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Copa do Mundo 2026

Brasil decide vaga contra Escócia em rodada simultânea da Copa

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jogos simultaneos copa 2026

Partidas da última etapa da fase de grupos ocorrem no mesmo horário para evitar favorecimento; seleção brasileira joga às 19h em Miami

A terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo começa nesta quarta-feira (24), com seis partidas distribuídas entre as chaves A, B e C. Segundo o regulamento da competição, os jogos de cada grupo ocorrem de forma simultânea nesta etapa, de forma a evitar favorecimento a alguma seleção.

O principal confronto do dia envolve o Brasil, que enfrenta a Escócia às 19h, em Miami, pelo Grupo C. No mesmo horário, Marrocos e Haiti jogam na cidade de Atlanta.

Cenário do Grupo C e disputa direta

Brasil e Marrocos iniciam a rodada final com quatro pontos cada, ocupando as duas primeiras posições do Grupo C. A seleção brasileira possui um saldo de três gols, enquanto a equipe marroquina contabiliza um de saldo.

A Escócia aparece na sequência, com três pontos e saldo zero, e tem um confronto direto contra o Brasil na disputa por uma vaga. O Haiti, que ainda não pontuou e tem saldo negativo de quatro gols, precisa de uma vitória contra o Marrocos e de uma combinação de resultados para tentar avançar entre as melhores terceiras colocadas dos 12 grupos.

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Nas rodadas anteriores, o Brasil registrou um empate em 1 a 1 com o Marrocos e uma vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. A Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 na primeira rodada, mas sofreu uma derrota de 1 a 0 para o Marrocos na segunda partida.

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Classificação no Grupo A

As partidas do Grupo A encerram a programação do dia, às 22h. O México enfrenta a República Tcheca na Cidade do México, enquanto a África do Sul joga contra a Coreia do Sul em Monterrey.

O México chega à rodada final já classificado, com seis pontos e saldo de três gols, após vencer a África do Sul por 2 a 0 e a Coreia do Sul por 1 a 0.

A Coreia do Sul possui três pontos e saldo zero, dependendo apenas de si para garantir a vaga. A equipe venceu a República Tcheca por 2 a 1 na estreia, mas perdeu para o México na rodada seguinte. República Tcheca e África do Sul somam um ponto cada, com saldos de -1 e -2 gols, respectivamente, e mantêm disputas diretas pela classificação. O confronto direto entre tchecos e sul-africanos terminou em empate por 1 a 1 na segunda rodada.

Decisão de liderança no Grupo B

Os primeiros jogos desta quarta-feira começam às 16h, pelo Grupo B. A Suíça enfrenta o Canadá em Vancouver, e a Bósnia e Herzegovina joga contra o Catar em Seattle.

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O confronto entre Canadá e Suíça decide a liderança da chave. Ambas as equipes possuem quatro pontos, com os canadenses apresentando saldo de seis gols e os suíços, três. Na primeira rodada, o Canadá empatou em 1 a 1 com a Bósnia, e a Suíça empatou em 1 a 1 com o Catar. Na segunda rodada, a Suíça venceu a Bósnia por 4 a 1, enquanto o Canadá derrotou o Catar por 6 a 0.

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Bósnia e Catar entram em campo com um ponto cada e saldos de -3 e -6 gols, respectivamente. As duas seleções precisam vencer seus confrontos e contar com uma combinação de resultados para manter as chances de classificação.

 

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Operação mira assessora de gabinete de desembargador do TJMT em esquema de venda de decisões

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"Falsa Vantagem" PJCMT

“Falsa Vantagem” cumpre cinco mandados em Cuiabá contra grupo investigado por extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa; entre os alvos estão um advogado e uma servidora do Tribunal de Justiça

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Falsa Vantagem, que investiga um grupo suspeito de cobrar por influência em decisões judiciais. No centro da apuração está a cobrança de R$ 150 mil, em espécie, que teria sido paga por familiares de um condenado sob a promessa de anular a sentença — o que não se concretizou.

Foram cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. A ação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Segundo as investigações, o grupo teria procurado os familiares do condenado afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões. O pagamento em espécie, ainda conforme a polícia, teria servido para dificultar o rastreamento dos valores. A medida resultou apenas na redução da pena, e não em sua anulação, como fora prometido. Insatisfeito, o beneficiário passou a exigir a devolução do dinheiro, circunstância que também é objeto da investigação.

O delegado responsável, Marlon Luz, afirmou que as buscas tinham como objetivo apreender celulares, computadores e documentos para esclarecer como a prática funcionava, há quanto tempo o grupo atuava e se havia outras vítimas. Os investigados são apurados por cinco crimes, entre eles extorsão e exploração de prestígio. A ação integra a Operação Pharus, parte do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro do Programa Tolerância Zero.

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Servidora do TJMT entre os alvos

Os mandados atingiram pessoas com vínculos diretos com o funcionamento da Justiça. Segundo a Polícia Civil, estão entre os alvos um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A apuração identificou o advogado pelas iniciais A.R.G. e a servidora (M.A.P.A.) como assessora de um gabinete de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O release oficial não detalha a lotação dela, e o Tribunal não havia confirmado a informação até o fechamento da matéria.

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A presença de uma funcionária do próprio Judiciário na lista de investigados é um dos pontos centrais do caso. A suposta capacidade de interferir em decisões — o que sustentava a promessa vendida às vítimas — dependia, segundo a versão da polícia, desse acesso interno. É isso que a investigação pretende esclarecer com o material apreendido.

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, acompanhou o cumprimento das buscas nos endereços de profissionais da advocacia, por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, e informou que o caso pode ser encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina.

Segundo caso do tipo em menos de quatro meses

A Falsa Vantagem não é a primeira ação do gênero no estado neste ano. Em março, a Polícia Civil deflagrou a Operação Smoke, com modus operandi praticamente igual: um grupo abordava familiares de presos e prometia decisões favoráveis mediante pagamento — prática conhecida como “venda de fumaça”. Naquele caso, foram cumpridas 15 ordens judiciais contra dois advogados e um bacharel em Direito.

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As duas operações têm como base o mesmo tipo de fraude: a oferta de um resultado na Justiça que, na prática, ninguém tem como entregar. As vítimas costumam ser familiares de presos.

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Há ainda outras investigações recentes sobre o Judiciário mato-grossense. Em junho, a Operação Gemini, conduzida pela Polícia Federal, passou a apurar suposta venda de sentenças no TJMT, com um desembargador entre os investigados. São apurações distintas, mas que tratam de um mesmo problema: a tentativa de comprar decisões judiciais.

A Polícia Civil informou que a Operação Falsa Vantagem segue em andamento. Os próximos passos dependem da análise do material apreendido, que pode levar à identificação de outros envolvidos e de novas vítimas. Até o fechamento da matéria, não havia registro de prisões.

 

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