Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

MJSP lança modelo para orientar a tomada de decisão em situações de uso da força

Publicado em

Brasília, 19/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lançou, na quinta-feira (18), o modelo 2PDA (Perceber o Ambiente, Perceber Comportamentos, Decidir e Agir), uma referência para apoiar a tomada de decisão de profissionais de segurança pública em situações de uso da força.

A metodologia reforça a avaliação contínua de cenários operacionais, a identificação de riscos, a tomada de decisão fundamentada e a adoção de respostas compatíveis com os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e precaução.

O modelo busca fortalecer a capacidade dos profissionais de analisar contextos complexos, antecipar riscos e selecionar as alternativas mais adequadas para cada situação, contribuindo para uma atuação mais segura, eficiente e alinhada aos direitos fundamentais.

“O 2PDA representa um avanço na forma como as instituições de segurança pública preparam seus profissionais para lidar com situações críticas. A proposta reforça que o uso da força não é um ato isolado, mas um processo contínuo de percepção, análise, decisão e ação, orientado pela proteção da vida e pela segurança de profissionais e cidadãos”, afirma o coordenador-geral do Sistema Único de Segurança Pública, Márcio Mattos.

Leia Também:  MME publica quinta emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica 2025

Como foi construída a iniciativa

Advertisement

A metodologia integra o Caderno Temático de Referência sobre Uso Diferenciado da Força: Doutrina, Ensino, Informações e Controle, lançado pela Senasp no âmbito do Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força. O documento reúne diretrizes voltadas ao fortalecimento da doutrina, da formação profissional, da produção de informações estratégicas e dos mecanismos de controle institucional relacionados ao tema.

Elaborado pela Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp/Senasp), o caderno oferece subsídios para gestores, instrutores, corregedorias, centros de formação e demais profissionais responsáveis pela formulação, implementação e avaliação de políticas e práticas relacionadas ao uso diferenciado da força.

“O caderno foi concebido para transformar princípios e diretrizes em orientações concretas para as instituições de segurança pública. Nosso objetivo é fortalecer a doutrina nacional, qualificar os processos de ensino e ampliar a capacidade institucional de monitorar, avaliar e aperfeiçoar a atuação profissional”, destaca Mattos.

A publicação foi construída de forma colaborativa, com participação de representantes das polícias militares, polícias civis, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias penais, guardas municipais, universidades, Ministério Público, Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Leia Também:  Projeto Guanabara fortalece energia no Sudeste com nova conexão entre Rio e Espírito Santo

O documento está estruturado em quatro eixos — doutrina, ensino, informações e controle — e apresenta diretrizes voltadas à consolidação de uma referência nacional para o uso diferenciado da força, ao aperfeiçoamento dos processos de capacitação profissional, à produção de informações estratégicas e ao fortalecimento dos mecanismos de supervisão e governança institucional.

Advertisement

A iniciativa está alinhada à Lei nº 13.060/2014, ao Decreto nº 12.341/2024 e às Portarias MJSP nº 855 e nº 856/2025, que compõem o marco normativo nacional sobre o uso da força. Nesse contexto, o caderno contribui para transformar diretrizes normativas em orientações práticas para a gestão institucional e para a atuação cotidiana dos profissionais de segurança pública.

O Caderno Temático de Referência sobre Uso Diferenciado da Força: Doutrina, Ensino, Informações e Controle está disponível para consulta pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Advertisement

BRASIL

Governo Federal lança campanha que alerta para relação entre álcool e violência contra a mulher durante a Copa do Mundo

Published

on

Brasília, 19/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em ação conjunta entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e a Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), lançou a campanha de conscientização “Violência contra a mulher não faz parte do jogo”, que aborda a relação entre o consumo abusivo de álcool e a violência contra a mulher.

A vinheta será publicada simultaneamente nas redes sociais oficiais das pastas 30 minutos antes da partida entre Brasil e Haiti, às 21h30 desta sexta-feira (19), no horário de Brasília.

Comércio local entra em campo

A Senad, por meio de assessores territoriais, articulou a veiculação gratuita do vídeo em espaços de socialização durante o período da Copa do Mundo, antes, durante o intervalo ou após os jogos da seleção brasileira.

A Saju ampliou a articulação com o Ministério do Empreendedorismo para expandir a rede de estabelecimentos parceiros na divulgação. Bares e restaurantes que transmitem os jogos em todo o País integram a campanha e exibirão a peça antes das partidas, ampliando o alcance da mensagem de prevenção.

Advertisement

Prevenção

Leia Também:  Fundo Nacional de Segurança Pública impulsiona modernização da segurança pública no Amapá com mais de R$ 20 milhões

A iniciativa é motivada por evidências de que o consumo de bebidas alcoólicas tende a aumentar durante jogos e comemorações, o que pode potencializar situações de violência contra a mulher.

Segundo estudos que embasam a campanha, uma em cada três mulheres brasileiras já sofreu algum tipo de violência, e em dias de jogos as ameaças aumentam cerca de 24%.

O consumo abusivo de álcool é um dos fatores associados a esse cenário: mulheres cujos parceiros fazem uso excessivo de bebidas alcoólicas têm mais que o dobro de risco de sofrer violência doméstica.

Articulação intersetorial

Advertisement

A ação foi construída a partir de uma proposta de mobilização conjunta de enfrentamento à violência contra a mulher, formulada pelo MJSP no âmbito da Diretoria de Proteção e Reinserção Social da Senad e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).

“Decidimos aproveitar o período da Copa do Mundo para trazer um olhar de prevenção e redução de danos aos casos de violência associados ao consumo excessivo de álcool porque, definitivamente, a violência não faz parte do jogo”, afirma a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado.

Leia Também:  CGPAL reforça ação para a identificação de novas oportunidades para interligação de localidades da Amazônia Legal ao SIN

A secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, aderiu à iniciativa e convidou 11 mulheres juristas para integrar a campanha, sob a liderança do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

As duas frentes foram unificadas e incorporadas ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. A proposta recebeu adesão da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também participa da campanha como parceira na divulgação.

“A emoção do jogo faz parte da torcida. A agressão, não”, reforça a mensagem central da campanha, que convoca a sociedade a não ignorar situações de violência. Em casos de violência contra a mulher, a orientação é denunciar.

Advertisement

O serviço Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas por dia, todos os dias, de forma gratuita.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA