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França e Argentina buscam classificação antecipada na Copa;veja tabela

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rodada decisiva dos grupos I e J

As duas finalistas do Mundial de 2022 entram em campo na segunda rodada; vitórias garantem passagem direta para a próxima fase do torneio

Veja tabela no final da matéria.

As seleções da França e da Argentina entram em campo nesta segunda-feira (22) pelos grupos I e J da Copa do Mundo, com chances matemáticas de classificação antecipada para a segunda fase. As partidas envolvem as equipes que disputaram o título na última edição do torneio, em 2022.

As duas seleções lideram suas respectivas chaves após vitórias na rodada de estreia. O desdobramento dos jogos de hoje define não apenas a consolidação das lideranças, mas também traça o destino das equipes derrotadas no primeiro confronto, que agora dependem de resultados positivos para disputar as vagas de repescagem previstas pelo regulamento da competição.

O cenário no Grupo J com a atual campeã

No Grupo J, o cenário é de confronto direto pela liderança absoluta. A chave é dividida entre duas equipes com três pontos e duas equipes que ainda não pontuaram. O fato central do dia para este grupo envolve a equipe sul-americana, vencedora do último Mundial. No texto original assinado pelo repórter Pedro Peduzzi, da Agência Brasil, é destacado que “A atual campeã, Argentina, joga às 14h em Dallas contra a Áustria.”

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Ambas as seleções vêm de resultados consistentes. A Argentina derrotou a Argélia por 3 a 0, enquanto a Áustria superou a Jordânia por 3 a 1. A equipe sul-americana carrega o status de favorita no confronto direto, sustentada por um elenco classificado como experiente e talentoso no material de origem. Sobre a postura tática esperada para este duelo no Texas, o documento relata: “As expectativas são de que a Argentina busque impor seu jogo, controlando a posse de bola e fazendo pressão no campo ofensivo.”

Para a Áustria, o desafio é manter o nível competitivo diante de um adversário com superioridade técnica reconhecida. Uma vitória austríaca altera a dinâmica da chave, pois o time assumiria o primeiro lugar isolado antes da rodada de encerramento da fase de grupos.

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No extremo oposto da tabela do Grupo J, Jordânia e Argélia se enfrentam à meia-noite (0h). As duas equipes perderam na estreia e acumulam zero ponto. A Argélia possui um saldo negativo de três gols, enquanto a Jordânia tem um déficit de dois gols. O confronto de madrugada é tratado como uma busca por sobrevivência no torneio.

A situação do Grupo I e o favoritismo europeu

A dinâmica do Grupo I reflete o desenho do Grupo J, com duas seleções europeias dividindo o topo da tabela com três pontos cada. A vice-campeã de 2022 entra em campo na Filadélfia às 18h. O relatório oficial da partida crava a posição da equipe europeia: “A seleção francesa é favorita na partida de hoje contra o Iraque.”

A França lidera após vencer o Senegal por 3 a 1. O Iraque, por sua vez, sofreu o revés mais elástico do grupo, perdendo para a Noruega por 4 a 1, o que o deixa na última posição devido ao saldo de gols. Se a França confirmar o favoritismo e vencer, chegará a seis pontos e garantirá sua vaga na segunda fase.

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O outro confronto da chave ocorre em Nova Jersey, às 21h. A Noruega, embalada pela goleada da estreia, enfrenta o Senegal. A matemática para os noruegueses é idêntica à dos franceses. O relato oficial da partida projeta esse cenário: “Assim como a França, a Noruega pode chegar a seis pontos no duelo de hoje contra o Senegal”. A confirmação desse resultado classificaria a equipe nórdica matematicamente.

Caso França e Noruega vençam seus compromissos nesta segunda-feira, a rodada final da primeira fase será um mero definidor de posições no topo da tabela. As duas lideranças se enfrentarão no último jogo para decidir quem avança em primeiro e quem avança em segundo lugar na chave.

