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MATO GROSSO

Programa Todos pelo Araguaia deve recuperar mil hectares de áreas degradadas até dezembro

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) deve concluir, até o final deste ano, os três lotes de execução do Programa “Todos pelo Araguaia”, alcançando a recuperação de aproximadamente 1.000 hectares de áreas degradadas na Bacia Hidrográfica do Alto Araguaia.

Nesta quarta-feira (17), representantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e analistas ambientais de 14 estados brasileiros realizaram visitas técnicas a propriedades rurais beneficiadas pelo programa nos municípios de Barra do Garças e Torixoréu.

A atividade teve como objetivo conhecer de perto as ações de restauração ambiental desenvolvidas em Mato Grosso e avaliar os resultados já alcançados pela iniciativa.

Proprietária da Fazenda Cristal, localizada no município de Torixoréu, Enir Gonzaga Almeida conta que a recuperação de 31 hectares de sua propriedade representa a realização de um sonho.

“Eu nasci aqui na região e depois fui morar em Ribeirão Preto, em São Paulo. Quando eu passava por aqui tinha vontade de chorar porque o Rio Araguaia estava ficando seco. Quando eu me aposentei e decidimos voltar para a nossa terra, eu sentia a necessidade de fazer algo. Foi quando o projeto chegou até nós, uma bênção de Deus que veio até a nossa porta”, disse.

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Na propriedade, foram recuperados 31 hectares de área, incluindo uma Área de Preservação Permanente (APP) que abriga três nascentes. A intervenção contemplou a instalação de cercamento para proteção da vegetação e o plantio de 6.163 mudas de espécies nativas do Cerrado.

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“Há muito tempo queríamos fazer a recuperação dessa área, mas infelizmente não tínhamos condições por ser muito caro. Com o Todos pelo Araguaia, isso está sendo possível. Estou muito feliz vendo os resultados”, acrescentou a proprietária da Fazenda Cristal.

O Programa Todos pelo Araguaia é executado em 12 municípios mato-grossenses: Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Araguainha, Barra do Garças, General Carneiro, Guiratinga, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Tesouro e Torixoréu.

Entre as iniciativas implementadas pelo programa estão projetos de reflorestamento das margens dos rios, implementação de técnicas de manejo sustentável do solo e da água, campanhas educativas voltadas à sensibilização da população sobre a importância da conservação ambiental e o fomento de práticas agrícolas sustentáveis que harmonizem a produção econômica com a preservação dos ecossistemas.

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Para aderir ao programa, o proprietário assina um termo de compromisso. As etapas do projeto incluem planejamento, plantio, manutenção, monitoramento e concessão do selo. Entre os benefícios da adesão estão a recuperação da área degradada, a valorização da propriedade, o aumento da produtividade e o apoio técnico especializado.

O proprietário da área recebe ainda o Selo Defensor do Araguaia, criado pelo Governo de Mato Grosso, como reconhecimento pela contribuição à restauração ambiental.

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O Todos pelo Araguaia é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e conta também com o apoio de parceiros como o Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI) e o Ministério Público Estadual.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Seduc apresenta ações de Educação Profissional e Tecnológica em seminário nacional da FGV

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) participa, nesta quarta e quinta-feira (17 e 18.6), do 3º Seminário da série Diálogos Formativos sobre Gestão da Aprendizagem, realizado no Centro Cultural FGV, no Rio de Janeiro. A secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, representa Mato Grosso no encontro, que reúne gestores e especialistas para debater a transformação da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil.

A terceira edição do seminário tem como tema “Transformação da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil” e discute caminhos para fortalecer a qualidade da EPT no ensino médio. A programação aborda o desenho de programas, o uso de dados na gestão, a formação de professores e a articulação entre a formação geral básica e a formação técnica.

Durante o evento, Flávia destacou que a expansão da EPT exige mais do que apenas a abertura de turmas. Para ela, a modalidade precisa estar vinculada ao projeto de vida dos estudantes, às vocações econômicas dos municípios e às oportunidades reais do mundo do trabalho.

“A Educação Profissional e Tecnológica representa uma mudança de mentalidade. Ela começa quando o estudante entende que a escola também pode abrir caminhos concretos para o seu futuro. Em Mato Grosso, temos olhado para essa política também sob o recorte da equidade, porque a EPT pode ampliar oportunidades justamente para quem mais precisa de uma formação conectada à vida real”, afirmou a secretária.

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Ela também citou a Expo Estudantil como uma das ações desenvolvidas para aproximar os estudantes das possibilidades de formação e de carreira. O evento é direcionado a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e reúne empresas de diferentes segmentos, universidades e parceiros como o Sebrae, com palestras, exposições de profissões e atividades voltadas ao empreendedorismo.

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Segundo Flávia, esse contato antecipado ajuda o estudante a fazer escolhas mais conscientes antes de chegar ao ensino médio. “Quando o aluno conhece cursos, profissões, empresas e trajetórias possíveis, ele passa a olhar para a escola com outro sentido. A escolha por um percurso formativo não pode ser feita no escuro. Ela precisa vir acompanhada de orientação, repertório e escuta”, disse.

Na Rede Estadual, a Educação Profissional e Tecnológica integra a educação básica à formação técnica, com cursos em áreas ligadas à agricultura, à indústria, aos serviços, à tecnologia, ao meio ambiente e à inovação. A oferta considera as demandas sociais, econômicas e produtivas de cada região, aproximando a escola da realidade dos municípios.

Para 2026, a Seduc ampliou a presença da EPT para 97 municípios, com turmas em 263 escolas e 45 cursos ofertados. A modalidade está presente nas 12 Diretorias Regionais de Educação e na Diretoria Metropolitana de Educação, em parceria com instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

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Flávia reforçou que o debate nacional evidencia a necessidade de políticas públicas capazes de garantir a escala, a qualidade e a permanência dos estudantes. “Em Mato Grosso, a expansão da EPT na rede estadual é acompanhada de gestão, dados, professores preparados e de parceria com quem conhece o mundo produtivo.”

O seminário reúne experiências brasileiras, evidências internacionais e referências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A proposta é apoiar os estados na criação, expansão e sustentação de programas de EPT de alta qualidade, com foco no desenvolvimento dos estudantes e na contribuição da educação para o desenvolvimento econômico e social.

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Fonte: Governo MT – MT

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