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Segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital marca abertura da II Formação Nacional do Programa Escola que Protege

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Brasília, 23/6/2026 – A proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais e a prevenção de violências que afetam as comunidades escolares estiveram entre os temas centrais da abertura da II Formação Nacional do Programa Escola que Protege. Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), o evento foi realizado nesta terça-feira (23), na capital federal.

Representando a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital, Ricardo Horta, destacou a importância de fortalecer políticas públicas voltadas à proteção e à segurança digital de crianças e adolescentes.

Até 25 de junho, a formação reúne secretários de Educação, gestores públicos, especialistas e representantes de instituições parceiras para debater estratégias de resposta e reconstrução das comunidades escolares após episódios de violência.

Durante a abertura, Horta ressaltou que episódios de violência extrema contra escolas têm relação com conteúdos nocivos, como discursos de ódio, disseminados em ambientes digitais. Segundo ele, esses espaços passam por um processo de adequação às regras de proteção previstas no ECA Digital, em vigor desde 18 de março.

“Quando falamos de prevenção da violência nas escolas, precisamos olhar também para os ambientes digitais. Muitas vezes, a violência extrema que acontece nas escolas se origina fora delas, em conteúdos, vídeos e discursos consumidos constantemente por crianças e adolescentes em espaços que não foram pensados para sua proteção”, afirmou.

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Segundo ele, o desafio passa por adequar as experiências digitais à idade dos usuários e responsabilizar plataformas pela mitigação de riscos.

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“Não podemos naturalizar que crianças tenham acesso irrestrito a ambientes digitais desenhados para adultos. Precisamos construir salvaguardas e promover experiências digitais compatíveis com a condição peculiar de desenvolvimento desse público”, disse.

Horta também mencionou iniciativas recentes do Governo Federal voltadas ao enfrentamento dos discursos de ódio, da misoginia e de outras formas de violência on-line, além da atuação interministerial para a implementação de políticas de proteção no ambiente digital.

Cooperação intersetorial e prevenção

A mesa de abertura reuniu representantes do MEC, do MJSP, da Polícia Federal (PF), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), reforçando a cooperação entre diferentes áreas para o enfrentamento das violências nas escolas.

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Representando o Consed, a secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira, destacou que a pluralidade dos desafios enfrentados pelas escolas exige preparação, protocolos e troca permanente de experiências entre as redes de ensino.

“A complexidade da escola e da carreira docente exige esse tipo de troca. O importante é que a escola saiba como agir. Quando existe essa clareza, ela atua com serenidade”, enfatizou.

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O delegado da Polícia Federal Valdemar Neto ressaltou a importância da prevenção no enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes. “A resposta meramente repressiva não satisfaz. Precisamos construir respostas coletivas e investir na prevenção, levando conhecimento às escolas, aos educadores e às redes de proteção”.

Programação

Com o tema Estratégias de Resposta e Reconstrução das Escolas após Episódios de Violência, a II Formação Nacional do Programa Escola que Protege integra as ações do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave).

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Ao longo dos próximos dias, os participantes discutirão temas como violência no entorno escolar, racismo, bullying, cyberbullying, discursos de ódio, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, ataques contra escolas e estratégias de reconstrução das comunidades escolares.

A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais das redes de ensino para responder a situações críticas, aprimorar protocolos de atuação e ampliar a articulação entre educação, segurança pública, assistência social, saúde e sistema de justiça.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Banco nacional reúne 3 milhões de celulares e fortalece combate à receptação em todo o País

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Brasília, 25/6/2026 – O lançamento do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), instituído pelo Governo Federal por meio do Programa Nacional Celular Seguro, representa uma mudança na estratégia de enfrentamento ao roubo, ao furto e à receptação de celulares no Brasil. Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o banco reúne mais de 3 milhões de registros provenientes das polícias civis, do Programa Celular Seguro, da Anatel e de outros sistemas nacionais.

Pela primeira vez, os dados dos 26 estados e do Distrito Federal passam a integrar uma única base nacional. A ferramenta permite que forças de segurança, gestores públicos e cidadãos tenham acesso a um sistema unificado para consulta e compartilhamento de informações sobre aparelhos com registro de roubo, furto ou extravio.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a medida enfrenta um dos principais obstáculos ao combate dos crimes patrimoniais: a dispersão das informações entre diferentes sistemas estaduais e federais. Com a integração nacional, um celular roubado em um estado poderá ser identificado mesmo que seja comercializado ou utilizado em outra região do País.

Integração nacional fortalece investigações e protege consumidores

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Além de fortalecer o trabalho das forças de segurança, a nova base oferece uma camada adicional de proteção ao cidadão. Por meio do aplicativo Celular Seguro, do portal Gov.br e do endereço celularseguro.mj.gov.br, qualquer pessoa poderá consultar gratuitamente se um aparelho possui registro de restrição antes de efetuar a compra. A medida beneficia consumidores e comerciantes, aumenta a segurança das transações e reduz o risco de aquisição involuntária de aparelhos de origem criminosa.

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De acordo com Chico Lucas, o Banco Nacional representa uma mudança de foco na política pública de enfrentamento a esse tipo de crime. “Durante muito tempo, o combate ao roubo de celulares esteve concentrado apenas em quem praticava o crime nas ruas. Mas existe uma cadeia econômica que sustenta essa atividade criminosa. Há quem roube, quem intermedeie a venda e quem adquira o aparelho no final desse processo. O que estamos fazendo agora é integrar informações de todo o País para atacar essa cadeia como um todo. O crime atua em rede. Agora, o Estado também”, afirma.

Segundo o secretário, o objetivo não é criminalizar consumidores de boa-fé, mas criar mecanismos que ofereçam mais segurança para quem compra e mais instrumentos para que as polícias recuperem aparelhos e combatam a receptação.

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“Muitas pessoas compravam celulares sem qualquer condição de verificar sua procedência. A partir do Banco Nacional, o cidadão poderá consultar o IMEI antes da compra e saber se existe alguma restrição associada ao aparelho. Estamos criando mais segurança para as relações comerciais e reduzindo o espaço para o mercado ilegal”, destaca.

O número de aparelhos celulares roubados ou furtados no Brasil supera milhões de registros nos últimos anos, movimentando uma cadeia criminosa que financia organizações envolvidas em diversas modalidades de crime. A expectativa do Governo Federal é que a integração nacional dos dados, aliada à consulta pública e ao fortalecimento das investigações, reduza gradualmente a atratividade econômica desse mercado.

O banco também fortalece a cooperação federativa no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), ao permitir que os estados compartilhem informações de forma mais rápida, eficiente e padronizada. Com isso, o Governo Federal reforça uma estratégia de segurança pública baseada em inteligência, integração de dados e atuação coordenada para reduzir os impactos de um dos crimes que mais afetam o cotidiano da população brasileira.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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