88% das lavouras já emergiram. Além disso, 66% das plantações apresentam condições classificadas como boas ou excelentes.

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Mesmo assim, o mercado segue sensível às mudanças climáticas previstas para as próximas semanas, período considerado decisivo para o potencial produtivo da safra norte-americana.

Mercado brasileiro registra negócios mais ativos

No Brasil, a valorização em Chicago e o comportamento do dólar abriram espaço para melhores indicações de preços e estimularam a comercialização, especialmente no mercado interno.

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Segundo analistas de mercado, a indústria voltou a exercer papel importante nas negociações, oferecendo preços competitivos em diversas regiões produtoras e, em alguns casos, trabalhando acima da paridade de exportação.

Enquanto isso, os produtores permanecem cautelosos, liberando volumes de forma gradual na expectativa de novas altas.

Nos portos, o movimento foi mais moderado, mas os preços também apresentaram reação positiva.

Entre as principais regiões produtoras, a saca avançou para R$ 126,00 em Passo Fundo (RS) e R$ 127,00 em Santa Rosa (RS). Em Cascavel (PR), as indicações chegaram a R$ 120,50 por saca. Em Dourados (MS), os preços alcançaram R$ 115,00, enquanto em Rondonópolis (MT) atingiram R$ 112,00. Em Rio Verde (GO), a soja passou a ser negociada em torno de R$ 114,00 por saca.

Nos portos, Paranaguá (PR) registrou avanço para R$ 132,00 por saca, enquanto Rio Grande (RS) chegou a R$ 133,00.

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O indicador de Paranaguá voltou a trabalhar na faixa entre R$ 132 e R$ 133 por saca, melhorando as margens para produtores que ainda possuem estoque da safra 2025/26.

Exportações seguem aquecidas

Outro fator que contribui para o cenário positivo é o desempenho das exportações brasileiras.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou em 6,5% sua projeção para os embarques de soja em junho, reforçando a forte demanda internacional pelo produto brasileiro.

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Esse movimento ajuda a sustentar os preços internos mesmo diante da expectativa de uma ampla oferta global.

Custos da próxima safra preocupam produtores

Embora o cenário atual seja mais favorável para a comercialização da safra disponível, produtores já demonstram preocupação com os custos da temporada 2026/27.

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Em Mato Grosso, principal estado produtor do país, o custo estimado de produção da próxima safra subiu 3,21%, alcançando R$ 4.315,29 por hectare. O aumento é atribuído principalmente à elevação dos preços de fertilizantes, defensivos agrícolas e corretivos de solo.

Além disso, estados como Mato Grosso do Sul já iniciaram o período de vazio sanitário da soja, medida fundamental para o controle da ferrugem asiática e para o planejamento da próxima temporada.

Mercado acompanha dólar e cenário internacional

No câmbio, o dólar comercial opera próximo da estabilidade, cotado ao redor de R$ 5,09. A moeda norte-americana segue influenciando diretamente a formação dos preços da soja no mercado brasileiro.

Enquanto isso, os mercados globais apresentam comportamento positivo. As bolsas asiáticas encerraram o dia em alta, enquanto as europeias operam sem direção única. O petróleo também avança, com o WTI negociado acima de US$ 76 por barril.

Perspectiva

A combinação entre possíveis compras chinesas, preocupações climáticas nos Estados Unidos e firmeza da demanda internacional mantém o viés positivo para a soja neste momento. Caso os rumores de negócios com a China se confirmem e o clima no Corn Belt continue gerando incertezas, Chicago poderá sustentar novos ganhos, fortalecendo as cotações nos portos e no interior do Brasil nos próximos dias.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Coamo reúne mil produtores em Dourados e reforça difusão de tecnologia para culturas de inverno

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A Coamo Agroindustrial Cooperativa promoveu nos dias 9 e 10 de junho a terceira edição do Encontro de Inverno de Dourados, em Mato Grosso do Sul, reunindo cerca de mil cooperados em sua estação de pesquisa. O evento teve como foco a transferência de tecnologia, a apresentação de resultados de pesquisas e a discussão de estratégias para o manejo das culturas de inverno na região.

A programação contou com cinco estações técnicas voltadas aos principais desafios do sistema produtivo regional, além de uma palestra sobre climatologia, abordando os impactos das condições climáticas sobre a agricultura e as perspectivas para as próximas safras.

Fazenda Experimental fortalece pesquisa e assistência técnica

O encontro reforçou a importância da Fazenda Experimental da Coamo como centro de geração e disseminação de conhecimento para os produtores rurais. O espaço tem sido utilizado para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, validação de tecnologias e demonstração de práticas agronômicas adaptadas às condições da região.

Segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, a estrutura representa um importante avanço para os cooperados do Mato Grosso do Sul.

“É uma satisfação realizar mais uma edição desse evento. A Fazenda Experimental nasceu de um projeto que era um sonho para a cooperativa e para os produtores da região, e hoje se consolida como uma ferramenta importante para a evolução da agricultura”, destacou.

Conhecimento aplicado ao dia a dia do produtor

Durante os dois dias de atividades, os participantes tiveram acesso a informações práticas desenvolvidas pela equipe técnica da cooperativa e por empresas parceiras, com foco em soluções que possam ser incorporadas diretamente ao sistema produtivo das propriedades.

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O produtor rural Tiago Dal Bosco, cooperado em Laguna Carapã (MS), acompanha o evento desde sua primeira edição e destaca a relevância do conteúdo apresentado.

Segundo ele, o encontro oferece informações técnicas de forma objetiva e aplicada, permitindo que os participantes levem para suas propriedades conhecimentos importantes para a tomada de decisão no campo.

Manejo, produtividade e clima no centro dos debates

De acordo com o gerente de Assistência Técnica da Coamo, Marcelo Sumiya, a proposta é transformar os encontros técnicos em uma atividade permanente dentro da rotina dos cooperados.

A programação é estruturada para abordar temas relacionados aos sistemas de produção predominantes na área de atuação da cooperativa, abrangendo Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os conteúdos apresentados incluem manejo de culturas, tecnologias de produção, conservação de solo, nutrição de plantas, proteção de cultivos e estratégias para enfrentar os desafios climáticos que impactam a agricultura brasileira.

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“O objetivo é que o cooperado enxergue o encontro como uma extensão da unidade de atendimento da cooperativa, incorporando essa agenda técnica ao seu planejamento anual”, explicou Sumiya.

Próximo encontro será em Campo Mourão

A Coamo já prepara a realização de mais uma edição dos tradicionais encontros técnicos, desta vez em Campo Mourão (PR), entre os dias 23 e 25 de junho.

A expectativa é reunir cooperados do Paraná e de Santa Catarina para uma programação semelhante à realizada em Dourados, incluindo apresentações técnicas, resultados de pesquisas conduzidas pela cooperativa e palestras sobre tendências climáticas para o agronegócio.

A iniciativa faz parte da estratégia da Coamo de fortalecer a assistência técnica e ampliar o acesso dos produtores às inovações que contribuem para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da rentabilidade das propriedades rurais.

Transferência de tecnologia impulsiona competitividade no campo

Em um cenário cada vez mais desafiador para a produção agrícola, eventos técnicos como o Encontro de Inverno ganham relevância por aproximar pesquisa, inovação e prática de campo.

Ao promover a troca de experiências e a atualização tecnológica dos cooperados, a Coamo reforça seu papel no desenvolvimento da agricultura regional e na busca por sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e preparados para os desafios do mercado e do clima.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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