A disputa pelas vagas de repescagem

O regulamento da competição permite que os terceiros colocados continuem sonhando com a classificação, o que mantém o interesse nas partidas das equipes que ainda não pontuaram. Senegal, Iraque, Jordânia e Argélia entram em campo sob pressão imediata.

Para o Senegal, o duelo das 21h contra a Noruega é a chance de somar os primeiros pontos. A estratégia traçada envolve pontuar contra os noruegueses e projetar uma vitória na rodada final contra o Iraque. O objetivo é terminar a fase de grupos com pontuação suficiente para entrar no cálculo dos classificados alternativos. Sobre o confronto da meia-noite entre Jordânia e Argélia, o texto fonte define o peso do resultado: “Será, portanto, uma partida importante para quem quer avançar como uma das oito melhores terceiras colocadas.”

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Com o Iraque enfrentando o mesmo desafio técnico no Grupo I, a terceira rodada se desenha como decisiva para as seleções da parte inferior da tabela, que lutarão até os últimos minutos pelo índice técnico necessário para continuar no torneio. Os desdobramentos de todas as partidas desta segunda-feira balizarão os cálculos exatos para a rodada de encerramento até o fechamento desta reportagem.

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Glossário — Entenda os termos técnicos do torneio

  • Chave: Sinônimo de “Grupo”. É o conjunto de seleções que se enfrentam entre si na primeira fase (ex: Grupo I e Grupo J).
  • Posse de bola: Métrica que indica o tempo (ou percentual) em que uma equipe mantém o controle da bola durante a partida, ditando o ritmo do jogo.
  • Oito melhores terceiros colocados: Regra de repescagem em competições com formato expandido, onde as equipes que terminam na terceira posição de seus grupos são ranqueadas por pontos e saldo de gols; as oito melhores avançam para a fase eliminatória.
  • Vice-campeã: Referência à França, seleção que perdeu a final da edição anterior (2022) para a Argentina.

 

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Arma na Marcha para Jesus e o debate sobre o porte do vereador policial em Cuiabá

A arma de fogo visível no cós da calça do vereador Rafael Ranalli (PL), policial federal, durante a 29ª Marcha para Jesus em Cuiabá gerou críticas nas redes. O vereador alega aparição incidental durante uma selfie. A regra que veda o porte ostensivo em aglomerações atinge o cidadão comum, não o policial.

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arma na Marcha para Jesus

Rafael Ranalli afirma que o armamento apareceu por acaso durante uma selfie; a regra que veda o porte em aglomerações vale para o cidadão comum, não para o agente de segurança

A imagem de uma arma na Marcha para Jesus, visível no cós da calça do vereador Rafael Ranalli (PL), policial federal de carreira, provocou críticas nas redes sociais e abriu discussão sobre o porte de armamento em eventos religiosos de grande público. A cena foi registrada no último sábado (20), durante a 29ª edição do evento em Cuiabá, enquanto ele fazia fotos para as redes. Ranalli sustenta que a arma apareceu de forma incidental, e não como demonstração.

A versão de aparição incidental

Para o vereador, não houve intenção de exibir o armamento. A arma teria ficado à mostra em um único instante, quando ele se inclinou para tirar uma selfie e a roupa subiu, deixando o coldre aparente entre participantes que tiravam fotos e conversavam. Como policial federal, ele porta a arma por prerrogativa da função e a conduzia como na rotina de trabalho, sem propósito de ostentação.

Em áudio, Ranalli afirmou que a cena é parte da rotina de qualquer agente de segurança:

“Vários policiais andam armados, mas eles não estão expostos. Se você ficar perseguindo um policial o dia inteiro, um momento ou outro você vai perceber a arma dele.”

O argumento separa dois verbos que costumam se confundir no debate público: aparecer a arma, situação involuntária, é diferente de exibir a arma, gesto deliberado.

