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Balanço da Operação Narke 6 aponta R$ 518 milhões em prejuízo ao crime e 14,6 toneladas de drogas apreendidas

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Brasília, 24/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), coordenou a Operação Narke 6, ação nacional voltada ao enfrentamento do tráfico de drogas e das organizações criminosas. Realizada em todas as unidades da Federação, a iniciativa resultou na prisão de 844 pessoas, na apreensão de 14,6 toneladas de drogas e de 177 armas de fogo, com prejuízo estimado em R$ 518 milhões às organizações criminosas.

A operação integra o Programa do Governo Federal Brasil Contra o Crime Organizado e foi realizada em duas fases, dedicadas a atividades de inteligência e investigação, entre 18 de maio e 21 de junho de 2026, de forma simultânea e coordenada em todo o País.

Entre as ações desenvolvidas estiveram o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão; a identificação e captura de alvos prioritários; o aprofundamento de apurações em andamento; a realização de investigações patrimoniais e financeiras para rastreamento e bloqueio de ativos ilícitos; e a intensificação das apreensões de drogas, armas, munições e outros instrumentos utilizados por organizações criminosas.

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A operação também incluiu a incineração de entorpecentes apreendidos, em conformidade com os requisitos legais, e o monitoramento contínuo das ações, contribuindo para ampliar a integração entre as forças de segurança e consolidar os resultados alcançados.

Operação interfederativa

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Elaborada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado, a Operação Narke 6 foi realizada com base na Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (DNAISP) e contou com a participação das Polícias Civis dos 26 estados e do Distrito Federal, por meio das Delegacias de Repressão a Narcóticos (Denarcs) e de unidades equivalentes, no âmbito da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarcs).

A ação reforçou a integração entre as forças de segurança estaduais e do Distrito Federal e contribuiu para o fortalecimento das estratégias nacionais de enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Banco nacional reúne 3 milhões de celulares e fortalece combate à receptação em todo o País

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Brasília, 25/6/2026 – O lançamento do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), instituído pelo Governo Federal por meio do Programa Nacional Celular Seguro, representa uma mudança na estratégia de enfrentamento ao roubo, ao furto e à receptação de celulares no Brasil. Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o banco reúne mais de 3 milhões de registros provenientes das polícias civis, do Programa Celular Seguro, da Anatel e de outros sistemas nacionais.

Pela primeira vez, os dados dos 26 estados e do Distrito Federal passam a integrar uma única base nacional. A ferramenta permite que forças de segurança, gestores públicos e cidadãos tenham acesso a um sistema unificado para consulta e compartilhamento de informações sobre aparelhos com registro de roubo, furto ou extravio.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a medida enfrenta um dos principais obstáculos ao combate dos crimes patrimoniais: a dispersão das informações entre diferentes sistemas estaduais e federais. Com a integração nacional, um celular roubado em um estado poderá ser identificado mesmo que seja comercializado ou utilizado em outra região do País.

Integração nacional fortalece investigações e protege consumidores

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Além de fortalecer o trabalho das forças de segurança, a nova base oferece uma camada adicional de proteção ao cidadão. Por meio do aplicativo Celular Seguro, do portal Gov.br e do endereço celularseguro.mj.gov.br, qualquer pessoa poderá consultar gratuitamente se um aparelho possui registro de restrição antes de efetuar a compra. A medida beneficia consumidores e comerciantes, aumenta a segurança das transações e reduz o risco de aquisição involuntária de aparelhos de origem criminosa.

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De acordo com Chico Lucas, o Banco Nacional representa uma mudança de foco na política pública de enfrentamento a esse tipo de crime. “Durante muito tempo, o combate ao roubo de celulares esteve concentrado apenas em quem praticava o crime nas ruas. Mas existe uma cadeia econômica que sustenta essa atividade criminosa. Há quem roube, quem intermedeie a venda e quem adquira o aparelho no final desse processo. O que estamos fazendo agora é integrar informações de todo o País para atacar essa cadeia como um todo. O crime atua em rede. Agora, o Estado também”, afirma.

Segundo o secretário, o objetivo não é criminalizar consumidores de boa-fé, mas criar mecanismos que ofereçam mais segurança para quem compra e mais instrumentos para que as polícias recuperem aparelhos e combatam a receptação.

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“Muitas pessoas compravam celulares sem qualquer condição de verificar sua procedência. A partir do Banco Nacional, o cidadão poderá consultar o IMEI antes da compra e saber se existe alguma restrição associada ao aparelho. Estamos criando mais segurança para as relações comerciais e reduzindo o espaço para o mercado ilegal”, destaca.

O número de aparelhos celulares roubados ou furtados no Brasil supera milhões de registros nos últimos anos, movimentando uma cadeia criminosa que financia organizações envolvidas em diversas modalidades de crime. A expectativa do Governo Federal é que a integração nacional dos dados, aliada à consulta pública e ao fortalecimento das investigações, reduza gradualmente a atratividade econômica desse mercado.

O banco também fortalece a cooperação federativa no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), ao permitir que os estados compartilhem informações de forma mais rápida, eficiente e padronizada. Com isso, o Governo Federal reforça uma estratégia de segurança pública baseada em inteligência, integração de dados e atuação coordenada para reduzir os impactos de um dos crimes que mais afetam o cotidiano da população brasileira.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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