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Região do Cerrado Mineiro leva cafés da nova safra 2026/27 à World of Coffee Brussels 2026 e reforça protagonismo global

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A Região do Cerrado Mineiro participará da World of Coffee Brussels 2026, entre os dias 25 e 27 de junho, levando ao mercado global os primeiros cafés da safra 2026/2027 e uma programação voltada à valorização da origem, da rastreabilidade e da qualidade.

Reconhecida como a primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, a região utilizará o evento como vitrine estratégica para ampliar relacionamento com compradores, torrefadores, importadores e cafeterias, além de reforçar sua posição no cenário internacional da cafeicultura de origem controlada.

Experiência sensorial e valorização da origem

No estande da Região do Cerrado Mineiro, o público poderá participar de sessões de cupping conduzidas pela equipe técnica da entidade, com apresentação de diferentes perfis sensoriais da nova safra.

A proposta é aproximar profissionais do setor das histórias, dos produtores e dos atributos que consolidam o Cerrado Mineiro como uma das origens mais reconhecidas da cafeicultura brasileira, com foco em inovação, consistência e qualidade.

Programação especial com convidados internacionais

Um dos destaques será o Brew Bar Takeover realizado pela Cafezal Milano, parceira da Região do Cerrado Mineiro desde 2024. A operação ficará responsável pelo Brew Bar e pelo Espresso Bar durante todo o evento, reforçando a experiência de hospitalidade e valorização da origem.

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A programação contará ainda com nomes de destaque do cenário internacional do café:

  • No dia 25 de junho, a barista e consultora Charlène Cabioch conduzirá uma experiência sensorial baseada na união entre café e coquetelaria, explorando novas formas de consumo e extração de atributos dos cafés da região.
  • No dia 26 de junho, o campeão mundial de Cezve/Ibrik 2023, Ivan Bilousov, apresentará cafés do Cerrado Mineiro utilizando o tradicional método turco, destacando como diferentes culturas influenciam a percepção sensorial.
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Encerrando a programação, no dia 27 de junho, o consultor de qualidade e Roast Master SCA, Ramon Gondim, comandará a experiência “Cerrado Mineiro by Brasil Experience”, com foco na diversidade sensorial da nova safra.

Cuppings diários e promoção dos cafés da nova safra

Além das ativações especiais, a Região do Cerrado Mineiro promoverá sessões diárias de cupping voltadas a profissionais do setor, incluindo compradores, torrefadores e importadores.

Serão apresentados cafés naturais, fermentados e microlotes selecionados da safra 2026/2027, reforçando a diversidade produtiva e os diferenciais competitivos da origem brasileira no mercado de cafés especiais.

Estratégia de internacionalização e fortalecimento da origem

Para o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, a participação no evento busca gerar conexões e ampliar o conhecimento sobre a origem brasileira.

“Mais do que apresentar cafés, queremos proporcionar experiências que aproximem as pessoas da nossa origem. Cada atividade foi pensada para mostrar como qualidade, rastreabilidade, inovação e compromisso com o futuro estão presentes em toda a cadeia produtiva da Região do Cerrado Mineiro”, afirma.

Já o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, destaca o caráter estratégico da participação na feira internacional.

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“A World of Coffee é um dos principais pontos de encontro da cafeicultura mundial. Preparamos uma programação que valoriza a diversidade dos cafés produzidos em nossa região e permite apresentar a força de um território construído sobre origem, cooperação e confiança”, ressalta.

Projeção global do café brasileiro

Com a presença na World of Coffee Brussels 2026, a Região do Cerrado Mineiro reforça sua estratégia de internacionalização e consolida sua posição como uma das origens mais relevantes do café brasileiro no mercado global de cafés especiais, ampliando conexões e oportunidades comerciais em um dos principais eventos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

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Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

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Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

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Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

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Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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