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Um ato religioso com presença política

A 29ª Marcha para Jesus percorreu, no sábado, o trajeto entre a Orla do Porto e a Arena Pantanal, reunindo milhares de fiéis. A organização é do Conselho de Ministros Evangélicos Cristãos de Mato Grosso (Comec). Neste mês, o evento foi declarado Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Município de Cuiabá pela Lei municipal nº 7.555, de 10 de junho de 2026.

A edição teve forte presença de lideranças políticas conservadoras, com destaque para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foi nesse ambiente de aglomeração e descontração, sem registro de tensão ou ameaça no local, que a arma do vereador ficou visível.

A arma na Marcha para Jesus e a distinção entre os portes

O ponto jurídico central do caso é a diferença entre dois regimes de porte previstos no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003). O artigo 6º, inciso II, assegura o porte de arma aos integrantes dos órgãos de segurança pública, entre eles os policiais federais, em razão das funções institucionais e com validade em todo o território nacional. É o chamado porte por prerrogativa de função, que dispensa o agente de comprovar os requisitos exigidos do cidadão comum, já atendidos no concurso e na formação.

O outro regime é o porte de defesa pessoal, concedido ao cidadão comum pelo artigo 10 da mesma lei, mediante autorização da Polícia Federal e comprovação de efetiva necessidade.

A distinção é decisiva. A regra que veda o porte ostensivo e a permanência armada em igrejas, escolas, estádios e locais de aglomeração, hoje prevista no artigo 51 do Decreto nº 11.615/2023, aplica-se apenas ao titular do porte de defesa pessoal. Ela não alcança o policial, cujo porte é regido pelo inciso II do artigo 6º e por normas próprias da instituição.

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Por que o policial anda armado fora de serviço

A legislação ainda ampara o porte permanente do agente, inclusive na folga. O artigo 13, parágrafo 2º, do Código Penal trata como penalmente relevante a omissão de quem tem o dever legal de cuidado, proteção ou vigilância, condição em que se enquadra o policial. Já o artigo 301 do Código de Processo Penal distingue a faculdade do cidadão, que poderá prender quem esteja em flagrante, do dever das autoridades policiais e seus agentes, que deverão fazê-lo.

Daí o conceito do policial 24 horas: o agente não deixa de ser policial quando está de folga, e o porte ininterrupto da arma é o instrumento desse dever contínuo. Há divergência doutrinária sobre o alcance da regra fora do expediente. Juristas como Nestor Távora sustentam que, longe do serviço, a obrigação de agir cede lugar a mera faculdade, equiparando o policial de folga ao cidadão comum, mas o entendimento majoritário é o do dever permanente.

Onde estaria o limite

A prerrogativa não é irrestrita. A exibição intencional da arma como demonstração de força pode configurar infração disciplinar, ainda que não seja crime, e disparos ou porte ostensivo deliberado podem ser comunicados à Polícia Federal por canal eletrônico específico, conforme o artigo 8º do Decreto nº 11.615/2023. A responsabilização depende sempre da intenção e do contexto concreto, o que mantém em aberto a controvérsia sobre se, na Marcha, houve demonstração proposital ou aparição involuntária.

O episódio de 2024

O caso atual chega depois de um precedente que tende a ser lembrado, embora seja distinto. Em agosto de 2024, durante uma convenção do PL em Cuiabá, então pré-candidato a vereador, Ranalli levantou a camisa e exibiu a arma na cintura ao gritar uma palavra de ordem de apoio ao partido. Na ocasião, a Corregedoria Regional da Polícia Federal em Mato Grosso anunciou a apuração disciplinar da conduta.

A diferença entre os dois momentos está na intenção. Em 2024, houve gesto deliberado de levantar a camisa. Em 2026, a versão é a de aparição involuntária durante uma selfie. São fatos separados, e tratar o episódio da Marcha como repetição do anterior desconsidera essa diferença.

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Eventual abertura de procedimento sobre a conduta na Marcha para Jesus caberá à Polícia Federal, responsável por avaliar caso a caso a intenção e o contexto da atuação de seus agentes.

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