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Feijão registra forte alta na produção e pressão de repasse ao consumidor avança em 2026, aponta Cepea

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O mercado do feijão segue em trajetória de valorização ao longo de 2026, com altas expressivas nos preços ao produtor sendo gradualmente repassadas ao consumidor final. O movimento é resultado da combinação entre redução da área cultivada e impactos climáticos que afetaram a produtividade das safras, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar da pressão de alta na origem, o repasse ao varejo ocorre de forma mais lenta, diante da cautela dos agentes atacadistas e varejistas nas compras junto às agroindústrias processadoras.

Mercado mantém cautela nas compras, mas qualidade sustenta negociações

De acordo com pesquisadores do Cepea, o comportamento do mercado ao longo da cadeia produtiva tem sido marcado por prudência, especialmente entre atacado e varejo, que adotam estratégias mais conservadoras diante da volatilidade dos preços.

Ainda assim, a demanda por grãos de melhor padrão de qualidade segue como um dos principais fatores de sustentação das negociações, evitando maior enfraquecimento das cotações em determinados momentos da comercialização.

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Preços do feijão disparam no campo em 2026

Nos primeiros cinco meses de 2026, o feijão registrou altas expressivas no mercado ao produtor, refletindo a menor oferta disponível e as perdas produtivas causadas pelo clima.

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Destaques de valorização no campo
  • Feijão carioca: alta entre 85% e 90%
  • Feijão preto: valorização de 51,7%

Os dados consideram a média das principais regiões acompanhadas pelo Cepea, evidenciando um movimento consistente de valorização ao longo do ano.

Varejo já sente impacto, mas repasse ainda é gradual

No varejo, os preços também seguem em alta, embora em ritmo mais moderado, indicando o processo gradual de transmissão das valorizações da produção até o consumidor final.

Segundo dados do IPCA/IBGE:

  • Variação dos preços ao consumidor (maio/2026)
    • Feijão carioca: +6,44% no mês
    • Feijão preto: +2,07% no mês

No acumulado do ano, o avanço é ainda mais significativo:

  • Acumulado de 2026
    • Feijão carioca: +41,09%
    • Feijão preto: +13,69%

Os números reforçam que o aumento observado no campo continua sendo incorporado ao longo da cadeia de distribuição, ainda que de forma escalonada.

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Perspectivas para o mercado do feijão

O cenário para os próximos meses segue condicionado à evolução da oferta, ao comportamento climático nas regiões produtoras e à demanda interna, que tende a ser determinante para o ritmo de novos ajustes de preços.

Com estoques mais ajustados e oferta limitada em determinadas regiões, o mercado deve continuar operando com viés de sustentação, enquanto o repasse ao consumidor final tende a seguir ocorrendo de maneira gradual ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank

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A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).

Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.

Clima contribui para avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.

Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.

Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.

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De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.

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Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas

O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.

Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.

Exportações mostram recuperação em abril

No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.

O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.

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Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.

A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.

Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.

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Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon

O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.

Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.

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Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.

Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.

Perspectivas para o setor

Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.

O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.

Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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